Economia

"SISTEMA COMPLEXO"

Economistas e entidades travam guerra de números na reforma tributária

Sistema dificulta cálculos e leva setores a pedirem tratamento diferenciado

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A retomada das discussões sobre a reforma tributária reavivou também uma guerra de números sobre o impacto das mudanças na tributação de bens e serviços para cada setor econômico.

Praticamente todos os representantes dos setores de serviços e da agropecuária têm argumentado que irão pagar mais imposto. Por isso, pedem tratamento diferenciado.

O Ministério da Fazenda deve finalizar em breve seus próprios cálculos, que serão apresentados ao grupo de trabalho da Câmara que elabora a proposta prevista para ser apresentada em 16 de maio.

Gustavo Madi, diretor da LCA Consultores responsável por estudos na área de tributação, coordenou diversos trabalhos ao longo dos últimos quatro anos, quando a reforma voltou a ser debatida no Congresso.

Apesar de terem sido realizados em épocas diferentes e com parâmetros que foram sendo atualizados, ele diz que as grandes conclusões são sempre as mesmas.

As indústrias com cadeias produtivas mais longas, de modo geral, acumulam um resíduo tributário relativamente grande, devido ao imposto em cascata. Com isso, a carga atual tende a ser mais alta. Com a reforma, ela diminuiria.

Setores exportadores, mesmo os mais básicos, como agropecuária e indústrias extrativas, também têm um resíduo tributário relevante. Eles serão favorecidos na medida em que a reforma elimina essa acumulação de impostos.

Companhias que prestam serviços para empresas devem ter uma tributação maior, mas esse imposto irá se tornar um crédito para o comprador. Com isso, o custo do insumo ou serviços para a empresa que compra será menor.

Já os setores de serviços para as famílias devem ter aumento de carga, especialmente nas áreas de saúde e educação, segmentos que terão tratamento diferenciado, como já foi admitido por parlamentares do grupo de trabalho e pelo governo.

Os cálculos da LCA têm como base, principalmente, dados das Contas Nacionais do IBGE (os números do PIB) e da Receita Federal de arrecadação por Código de Atividade Econômica.

Além do tributo pago diretamente ao governo pela empresa, é preciso calcular também todos aqueles embutidos nos preços dos bens e serviços comprados, com base na estrutura média de custos para o setor, carga dos principais insumos e identificação daqueles que atualmente geram crédito ou não.

"O sistema atual é tão complexo, tão cheio de particularidades, que o nível de incerteza [nos cálculos] é relativamente grande, mas, em grandes números, os setores que vão ter aumento ou redução de carga são os mesmos", afirma o diretor da LCA.
Manicure

Outro estudo de referência na área tem como coautor o advogado, economista e consultor do Banco Mundial Eduardo Fleury. Com base nos dados da POF (Pesquisa de Orçamento Familiar do IBGE), o trabalho busca tirar os impostos alvo da reforma de toda a cadeia de produção e aplicar o novo tributo com uma alíquota única em torno de 25%.

É necessário também ponderar o peso de cada insumo, quanto é adquirido de empresas do Simples -que não serão afetadas pela reforma.

Fleury afirma que as empresas afetadas pela reforma com aumento de carga tributária representam um universo pequeno. Ele diz que os serviços representam 73% do PIB, mas o que pode ser atingido não passa de 13,7% do PIB. E mesmo dentro desse universo há empresas do Simples e microempreendedores, que não são atingidos, além de empresas de setores que devem ter tributação diferenciada, como saúde e educação.

A CNI estima que 9,1% das empresas do setor teriam impacto negativo, mas diz que 89,4% estão no Simples. Com isso, o impacto ficaria restrito a 1% das companhias.

"É preciso tomar cuidado com os números. Quando você tira saúde, educação, tira empresa do Simples, o campo de empresas afetadas é bem inferior. Manicure, por exemplo, é MEI ou Simples, não vai ser afetada", diz Fleury.

Nova alíquota também é dúvida

Trabalhos de referência de pesquisadores da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) apontaram valores de 24,2% e 26,9%, respectivamente. O Banco Mundial e a LCA também trabalham com valores dentro desses limites.

A CNS (Confederação Nacional dos Serviços), por outro lado, apresentou no Congresso o número de 16,5% calculado por sua assessoria econômica. A entidade defende que seria possível, com uma alíquota de 21,5%, tirar da tributação do consumo uma arrecadação extra que compense uma desoneração da folha de pagamento.

"Quem calcula 25% está pegando um cálculo de PIB, que não é a melhor base. A gente chega nos 16,5% partindo não do PIB, mas do quanto as empresas faturam. A outra parte dessa diferença de quase nove pontos percentuais é a questão da sonegação. Calculamos uma alíquota ideal em que não tenha sonegador", afirma Fernando Garcia de Freitas, assessor econômico da CNS.

Freitas também questiona os estudos que mostram ganhos de crescimento econômico, produtividade e empregos com a reforma. Afirma que eles se baseiam em benefícios que viriam em períodos de até 20 anos. A CNS projeta fechamento de 1 milhão de postos de trabalho e queda imediata de 0,6% do PIB após a mudança na regra tributária.

Entendo o que eles estão dizendo, mas acho que é um argumento fraco para tomar uma decisão hoje. Se a partida é ruim para muita gente, isso vai gerar atrito na economia, vai gerar dificuldade para crescer. Acho esse estudo particularmente otimista.

"Confio nessa modelagem para outros assuntos, como quando se fala de resultados se a gente investir em educação ou saneamento. Em educação, o ganho não vai aparecer antes de 20 anos. Na mudança tributária, o impacto é amanhã."

