Mato Grosso do Sul registrou, em 2024, 148.272 pessoas trabalhando nos 21.537 comércios ativos no estado.
Nesse período, os trabalhadores do setor receberam R$ 4,9 milhões em salários, retiradas e outras remunerações, vindos de uma receita líquida de R$ 149 milhões em revendas.
Os dados são da Pesquisa Anual do Comércio (PAC), divulgada nesta quarta-feira (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Dos mais de 148 mil trabalhadores do setor no Estado, 70,31% atuavam no comércio varejista, 17,21% no comércio por atacado e 12,47% no comércio de veículos automotores e motocicletas.
Neste último segmento, Mato Grosso do Sul se destacou nacionalmente, ocupando a 4ª posição entre os estados brasileiros.
Sobre os salários, as empresas comerciais do Estado pagaram uma média de R$1,8 mil por trabalhador, o 7º maior salário médio do setor. Mesmo assim, o valor ficou abaixo da média nacional, que foi de R$ 1,9 mil por empregado no setor.
Dos R$149 milhões de receita operacional bruta, 76,8 bilhões (51,6%) vieram do comércio por atacado, R$ 59,8 bilhões (40,1%) do comércio varejista e R$ 12,3 bilhões (8,3%) do comércio de veículos automotores e motocicletas.
Os valores fizeram com que MS passasse de uma participação de 15,3% na receita bruta do Centro-Oeste em 2014, para uma participação de 16,0% em 2024, um aumento de 1,1%.
O número de lojas com receita de revenda em Mato Grosso do Sul em 2024 foi de 24.130, divididas em:
- Comércio de veículos automotores: 3.298
- Comércio por atacado: 4.208
- Comércio varejista: 16.624
Brasil
Em todo o território nacional, foram registrados em 2024 10,6 milhões de pessoas trabalhando em 1,6 milhão de empresas comerciais. Essas empresas geraram uma receita operacional líquida de R$ 7,7 trilhões, sendo R$ 369,2 bilhões em salários, retiradas e outras remunerações.
O setor varejista respondeu pela maior proporção de empregos do comércio, com 7,6 milhões de trabalhadores. Os demais ocupados distribuíram-se entre o comércio por atacado (2 milhões) e o comércio de veículos, peças e motocicletas (950,7 mil).
As três atividades com maior número de pessoas ocupadas pertencem ao comércio varejista: hipermercados e supermercados (1,6 milhão de trabalhadores); comércio varejista de produtos farmacêuticos, perfumaria e cosméticos e artigos médicos, ortopédicos e de óptica (887,3 mil); e comércio de material de construção (858,5 mil).
Os resultados da PAC 2024 mostram que a Região Sudeste manteve a liderança em termos de receita bruta de revenda, número de unidades locais, pessoal ocupado e remunerações, seguida pelas Regiões Sul, Nordeste, Centro-Oeste e Norte.
Em 2024, a Região Sudeste respondeu por 48,0% da receita bruta de revenda, seguida pela Região Sul (20,4%), Nordeste (15,1%), Centro-Oeste (11,1%) e Norte (5,4%).
Observando-se o número de pessoas ocupadas, o Sudeste concentrou 5,3 milhões de trabalhadores, seguido pelo Sul (2,1 milhões), Nordeste (1,8 milhão), Centro-Oeste (916,3 mil) e Norte (537,9 mil).
São Paulo permaneceu como a unidade da federação mais representativa em termos de receita bruta comercial, respondendo por 28,7% do Brasil. Minas Gerais aparece em segundo lugar, com 9,9%, seguido por Paraná (7,8%), Santa Catarina (6,3%), Rio Grande do Sul (6,3%) e Rio de Janeiro (5,7%).


