Economia

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Com saca de milho a R$ 40, prejuízos aos produtores podem passar de R$ 4 bilhões

Desvalorização do cereal foi de 52,5% em dois anos, já o custo para produzir aumentou 57,8% no período

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A saca de milho com 60 kg teve uma desvalorização de 52,59% em dois anos. Em julho de 2021, o cereal era negociado a R$ 84,38, já nesta semana o preço pago é de R$ 40. No mesmo período, o custo para produzir saltou 57,8%, saindo de R$ 3.311 por hectare plantado para R$ 5.228.  

Considerando a estimativa do Sistema de Informação Geográfica do Agronegócio (Siga-MS) de que Mato Grosso do Sul produzirá 80 sacas por hectare neste ciclo, se essas 80 sacas forem comercializadas a R$ 40, serão pagos por hectare R$ 3,2 mil.

Com o custo de R$ 5,2 mil por hectare na hora de implantar a cultura, o produtor rural acumulará um prejuízo de R$ 2 mil, em média, por cada hectare plantado.

Transportando o mesmo cálculo para o total estimado de 2,3 milhões de hectares semeados nesta segunda safra, o prejuízo aos produtores pode chegar a R$ 4,6 bilhões na 2ª safra de milho 2022/2023.

Conforme a análise do custo de produção do milho, divulgado pela Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul (Aprosoja-MS), o produtor teve despesa de R$ 5.228,07 por hectare, isso considerando o milho como segunda safra.  

Ainda segundo o relatório da entidade, se considerados os custos fixos, as variáveis e os operacionais, sem a amortização da safra de soja, o valor para implantar a lavoura chega a R$ 7.841,63 por hectare.

No custeio da lavoura há, ainda, gastos com operações com máquinas e implementos, semente de milho, tratamento de semente, semente de cobertura, corretivo de solo, fertilizantes, fungicida, herbicida, inseticida, inoculantes, adjuvante. Não foram incluídos outros custos variáveis nesta conta. 

O cenário tem preocupado produtores e especialistas do setor, que relatam até um certo desespero. Conforme já adiantado pelo Correio do Estado, em coletiva de imprensa desta terça-feira, realizada na Aprosoja Brasil, Mauro Osaki, pesquisador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, destacou o pessimismo.

O principal motivo da preocupação é justamente esse alto custo de produção em comparação com o preço da saca vendida pelo produtor. 

“Estamos vivendo um momento de desespero, imagine que você está em um avião caindo e com as máscaras de oxigênio caindo, estamos nesse cenário aí”, disse o pesquisador durante a coletiva. 
A Aprosoja-MS pondera que o faturamento é algo muito individual.

“É o planejamento individual de cada produtor que define a rentabilidade da safra, uma vez que o custo também é diluído na safra de soja”, informou em nota.

ARMAZENAMENTO

Dados da Granos Corretora, compilados pela Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), apontam que os preços do mercado interno igualam-se aos praticados em 2020. E por isso a estratégia pode funcionar para aqueles que têm a possibilidade de armazenar o cereal.

“O armazenamento é uma possibilidade até que os preços melhorem, considerando que o desenvolvimento da safra americana ainda está incerto em função de deficit hídrico e outras questões climáticas”, informou a Aprosoja-MS.

A entidade destaca ainda que há chances de esse preço se elevar, porém, não deve alcançar o patamar do ano passado.

“Apesar do custo elevado, a safra de 2023 está com preço médio ponderado pelo volume de comercialização de R$ 57,19. O valor médio está acima do preço médio disponível hoje, tendo em vista que parte da comercialização antecipada aconteceu com preços mais elevados lá no início da safra”, detalha.  

Segundo levantamento realizado pela Granos Corretora, até 3 de julho, o Estado já havia comercializado 30,11% do milho segunda safra.

A previsão local é de que a produção de milho totalize 11,2 milhões de toneladas, com uma produtividade média de 80,33 sacas por hectare, produzidas em uma área de 2,3 milhões de hectares. O que pode mudar conforme o desenvolvimento.

Até o fim de junho, a área colhida era de aproximadamente 51.150 hectares, o equivalente a 2,2% do total. 

CENSO IMOBILIÁRIO

Na Capital, 60% pretendem comprar um imóvel, mas 11% realmente compram

Baixo percentual de compra pode estar relacionado à alta taxa de juros, aponta o Sinduscon-MS

20/09/2026 15h00

Casa para vender em Campo Grande

Casa para vender em Campo Grande MARCELO VICTOR

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Dados divulgados pelo Sindicato Intermunicipal da Indústria da Construção de Mato Grosso do Sul (Sinduscon-MS) apontam que 60% dos campo-grandenses pretendem comprar um imóvel atualmente.

Mas, apenas 11% realmente compram. De acordo com o vice-presidente da Sinduscon-MS, Rafael Tenuta, este baixo percentual pode estar relacionado à alta taxa de juros.

“Os altos juros sempre atrapalham e tiram o aquecimento das vendas, mas a gente tem notado que está saindo negócio sim. Se o juros baixar um pouco, com certeza aquece um pouco mais”, explicou.

Casa para vender em Campo GrandePresidente do Sinduscon-MS, Rafael Tenuta, em coletiva de imprensa realizada em 28 de agosto. Foto: Marcelo Victor

Mesmo assim, o sonho saiu do papel para muitos: de janeiro a julho de 2026, 872 unidades foram vendidas em Campo Grande, sendo 464 no primeiro trimestre e 408 no segundo trimestre.