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LOTERIAS

Resultado da Dia de Sorte de ontem, concurso 1280, segunda-feira (24/08): veja o rateio

A Dia de Sorte realiza três sorteios semanais, às terças, quintas e sábados, sempre às 21h; veja quais os números sorteados no último concurso.

25/08/2026 08h31

Confira o rateio da Dia de Sorte

Confira o rateio da Dia de Sorte Foto: Divulgação

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A Caixa Econômica Federal realizou o sorteio do concurso 1280 da Dia de Sorte na noite desta segunda-feira, 24 de agosto de 2026, a partir das 21h (de Brasília). A extração dos números ocorreu no Espaço da Sorte, em São Paulo, com um prêmio estimado em R$ 800 mil.

Premiação

  • 7 acertos - Não houve ganhadores
  • 6 acertos - 73 apostas ganhadoras, (R$ 1.357,26)
  • 5 acertos - 1.484 apostas ganhadoras, (R$ 25,00)
  • 4 acertos - 14.969 apostas ganhadoras, (R$ 5,00)

Mês da Sorte

Fevereiro - 39.843 apostas ganhadoras, R$ 2,50

Confira o resultado da Dia de Sorte de ontem!

Os números da Dia de Sorte 1280 são:

  • 30 - 25 - 05 - 28 - 22 - 17 - 10
  • Mês da sorte: 02 - Fevereiro

O sorteio da Dia de Sorte é transmitido ao vivo pela Caixa Econômica Federal e pode ser assistido no canal oficial da Caixa no Youtube.

Próximo sorteio: 1281

Como a Dia de Sorte tem seis sorteios regulares semanais, o próximo sorteio ocorre na terça-feira, 25 de agosto, a partir das 20 horas, pelo concurso 1281. O valor da premiação está estimado em R$ 

Para participar dos sorteios da Dia de Sorte é necessário fazer um jogo nas casas lotéricas ou canais eletrônicos.

A aposta mínima custa R$ 3,00 para um jogo simples, em que o apostador pode escolher 7 dente as 31 dezenas disponíveis, e fatura prêmio se acertar 4, 5, 6 e 7 números.

Como apostar na Dia de Sorte

Os sorteios da Dia de Sorte são realizados às terças, quintas e sábados, sempre às 19h (horário de MS).

O apostador marca entre 7 e 15 números, dentre os 31 disponíveis no volante, e fatura prêmio se acertar 4, 5, 6 e 7 números.

Há a possibilidade de deixar que o sistema escolha os números para você por meio da Surpresinha, ou concorrer com a mesma aposta por 3, 6, 9 ou 12 concursos consecutivos através da Teimosinha.

A aposta mínima, de 7 números, custa R$ 3,00.

Os prêmios prescrevem 90 dias após a data do sorteio. Após esse prazo, os valores são repassados ao Tesouro Nacional para aplicação no FIES - Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior.

É possível marcar mais números. No entanto, quanto mais números marcar, maior o preço da aposta.

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LOTERIA

Resultado da Lotofácil de ontem, concurso 3770, segunda-feira (24/08): veja o rateio

A Lotofácil é uma das loterias mais populares no Brasil, com sorteios realizados seis vezes por semana, de segunda a sábado; veja números sorteados.

25/08/2026 08h28

Confira o resultado da Lotofácil

Confira o resultado da Lotofácil Divulgação

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A Caixa Econômica Federal realizou o sorteio do concurso 3770 da Lotofácil na noite desta segunda-feira, 24 de agosto de 2026, a partir das 21h (de Brasília). A extração dos números ocorreu no Espaço da Sorte, em São Paulo, com um prêmio estimado em R$ 12 milhões.

Premiação

  • 15 acertos - 6 apostas ganhadoras, (R$ 1.963.414,63)
  • 14 acertos - 755 apostas ganhadoras, (R$ 1.772,08)
  • 13 acertos - 21571 apostas ganhadoras, (R$ 35,00)
  • 12 acertos - 247252 apostas ganhadoras, (R$ 14,00)
  • 11 acertos - 1297822 apostas ganhadoras, (R$ 7,00)

Os números da Lotofácil 3770 são:

  • 01 - 19 - 02 - 23 - 25 - 18 - 13 - 07 - 08 - 04 - 24 - 12 - 15 - 17 - 16 

O sorteio da Lotofácil é transmitido ao vivo pela Caixa Econômica Federal e pode ser assistido no canal oficial da Caixa no Youtube.

Próximo sorteio: 3771

O próximo sorteio ocorre na terça-feira, 25 de agosto, a partir das 21 horas, pelo concurso 3771. O valor da premiação está estimado em R$ 2 milhões.

Os sorteios da Lotofácil são realizados diariamente, às segundas, terças, quartas, quintas, sextas-feiras e sábados, sempre às 20h (horário de MS).

O apostador marca entre 15 e 20 números, dentre os 25 disponíveis no volante, e fatura prêmio se acertar 11, 12, 13, 14 ou 15 números.

Há a possibilidade de deixar que o sistema escolha os números para você por meio da Surpresinha, ou concorrer com a mesma aposta por 3, 6, 12, 18 ou 24 concursos consecutivos através da Teimosinha.

A aposta mínima, de 15 números, custa R$ 3,00.

Os prêmios prescrevem 90 dias após a data do sorteio. Após esse prazo, os valores são repassados ao Tesouro Nacional para aplicação no FIES - Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior.

É possível marcar mais números. No entanto, quanto mais números marcar, maior o preço da aposta.

Probabilidades

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada.

Para a aposta simples, com 15 dezenas, que custa R$ 3,00, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 3.268.760, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 211, ainda segundo a Caixa.

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