Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na Pesquisa Anual da Indústria da Construção Civil, mostram uma queda de 11,5% no consumo de materiais de construção, perdendo três posições no ranking conforme balanço fechado em 2022.
Conforme o Instituto, com a queda de mais de 11% no consumo de materiais de construção, Mato Grosso do Sul fechou 2022 com R$ 750 milhões, caindo para a 21ª posição no ranking entre as federações.
Lideram o ranking os Estados de:
- º (R$ 24,6 bilhões) | São Paulo
- º (R$ 10,8 bilhões) | Minas Gerais e
- º (R$ 6,8 bilhões) | Paraná
Enquanto isso, do lado de baixo da tabela aparecem o Acre (R$ 122,5 milhões) e Amapá (R$ 157,1 milhões), com um consumo mais de meio de milhão abaixo do que o registrado em Mato Grosso do Sul.
O IBGE detalha que, se analisados os custos das obras e/ou serviços da construção, apesar dos números indicarem uma alta irrisória, esse índice mostrou estabilidade quando comparados os resultados de anos anteriores.
Mato Grosso do Sul teve uma alta de 1% nesse balanço fechado de 2022, somando R$ 1,24 bilhão, enquanto 2021 foram contabilizados R$ 1,23 bilhão.
Se tratando de uma pesquisa feita desde 1990, quando vista a margem histórica, esse último índice teve valor de custos 22% maior do que o observado 2013, com o número de 2022 derrubando MS em duas posições se comparado com o registrado em 2021.
Setor
Representantes do setor mostram que a principal preocupação tem sido a falta de mão de obra, que começou a ser registrada a partir de 2018 e se intensificou durante a pandemia, como bem acompanha o Correio do Estado.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Campo Grande (Sintracom), José Abelha Neto, atribui a carência de profissionais ao momento de crescimento que o Estado vivencia.
“Hoje o problema de mão de obra está acontecendo devido a esse 'boom' de novas construções, tanto na Capital quanto no interior”, detalhou em entrevista publicada em 20 de abril
Se comparados os desempenhos dos primeiros bimestres de 2023 e 2024, o saldo de empregos na construção Civil (3.315 e 1.903 respectivamente) - segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) relativos a janeiro e fevereiro em MS -, ilustram bem essa queda da mão de obra.





