Economia

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Bolsa fecha em alta e taxa de câmbio recua

Bolsa fecha em alta e taxa de câmbio recua

Redação

09/02/2010 - 01h53
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O Ibovespa, termômetro dos negócios da Bolsa paulista, subiu 0,62% no fech amento, aos 63.153 pontos. O giro financeiro foi de R$ 8,42 bilhões. A taxa de câmbio doméstica cedeu para R$ 1,87. Entre os destaques do dia, a ação preferencial da estatal de telecomunicações Telebrás disparou 14,12% no pregão de hoje, com negócios de R$ 271,47 milhões. Usualmente fora da lista dos mais negociados, o papel foi a quarta ação mais negociada da Bolsa. A estatal voltou aos holofotes com a proposta do governo federal em entrar no negócio de internet por banda larga. O volume de negócios da Bolsa brasileira foi inflado pelo vencimento de opções realizado hoje. Opções são contratos financeiros em que se negociam direitos de compra ou venda de um determinado ativo (no caso de hoje, ações). Para exercer esse direito, o investidor deve pagar um prêmio para o agente que lançou o contrato (e que assumiu uma obrigação de comprar ou vender). No vencimento de opções desse mês, os investidores movimentaram R$ 2,20 bilhões, sendo R$ 1,15 bilhão somente em opções de compra, isto é, houve mais interesse em exercer os contratos para adquirir um ativo do que em vender. A opção mais movimentada foi o contrato de compra de ação preferencial da Vale por R$ 39,58; o segundo mais negociado foi a opção de compra de uma ação ordinária da OGX por R$ 17; a terceira opção de compra foi uma ação preferencial da Itausa por R$ 13,47. Dólar O dól a r comerc i a l foi vend ido por R$ 1,874, em um declínio de 0,89%. A taxa de risco-país marca 240 pontos, número 1,23% abaixo da pontuação anterior. A situação fiscal dos países europeus Grécia, Espanha e Portugal continua no radar dos investidores. Esse nervosismo pode ganhar ímpeto nesta semana, com a expectativa pela divulgação do PIB (Produto Interno Bruto) dos países da zona do euro, previsto para sexta. Hoje, o investidor aproveitou o dia de “tranquilidade” da agenda econômica para voltar às compras, após as perdas acumuladas de 4% somente na semana passada. “Após as quedas recentes, a renda variável já apresenta boas oportunidades, mas sem o importante suporte dos investidores estrangeiros, o desempenho de curto prazo fica limitado”, afirmou o economista-chefe do banco Schahin, Silvio Campos Neto, em seu comentário semanal sobre o mercado financeiro. Balança O Ministério do Desenvolvimento informou que a balança comercial teve um déficit de US$ 172 milhões na primeira semana de fevereiro, elevando o saldo negativo deste ano para US$ 338 milhões. A agência de classificação de risco Fitch apontou como “preocupante” a situação fiscal dos países europeus Grécia, Espanha e Portugal, com destaque para o primeiro. O presidente da Fitch Ratings, Marc Ladreit Lacharriére, ressaltou que não há risco de contágio de outros países do bloco de países que utilizam a moeda comum. Fonte: FolhaOnline.

PANORAMA AGRÍCOLA

Chuvas irregulares geram incertezas em produtores de soja em Mato Grosso do Sul

Enquanto o sul enfrenta excesso de chuva e risco sanitário, regiões afetadas pela seca veem recuperação do potencial produtivo

17/01/2026 08h40

Gerson Oliveira/Correio do Estado

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A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indica volumes consideráveis de chuva no início deste ano, criando um cenário de contrastes para o produtor rural em Mato Grosso do Sul. De acordo com Éder Comunello, pesquisador em agrometeorologia da Embrapa Agropecuária Oeste, as irregularidades podem prejudicar algumas regiões do Estado.

“A distribuição das chuvas e, por consequência, do deficit hídrico tem sido extremamente desigual, deixando o estado ‘dividido pelo clima’”, avalia.

Ainda de acordo com o pesquisador, dependendo da região e da propriedade, isso pode ser má ou boa notícia para o produtor, o que inclusive pode afetar a produtividade da colheita. “No extremo-sul, a abundância de água acende o sinal de alerta”, avisa o pesquisador.

