Com 10,8 mil habitantes, o município de Batayporã, que teve o PIB industrial ampliado em 323,5%, espera manter as boas previsões no mapa astral apesar de ter trocado o “i” pelo “y” no nome. A cidade aposta na vocação regional para manter o ritmo de industrialização acelerado: agropecuária e argila.
Em cinco anos, o Produto Interno Bruto da indústria passou de R$ 7,2 milhões para R$ 30,6 milhões no município. O assessor especial da Secretaria Municipal de Obras e Agricultura, Adailto Julião, atribui o crescimento à instalação de um usina de álcool, que gerou 400 empregos diretos, e de uma cerâmica, que abriu mais 80 vagas.
Além disso, a cidade conta com um frigorífico, que atua há mais de 10 anos. De acordo com Julião, a prefeitura prioriza a vocação regional, que é feita com base na agropecuária e cerâmica. Ele explica que as terras são boas para a pecuária e o plantio de cana-de-açúcar. E a argila é abundante às margens do Rio Paraná.
Fátima do Sul
Longe dos holofotes, o município de Fátima do Sul, com 19,3 mil habitantes, elevou o PIB da indústria em 464% entre 2002 e 2007, de R$ 6,6 milhões para R$ 37,2 milhões. Com este crescimento, a cidade subiu 21 posições no ranking estadual de maior riqueza do setor secundário, de 40º para 19º.
No entanto, o município corre o risco de não sustentar esta posição, já que sofre os efeitos da Lei Kandir, como é conhecida a política de isentar os produtos primários destinados à exportação. O secretário municipal de Obras, que responde interinamente pela pasta da Indústria e Comércio, Luiz Henrique Alberti, contou que a indústria de esmagamento de soja, para a produção de óleo, foi desativada e demitiu 90 pessoas.
O grupo empresarial passou apenas a receber e secar os grãos, exportando-os com isenção de ICMS. “O problema maior é o desemprego”, admite. Outros setores que impulsionaram o crescimento no período de 2002-2007 foram as indústrias de tijolos e telhas e de calçados.
Fátima do Sul ainda tem esperança de manter o posto ou subir mais com a ativação da usina de açúcar e álcool. Com investimento de R$ 200 milhões, a unidade deverá gerar 800 empregos diretos, ampliando em 50% o número atual de 1.579 pessoas ocupadas na cidade. (EB)

