Economia

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Dia dos Namorados deve movimentar R$ 384 milhões na economia de MS

Gastos com presentes e comemorações serão 1% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado

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O Dia dos Namorados, celebrado em 12 de junho, deve movimentar R$ 384,45 milhões no comércio de Mato Grosso do Sul, movimentação 1% maior em relação ao ano passado. O montante leva em conta gastos com presentes e comemorações.

É o que aponta pesquisa de intenção de comprass para o Dia dos Namorados, divulgada nesta terça-feira (20) pelo Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento da Fecomércio-MS (IPF-MS) e o Sebrae-MS.

De acordo com o levantamento, serão gastos R$ 201,40 milhões em presentes e 183,06 milhões com comemorações. O gasto médio total é de R$ 510,85.

Presentes

Apenas com relação aos presentes, o gasto médio deve ser de R$ 273,21.

As opções mais apontadas foram:

  • roupas e acessórios (42%)
  • calçados (18%)
  • perfumes e cosméticos  (18%)
  • bolsas e acessórios (17%)
  • flores e cestas (16%)
  • joias (7%)

As lojas do centro são a preferência dos entrevistados (67%) e a qualidade do produto é apontada como essencial para a compra (81%).

"Tem espaço para todos os segmentos do comércio, o empresário só precisa estar preparado para receber este consumidor. Eles dizem que vão escolher os produtos pela qualidade e também pela sugestão do parceiro", disse a economista do IPF MS, Regiane Dede de Oliveira.

Com relação a forma de compra, 61% das pessoas afirmam que irão realizar presencialmente, enquanto 21% prefere a compra online. Há ainda 18% que irão fazer o presente.

"As compras online estão cada vez mais presentes no dia a dia do consumidor, porém, a grande maioria prefere a compra presencial ainda e as pessoas prezam pelo desconto no pagamento à vista, é uma característica do consumidor sul-mato-grossense", afirmou a economista.

Comemorações

O aporte na economia com as comemorações representará 183,06 milhões, com gasto médio de R$ 237,64.

Nestes casos, as principais formas de celebração com o parceiros será:

  • comemoração em bares ou restaurantes (34%)
  • comemoração em casa com refeição preparada na residência (16%)
  • passar a noite fora com o namorado em hotel/motel (13%)
  • levar o namorado (a) para um passeio (11%)
  • refeição por delivery (11%)
  • ir ao cinema com o namorado (9%)
  • viagem (6%)

Para o analista-técnico do Sebrae/MS, Paulo Maciel, a data é uma oportunidade para os empresários aumentarem o faturamento e atrairem novos clientes, mas é necessário mais do que ter uma variedade de produtos para isto.

"Investir em experiências vai ser o diferencial. Embalagens criativas, kits personalizados, brindes simbólicos podem ser uma boa opção, já que o presente precisa emocionar. Além disso, opções de pagamento facilitadas e uma boa divulgação em redes sociais com mensagens que alcancem o coração das pessoas podem ser interessantes", sugere.

A pesquisa foi realizada no período de 5 a 11 de maio nas cidades de Campo Grande, Dourados, Ponta Porã, Coxim, Bonito e Corumbá/Ladário e Três Lagoas.

 

CELULOSE

Obra da Arauco avança mais rápido que o previsto

Projeto Sucuriú, da Arauco, já supera 60% de execução, entra na fase mais intensa de obras e deve iniciar operação no fim de 2027

02/05/2026 13h30

Obras da fábrica da Arauco em Inocência entram na fase mais intensa e devem reunir até 14 mil trabalhadores no pico da construção

Obras da fábrica da Arauco em Inocência entram na fase mais intensa e devem reunir até 14 mil trabalhadores no pico da construção Divulgação

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A construção da megafábrica de celulose da Arauco em Inocência está mais adiantada que o cronograma inicial e já entra na fase de maior intensidade, com previsão de até 14 mil trabalhadores no pico das obras.