“Municípios como Mundo Novo e Sete Quedas registraram acumulados [de chuva] expressivos, superando 70 milímetros em uma semana. Para os produtores desta região, a chuva pode trazer uma ‘dor de cabeça’ logística e sanitária: o excesso de umidade em lavouras prontas para a colheita favorece a abertura de vagens e pode impulsionar casos de ferrugem asiática. O solo encharcado dificulta o trânsito de máquinas, prejudicando pulverizações de controle e a própria colheita”, alerta.

O engenheiro-agrônomo Ângelo Ximenes reforça o lado bom das chuvas constantes, principalmente, neste início de ano.

“Neste ano completam 42 safras que eu acompanho. Eu vejo, igual a este ano, falando do sul de Mato Grosso do Sul, ali, na região de fronteira, Dourados, Caarapó, Laguna, Maracaju, indo mais para a divisa com São Paulo também, as precipitações que ocorreram foram muito satisfatórias.

Está não só chovendo um volume bom, como está chovendo no momento adequado. Então, nós temos uma previsão de uma safra muito boa, acreditamos que vai ser uma das melhores médias que já tivemos nas últimas décadas, podemos dizer”, explica.

Na mesma linha, Comunello também acrescenta que, apesar dos riscos sanitários, a avaliação técnica do centro do Estado é também positiva.

“Como a maioria das lavouras se encontra na fase de enchimento de grãos [estádio fenológico de alta demanda hídrica], a chuva é, na média, mais benéfica do que prejudicial neste momento. A água chega para mitigar o deficit de dezembro, garantindo o peso do grão da soja. Além disso, a manutenção da umidade agora assegura a recarga da reserva hídrica no solo, condição fundamental para o estabelecimento do milho safrinha”, declara.

SECA

Na outra ponta do mapa, a realidade é oposta. “A região norte, que enfrentou seca severa no desenvolvimento inicial da soja, recebe as chuvas de janeiro como uma boa notícia. Para as lavouras tardias e atrasadas pelo clima seco de dezembro, a água agora é essencial para encher os grãos e recuperar o potencial produtivo”, explica o agrometeorologista.

“A Grande Dourados e a região central do Estado vivem o desafio de administrar essas duas realidades simultaneamente. Marcada pela irregularidade das chamadas ‘chuvas de manga’, em que as precipitações podem ser muito diferentes mesmo entre propriedades vizinhas, a região sente os efeitos mistos do clima”, detalha. 

Além da preocupação com a chuva e a ferrugem, ainda elenca que é necessária atenção à baixa luminosidade, com os vários dias de céu encoberto.

“A planta precisa de muita energia solar para realizar fotossíntese e transferir peso para os grãos. Dias nublados consecutivos reduzem a taxa fotossintética, o que pode levar a diversos distúrbios fisiológicos. Nesse contexto, o impacto mais importante é o menor enchimento dos grãos, o que pode resultar em redução da produtividade final mesmo em lavouras visualmente sadias”, acrescenta Comunello.

“Diante desse quadro, a recomendação é de monitoramento contínuo e agilidade operacional. O produtor deve manter atenção redobrada à necessidade de tratos culturais, priorizando o controle fitossanitário nos intervalos de tempo firme para conter o avanço de doenças. Já para as áreas prontas, a estratégia é não hesitar: é fundamental aproveitar cada janela de estiagem para avançar com a colheita, mitigando perdas de qualidade por excesso de umidade e garantindo o calendário da safra seguinte”, sugere.

PREVISÃO

De acordo com o prognóstico agroclimático para o período de janeiro, fevereiro e março deste ano, divulgado no Boletim Agrometeorológico do Inmet, na Região Centro-Oeste, haverá volumes de chuva próximos ou acima da média em todo o estado de Mato Grosso do Sul.

As temperaturas tendem a permanecer acima da média em toda a região, podendo ficar até 1,0°C acima da média histórica, especialmente no Estado, onde devem ocorrer os maiores registros.

