Pressionado pelo forte otimismo instaurado nos mercados, o dólar comercial fechou esta terça-feira (5) com significativa queda de 1%, sendo cotado na venda a R$ 1,675, seu menor patamar desde 2 de setembro de 2008, quando encerrou o dia a R$ 1,665. Repercussões sobre a elevação do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) e nova rodada de compra de dólares do BaCen foram analisadas.
Conforme havia sido anunciado na última segunda-feira, o ministério da Fazenda elevou o IOF de 2% para 4%, sobre os investimentos estrangeiros em renda fixa, visando reduzir o fluxo de divisas estrangeiras para o Brasil. Analistas já antecipavam que o impacto da nova medida poderia ser limitado no médio e longo prazo, mas era esperado algum resultado de curto prazo.
A própria equipe econômica do Governo sinalizou que o resultado do aumento do IOF não será imediato. Segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega, a medida deve levar alguns dias para fazer efeito. "Há remédios que não fazem efeito no dia seguinte. Você toma um antibiótico e às vezes tem que tomar uma semana para que tenha efeito", comparou Mantega, que descartou novas ações do governo para conter a apreciação do real.
Outras referências
Ainda no front doméstico, o Banco Central realizou duas rodadas de compra de dólares no mercado cambial à vista nesta sessão. Por volta das 12h10 (horário de Brasília), a autoridade monetária entrou comprando dólares a R$ 1,6823. O segundo leilão de compra ocorreu entre as 15h42 e as 15h47, com uma taxa de corte aceita em R$ 1,6745.

