Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) mostram que Campo Grande está em 11º lugar no ranking das capitais que mais gerou postos de trabalho em janeiro deste ano. Segundo os dados a Capital encerrou o primeiro mês com saldo positivo de 945 postos de trabalho com carteira assinada.
No resultado do saldo de empregos gerados somente em Campo Grande, destaca-se o setor da construção civil, que impulsionou o mercado de trabalho contribuindo com saldo de 559 postos no período, um aumento de 4,13% em relação ao estoque de dezembro do ano passado, em que o segmento teve mais desligamentos que admissões. Em seguida estão os setores de Serviços (425), Indústria (126), Agropecuária (83) e ainda oi Comércio, único a apresentar resultado negativo, com - 248.
Outro fator de destaque no desempenho da Capital sul-mato-grossense, foi observado pelo crescimento de vagas de emprego, se comparado com o mesmo mês de referência em 2023, onde Campo Grande havia fechado janeiro com 250 postos (saldo com ajustes).
Conforme os indicadores de atendimentos da Agência de Emprego da Fundação do Trabalho (Funsat), 1.699 pessoas interessadas em inserir-se no mercado de trabalho de Campo Grande procuraram atendimento no primeiro mês de 2024.
No período, foram recebidas 230 novas inscrições de trabalhadores no sistema de intermediação de vagas, foram captadas 2.033 novas vagas e realizados 2.253 encaminhamentos de candidatos para entrevistas.
Ainda segundo os indicadores da Funsat, 119 trabalhadores que passaram pela Agência de Emprego foram contratados formalmente no mercado de trabalho local. Foram recebidas e cadastradas 342 requisições de Seguro Desemprego e 452 orientações de cadastro na carteira de trabalho digital.
MATO GROSSO DO SUL
No Estado, de acordo com Caged, mesmo com modesta queda no número de postos de trabalho com carteira assinada, Mato Grosso do Sul permaneceu em situação de pleno emprego. Na comparação com janeiro de 2023, a queda foi de 4,88%.
O saldo registrado em janeiro foi de 4.989 empregos formais, resultado obtido pela contratação de 36.800 trabalhadores com carteira assinada e a demissão de 31.811 pessoas. Contudo, o número é menor do que o registrado no mesmo mês do ano passado, quando o resultado entre admissões e demissões foi de 5.245 empregos gerados, ou seja, em janeiro deste ano, foram 256 vagas novas a menos.
De acordo com análises de economistas ouvidos pelo Correio do Estado, a oscilação na geração de vagas é um movimento considerado normal para o início de ano.
O doutor em Economia Michel Constantino explica que a variação faz parte da dinâmica do mercado de trabalho. “Atualmente, estamos em pleno emprego em MS, ou seja, um porcentual alto de emprego no Estado”.
Ainda segundo o economista, o Novo Caged mostra a dinâmica mensal. “Esta apresenta uma tendência de queda no emprego, na média, devemos manter o número de empregados e variar para cima e para baixo de acordo com a sazonalidade do mês”, enfatiza.
Para o mestre em Economia Eugênio Pavão, a alta da Selic, taxa básica de juros, contribui para frear o crescimento dos investimentos e, com isso, há uma menor abertura de vagas de trabalho.
“Os juros altos provocam a redução da retomada dos investimentos, menos financiamento à produção, empregos, etc., o que provoca, sem dúvidas, um processo recessivo”, disse.
A Selic se mantém em 11,25%% desde janeiro deste ano. A taxa básica da economia brasileira faz com que todos os setores aumentem os juros também. Atualmente, o governo federal pressiona o Banco Central para reduzir a Selic.
O mestre em Economia Lucas Mikael reforça que o panorama nacional coopera para a leve retração. “Isso é atribuído ao nível da taxa básica de juros na economia e ao endividamento, que são fatores que impactaram a geração de empregos neste período”.
Conforme o Novo Caged, a faixa etária mais contratada foi a de 18 anos a 24 anos (1.589), seguida por a de 30 anos a 39 anos (1.079) e a de 40 anos a 49 anos (952). Quanto ao grau de instrução, a maioria dos contratados tem Ensino Médio. Em 2023, o Estado encerrou o ano com saldo positivo, com 27.744 novas vagas de emprego.