Do padrão Minha Casa Minha Vida, foram comercializados 272 imóveis no primeiro trimestre e 80 imóveis no segundo trimestre.

Casas de padrão médio (80%) tiveram um boom nas vendas no último trimestre, enquanto imóveis Minha Casa Minha Vida (20%) aparecem em segundo lugar e compactos (2%) em terceiro. Imóveis luxuosos tiveram retração (-1%).

No segundo trimestre, o m² custava R$ 9.857,00 em Campo Grande. No primeiro trimestre, custava R$ 10.477, portanto, o valor baixou de um período para o outro.

Confira o valor médio por tipo de residência:

  • Residência com um dormitório – R$ 707.604,00
  • Residência Minha Casa Minha Vida com dois dormitórios – R$ 293.682,00
  • Residência com três dormitórios – R$ 1.141.120,00
  • Residência com quatro ou mais dormitórios – R$ 3.406.840,00
  • Geral – R$ 688.283,00

Fonte: Sinduscon-MS

BRASIL

De acordo com o head da Brain Inteligência Estratégica, Anderson Gonçalves, a intenção de comprar um imóvel é de 52% no Brasil – o percentual é o maior desde 2019 e atingiu a máxima histórica.

Mas dos que pretendem, 11% realmente compram. Nas regiões Centro-Oeste/Norte, 53% pretendem comprar um imóvel e 47% não pretendem.

A compra pode se concretizar em até 6 meses (8%), em até 1 ano (23%), em até 1 ano e meio (13%), em até 2 anos (24%) e acima de 2 anos (32%).

Os imóveis mais desejados pelos brasileiros são apartamento (40%), casa em rua (38%), casa em condomínio fechado (17%), terreno em condomínio aberto (3%), terreno em condomínio fechado (2%).

Os imóveis preferidos são residência para moradia (86%), residência para lazer (8%) e comercial (6%).

As motivações para compra são sair do aluguel (37%), sair da casa dos pais (15%), mudar de endereço (9%), casamento (2%), separação (1%), mais espaço (14%), mais benefícios (3%), imóvel mais novo (3%), locação (12%), revenda (1%), imóvel para familiar (2%) e residência menor (1%).

AJUDA PARA COMPRAR O PRIMEIRO IMÓVEL

Agência Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários (Emha) está com 400 vagas abertas para famílias de Campo Grande que querem comprar o primeiro imóvel.

Cada beneficiário poderá receber R$ 4 mil para ajudar a pagar a entrada do financiamento.

O benefício faz parte do programa Bônus Sonho de Morar, dentro do ViraCG Habitação e é destinado a famílias com renda mensal bruta de um a cinco salários mínimos.

Os interessados têm até 30 de novembro de 2026 para solicitar o benefício. O atendimento será feito de segunda a sexta-feira, das 8h às 11h, na sede da Emha, localizada na Rua Iria Loureiro Viana, nº 415, Vila Oriente.

As 400 cotas serão distribuídas por ordem cronológica de solicitação. Caso o número de interessados ultrapasse a quantidade disponível, será formada uma lista de suplentes.

LOTERIA

Resultado da + Milionária de hoje, concurso 391, domingo (20/09): veja o rateio

A + Milionária tem dois sorteios semanais, às quartas e sábados, sempre às 20h; veja quais os números sorteados no último concurso.

20/09/2026 13h56

Confira o resultado da +Milionária

Confira o resultado da +Milionária Foto: Divulgação

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A Caixa Econômica Federal realizou o sorteio do concurso 391 da + Milionária na manhã deste domingo, 20  de setembro de 2026, a partir das 21h (de Brasília). A extração dos números ocorre no Espaço da Sorte, em São Paulo.

Veja os detalhes das apostas ganhadoras:

6 acertos + 2 trevos
Não houve acertador

6 acertos + 1 ou nenhum trevo
Não houve acertador

5 acertos + 2 trevos
3 apostas ganhadoras, R$ (131.152,70)

5 acertos + 1 ou nenhum trevo
36 apostas ganhadoras, (R$ 4.857,51)

4 acertos + 2 trevos
116 apostas ganhadoras, (R$ 1.615,18)

4 acertos + 1 ou nenhum trevo
1576 apostas ganhadoras, (R$ 118,88)

3 acertos + 2 trevos
2318 apostas ganhadoras, (R$ 50,00)

3 acertos + 1 trevo
15900 apostas ganhadoras, (R$ 24,00)

2 acertos + 2 trevos
17668 apostas ganhadoras, (R$ 12,00)

2 acertos + 1 trevo
125020 apostas ganhadoras, (R$ 6,00)

Confira o resultado da + Milionária de hoje!

Os números da + Milionária 392 são:

  • 04 - 10 - 27 - 40 - 44 - 47 
  • Trevos sorteados: 3 - 5

O sorteio da + Milionária é transmitido ao vivo pela Caixa Econômica Federal e pode ser assistido no canal ofical da Caixa no Youtube.

Próximo sorteio: + Milionária 392

Como a + Milionária tem dois sorteios regulares semanais, o próximo sorteio ocorre na quarta-feira, 23 de setembro, a partir das 20 horas, pelo concurso 392. O valor da premiação vai depender se no sorteio atual o prêmio será acumulado ou não.

Para participar dos sorteios da + Milionária é necessário fazer um jogo nas casas lotéricas ou canais eletrônicos.

A aposta mínima custa R$ 6,00 para um jogo simples, em que o apostador pode escolher de 6 a 12 números dentre as 50 dezenas disponíveis, e fatura prêmio se acertar de 4 a 6 números.

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