O brasileiro Bernardo Hees, novo presidente-executivo da Heinz, recebeu US$ 9,2 milhões no ano passado da fabricante de alimentos.
O executivo, que antes comandou o Burger King, assumiu o novo posto em junho do ano passado, depois que foi finalizada a compra da empresa americana pelo fundo 3G Capital.
Esse fundo também adquiriu a rede de fast-food e tem entre seus sócios os brasileiros Jorge Paulo Lemann, Beto Sicupira e Marcel Telles.
Nos ganhos de Hees, a menor parte é formada por salário: foram US$ 562 mil. As opções de ações (US$ 7,3 milhões) representaram o grosso dos ganhos --US$ 1,2 milhão veio de pagamento de incentivos.
Outras compensações relacionadas com a mudança dele para Pittsburgh (EUA), onde fica a sede da empresa, totalizaram US$ 151 mil.
No início de março, o bilionário americano Warren Buffett afirmou em carta anual a investidores que a compra da Heinz, em que ele é parceiro do fundo 3G Capital, pode servir como um modelo de parceria para futuros negócios.
Na transação avaliada em US$ 23 bilhões, a Berkshire Hathaway, holding de Buffett, entrou como a principal financiadora, e o fundo (formado por brasileiros como Jorge Paulo Lemann) cuida da administração.
Para o americano, a aquisição já começa a dar resultados encorajadores. Segundo ele, o lucro neste ano da Heinz será "substancial", mas não deu nenhuma estimativa de valores.