De acordo com o Portal Celulose, a informação foi confirmada pelo presidente do conselho da Copec, Roberto Angelini, durante assembleia de acionistas realizada nesta semana. Segundo ele, o Projeto Sucuriú já se aproxima de 60% de conclusão.

“Hoje, tenho o prazer de anunciar que o projeto está quase 60% concluído, superando o cronograma previsto. Esta é uma conquista extraordinária, considerando a escala e a complexidade técnica da iniciativa, cujo objetivo é estar totalmente operacional até 2028”, afirmou.

Com investimento estimado em US$ 4,6 bilhões (cerca de R$ 23 bilhões), o empreendimento é o maior da história da companhia e prevê uma unidade com capacidade de produção de 3,5 milhões de toneladas de celulose por ano, o que deve torná-la a maior fábrica do mundo em linha única, superando a planta da Suzano em Ribas do Rio Pardo.

A fábrica começou a ser construída em 2024, em uma área de cerca de 3,5 mil hectares, a aproximadamente 50 quilômetros da área urbana de Inocência, às margens do Rio Sucuriú. A previsão é de que a operação tenha início no fim de 2027, com alcance da capacidade plena ao longo de 2028.

Atualmente, a obra já mobiliza milhares de trabalhadores e deve atingir o ápice nos próximos meses, consolidando-se como um dos maiores canteiros industriais em andamento no País. Além da estrutura principal, o projeto inclui a implantação de uma vila habitacional com 620 casas para abrigar trabalhadores de outras regiões e até do exterior. As unidades terão entre 115 e 215 metros quadrados, padrão acima do observado em empreendimentos semelhantes no Estado.

Com a nova planta, a Arauco deve ampliar em cerca de 70% sua capacidade produtiva global. Hoje, a companhia soma aproximadamente 5 milhões de toneladas anuais de produção, com unidades no Chile, Argentina e Uruguai.

A operação em Mato Grosso do Sul também terá capacidade de geração de energia superior a 400 megawatts (MW), sendo parte destinada ao consumo interno e o excedente comercializado no sistema elétrico.

O projeto é conduzido pelo grupo chileno liderado por Roberto Angelini, que assumiu os negócios da família após a morte do tio, Anacleto Angelini, em 2007. O conglomerado atua em setores como energia, combustíveis, transporte marítimo e florestas, tendo na Arauco um de seus principais ativos globais.

Roberto Angelini

O projeto é conduzido pelo grupo chileno liderado por Roberto Angelini, um dos nomes mais influentes do setor industrial na América Latina. Engenheiro de formação, ele comanda o grupo Angelini, conglomerado que reúne empresas nas áreas de energia, combustíveis, pesca, transporte marítimo e florestas, tendo como principal ativo a Arauco.

Angelini assumiu o controle dos negócios da família em 2007, após a morte do tio, Anacleto Angelini, que construiu a base do império empresarial e chegou a ser o homem mais rico da América do Sul à época, com fortuna estimada em bilhões de dólares.

Hoje, o grupo é estruturado a partir da Empresas Copec, que controla operações em diversos setores estratégicos, incluindo energia, mineração, celulose e combustíveis, consolidando-se como um dos maiores conglomerados do Chile.

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Abertura de Mercado

Após tarifaço dos EUA, MS aumenta relação comercial com nove países

Estado aumenta presença na Ásia, Europa e no Oriente Médio enquanto medidas dos EUA reconfiguram o fluxo global de mercadorias

02/05/2026 08h00

Gerson Oliveira / Correio do Estado

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O cenário internacional este ano vem sendo preenchido por uma série de conflitos econômicos e bélicos, além do endurecimento comercial dos Estados Unidos, com a retomada de medidas protecionistas conhecidas como tarifaço.

Questões que, na avaliação dos dados oficiais, não geraram impactos significativos para a balança comercial de Mato Grosso do Sul neste primeiro trimestre.

O período demonstra aumento de comércio com ao menos nove países em diferentes continentes, sendo eles: Holanda, Iraque, Japão, Índia, Tailândia, Chile, Vietnã, Turquia, Egito e Estados Unidos – pivô de praticamente todas as turbulências no mundo de forma recente. E a China continua liderando o destino das exportações estaduais.