A projeção para 2025/2026 é de uma nova supersafra de soja - Foto: Gerson Oliveira/Correio do Estado

A previsão de armazenamento hídrico do solo indica níveis de umidade superiores a 60% em grande parte da Região Centro-Oeste ao longo do trimestre. Conforme o prognóstico, essa elevação poderá resultar em condições de excesso hídrico.

Nessas áreas, o excesso de água pode ocasionar encharcamento do solo, dificultar operações de manejo e favorecer a ocorrência de doenças, além de afetar o desenvolvimento radicular das culturas.

Por outro lado, o documento também indica que a regularização das chuvas deverá assegurar disponibilidade hídrica adequada, favorecendo o enchimento de grãos das culturas de verão e a consolidação das pastagens, com impactos positivos sobre os sistemas produtivos agrícolas e pecuários da região.

Conforme o Boletim Casa Rural, divulgado pela Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), em todas as regiões, a maioria das lavouras apresenta boas condições. A projeção para a safra 2025/2026 é de produção de 15,2 milhões de toneladas, com produtividade média de 52,8 sacas por hectare.

O volume estimado representaria um incremento de 2% em relação ao ciclo anterior. Também conforme a nota técnica, a área destinada ao cultivo de soja segue em expansão, com crescimento de 6% em relação à safra passada, totalizando 4,8 milhões de hectares.

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LOTERIA

Resultado da Super Sete de ontem, concurso 799, sexta-feira (16/01): veja o rateio

A Super Sete tem três sorteios semanais, às segundas, quartas e sextas, sempre às 20h; veja quais os números sorteados no último concurso

17/01/2026 08h19

Foto: Super Sete

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A Caixa Econômica Federal realizou o sorteio do concurso 799 da Super Sete na noite desta sexta-feira, 16 de janeiro de 2026, a partir das 21h (de Brasília). A extração dos números ocorreu no Espaço da Sorte, em São Paulo, com um prêmio estimado em R$ 950 mil.

Premiação

  • 7 acertos - Não houve ganhadores
  • 6 acertos - 1 aposta ganhadora, R$ 21.716,51
  • 5 acertos - 33 apostas ganhadoras, R$ 940,10
  • 4 acertos - 387 apostas ganhadoras, R$ 80,16
  • 3 acertos - 3.982 apostas ganhadoras, R$ 6,00

Confira o resultado da Super Sete de ontem!

Os números da Super Sete 799 são:

Verifique sua aposta e veja se você foi um dos sortudos deste concurso.

  • Coluna 1: 9
  • Coluna 2: 6
  • Coluna 3: 0
  • Coluna 4: 4
  • Coluna 5: 7
  • Coluna 6: 1
  • Coluna 7: 8

O sorteio da Dupla Sena é transmitido ao vivo pela Caixa Econômica Federal e pode ser assistido no canal ofical da Caixa no Youtube.

Próximo sorteio: Super Sete 800

Como a Super Sete tem três sorteios regulares semanais, o próximo sorteio ocorre na segunda-feira, 19 de janeiro, a partir das 20 horas, pelo concurso 800. O valor da premiação está estimado em R$ 1 milhão.

Para participar dos sorteios da Super Sete é necessário fazer um jogo nas casas lotéricas ou canais eletrônicos.

Como jogar na Super Sete

Os sorteios da Super Sete são realizados às segundas, quartas e sextas-feiras, sempre às 20h (horário de MS).

O Super Sete é a loteria de prognósticos numéricos cujo volante contém 7 colunas com 10 números (de 0 a 9) em cada uma, de forma que o apostador deverá escolher um número por coluna.

Caso opte por fazer apostas múltiplas, poderá escolher até mais 14 números (totalizando 21 números no máximo), sendo no mínimo 1 e no máximo 2 números por coluna com 8 a 14 números marcados e no mínimo 2 e no máximo 3 números por coluna com 15 a 21 números marcados.

Há a possibilidade de deixar que o sistema escolha os números para você por meio da Surpresinha, ou concorrer com a mesma aposta por 3, 6,  9 ou 12 concursos consecutivos através da Teimosinha.

O valor da aposta é R$ 2,50.

Probabilidades

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada.

Para a aposta simples, com apenas sete dezenas, que custa R$ 2,50, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 158.730, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 21 dezenas (limite máximo), a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 280, ainda segundo a Caixa.

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