Foi também dos EUA a maior variação positiva na participação da balança comercial do Estado, mesmo em meio ao cenário de maior protecionismo.

O aumento correspondeu a 3,5% na comparação entre este primeiro trimestre e o volume de participação em 2025. Outro país que ficou mais parceiro nesse quesito, por enquanto, foi o Vietnã, com variação de 1,1%.

Na última avaliação que o governo estadual realizou sobre o cenário, o setor agropecuário continuou como responsável por puxar os negócios internacionais de Mato Grosso do Sul.

A exportação de commodities ainda é a base da balança comercial estadual, sendo que esse tipo de produto fica mais suscetível a oscilações de valor.

Conforme a assessoria especial de economia e estatística da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), o setor externo segue com instabilidade geopolítica, influenciada também por medidas comerciais mais restritivas em grandes economias, mas com abertura para vendas para mais países. 

Entre os principais parceiros comerciais de Mato Grosso do Sul neste ano estão: EUA (8,58%), Países Baixos (4,35%) e Itália (3,0%).

“Apesar do cenário externo, houve uma maior concentração das exportações de MS para os EUA, em relação ao mesmo período do ano anterior”, informou a assessoria especial.

Apesar de a Itália aparecer entre os principais parceiros, as negociações com o país europeu caíram de 3,8%, em 2025, para 3%, neste ano.

Em termos de valores, as exportações para os EUA chegaram a US$ 216,2 milhões para o período de janeiro a março este ano.

Esse acumulado também sinaliza números consideráveis na comparação com os 12 meses do ano passado. Esse volume financeiro alcançou 40% de todo o valor exportado para o país que ocorreu em 2025 (US$ 539,5 milhões).

Para o Vietnã, que apresentou o segundo maior aumento em negociação, os valores alcançaram US$ 58,3 milhões. Esse total representa 43% do valor exportado nos 12 meses de 2025 (US$ 134,4 milhões).

PRODUTOS

Nesse quesito, os produtos que seguem dominando as exportações este ano estão no mesmo patamar do ano passado. A soja está em primeiro lugar, com 28%, seguida de perto pela celulose, que concentra 27,1% do mercado. Logo depois está a carne bovina fresca, refrigerada ou congelada, com 19,1%.

Ainda completam essa tabela o farelo de soja e outros alimentos para animais (4,3%), carnes de aves refrigeradas ou congeladas (3,3%), milho não moído (2,9%), açúcares e melaços (2,7%), gorduras e óleos vegetais (2,2%) e ferro-gusa, aço e ferro-ligas (2,1%).

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), em análise nacional, apontou que o País como um todo sofreu uma queda com relação a produtos exportados, em um contexto de retração em mercados internacionais relevantes. 

“Importantes mercados de destino foram responsáveis pela queda do volume total exportado, destacando-se as diminuições do volume exportado para América Central e Caribe ( -0,3 %), Oceania ( -1,9 %), América do Norte ( -8,5 %), Ásia (Exclusive Oriente Médio) (-12,1 %), Europa (-13,5 %) e Oriente Médio (-43,8 %)”.

No caso de MS, houve uma redução de 0,4% no volume exportado este ano na comparação com o mesmo período do ano passado.

Em termos de volume financeiro, neste primeiro trimestre foram US$ 2.551.606.240, contra US$ 2.561.432.926 de 2025. Números que desenham um contexto um pouco melhor do que há de cenário nacional.

“O resultado reflete um cenário internacional de pressão sobre preços de commodities, associado à elevada oferta global e à instabilidade geopolítica, que tem limitado o crescimento do valor exportado, apesar do aumento do volume embarcado”, analisou o secretário da Semadesc, Artur Falcette.

A economia de Mato Grosso do Sul movimenta 3,2% das exportações totais do Brasil, ocupando o 10º lugar no ranking nacional.

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