Economia

Judiciário

Em Campo Grande, Starlink vende antena, não entrega internet, e não devolve dinheiro de engenheira

Já em Camapuã, empresa de bilionário cobra 18 vezes mais que o combinado; vejam os processos movidos pelos clientes contra a empresa do bilionário Elon Musk na Justiça de MS

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A Starlink, empresa de internet via satélite do bilionário Elon Musk, acumula reclamações de clientes em Mato Grosso do Sul. No interior do Estado, um fazendeiro acusa a empresa de promover cobranças exorbitantes pelo serviço. Em Campo Grande, uma engenheira civil acionou a empresa na Justiça porque a mesma vendeu uma antena/modem que não funciona devidamente, e não devolveu os valores. 

No caso do processo que tramita no Juizado Especial Cível de Campo Grande, a engenheira civil Gabriela Pecala Rae Oliveira cobra a restituição de R$ 3.150,52 do valor pago à empresa de Musk por um aparelho e um serviço que não funciona (pelo menos para ela) e ainda R$ 5 mil em indenizações por danos morais. 

Nesta ação, a engenheira justifica a necessidade do dano moral, pois a Starlink encerrou a conta dela (que nunca entregou o combinado) antes que o problema fosse solucionado e os valores devolvidos. Desta forma, o canal para a resolução do problema foi fechado. 

O problema constatado no modem era porque o aparelho fazia os downloads dos dados, conforme o contrato, mas não enviava dados para o satélite, o upload, deixando o serviço de internet sem usabilidade, pois não era possível enviar qualquer comando uma vez conectado à rede. 

O processo também teve início, porque as partes não chegaram a acordo no Procon. A engenheira alega que recebeu um produto com vício. Mesmo com a constatação do problema, enquanto mantinha contato com a Starlink, recebeu da empresa a informação de que a empresa não fornecia assistência técnica para o modem/antena, o chamado "kit viagem", em território brasileiro. 

Outro caso

O outro caso em andamento contra a Starlink ocorre em Camapuã. O juiz em substituição legal da comarca de Camapuã mandou a Starlink, empresa de internet via satélite do bilionário Elon Musk, que figura na lista dos homens mais ricos do planeta, suspender a cobrança considerada abusiva sobre o fazendeiro Gilberto Wilson Ruzzon, 72 anos , proprietário rural em Camapuã. 

O motivo da decisão do magistrado foi a disparada astronômica, sem trocadilho com a rede de satélites de Musk, dos preços cobrados do produtor.

O fazendeiro informou ao juiz da comarca, depois de ter contratado em maio de 2023 um plano de R$ 280 mensais para acessar internet de alta velocidade e baixa latência praticamente de qualquer lugar do país, a cobrança do segundo mês após a contratação foi de nada menos que R$ 2.159,93. A terceira, correspondente ao período entre 15 de agosto e 14 de setembro, foi ainda maior: R$ 8.152,02. 

Em um período de quatro meses, a empresa do bilionário Elon Musk cobrou nada menos que R$ 20.976,21 de Gilberto Ruzzon. A defesa do fazendeiro, diz que o valor devido no mesmo período seria de R$ 1.120,00, referente a quatro mensalidades do plano, que deveria ser fixo, conforme, inclusive, consta no site da empresa. 

O valor cobrado indevidamente, conforme a defesa de Gilberto Ruzzon, foi de R$ 19.855,75.
O mérito do pedido, em que o fazendeiro pede para normalizar a cobrança em até R$ 280, não reconhecer a dívida que ele diz ser cobrada indevidamente, e ainda cobra a repetição desta mesma dívida de R$ 19,8 mil ao fazendeiro, e mais uma indenização por danos morais de R$ 30 mil, não foi julgado pelo magistrado de Camapuã.

O juiz de Camapuã, porém, determinou, ao atender o pedido de tutela antecipada, que o sinal de internet ao fazendeiro seja restabelecido, e que o plano de internet seja limitado até R$ 280 por mês até o julgamento do mérito. 

A Starlink manifestou-se recentemente no processo. Limitou-se a informar que cumpriu a decisão do magistrado. Seus advogados, porém, disseram que provarão durante a audiência, neste mês, que a cobrança era correta. 

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recuperação judicial

Casas Bahia indenizará cerca de 130 funcionários demitidos em MS

Acordo homologado em Brasília prevê pargamento de R$ 7,5 mil por empregado, além de aviso prévio, multa de 40% sobre o FGTS, comissões e premiações

21/10/2026 15h34

Casas Bahia fechou 298 lojas em todo o Brasil, sendo sete em MS

Casas Bahia fechou 298 lojas em todo o Brasil, sendo sete em MS Foto: Divulgação

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A Justiça do Trabalho no Distrito Federal homologou um acordo para pagamento de indenizações a 4,3 mil trabalhadores das Casas Bahia demitidos pela varejista, sendo cerca de 130 deles de Mato Grosso do Sul. A rede está em recuperação judicial desde agosto deste ano.

De acordo com o Sindicato dos Empregados no Comércio de Campo Grande (SECCG), o acordo prevê que que a empres comece a pagar os trabalhadores em até 60 dias, com homologação feita no próprio sindicato.

Conforme reportagem do Correio do Estado, o Grupo Casas Bahia fechou sete lojas no Estado, que resultaram na demissão dos cerca de 130 funcionários. Em Mato Grosso do Sul, foram encerradas as atividades em uma loja de Campo Grande, Ponta Porã, Naviraí, Nova Andradina, Três Lagoas, e duas em Dourados.

Em todo o Brasil, são cerca de 298 lojas fechadas.

Na época da demissão, o SECCG afirmou que alguns dos trabalhadores foram demitidos apenas verbalmente, sem a apresentação de documentos e, consequentemente, sem orientação sobre os direitos e foi pedida a mediaçao junto ao Ministério Público do Trabalho (MPT) para garantir que as demissões fossem feitas dentro da lei, com todos os direitos respeitados.

Após intermediação do MPT, ficou acertado entre a empresa e a Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC) que cada trabalhador receberá R$ 7,5 mil, pagamento de aviso prévio, multa de 40% sobre o FGTS, além de comissões, premiações e compensações para funcionários que tinham direito aos benefícios antes de serem demitidos.

Em caso de novas demissões, elas deverão ser comunicadas previamente ao sindicato da categoria no prazo de 72 horas. Em caso de descumprimento, a empresa será multada em R$ 1 mil por trabalhador.

O acordo tem abrangência nacional e vale para os empregados que estavam em uma lista apresentada pela empresa na Justiça.

Recuperação judicial

Em agosto, a Casas Bahia informou que registrou um prejuízo líquido de R$ 10,1 bilhões no segundo trimestre deste ano e anunciou o fechamento de 298 lojas em todo o Brasil. Além do fechamento das lojas e redução no quadro de colaboradores, a Casas Bahia prevê um redimensionamento dos investimentos, com foco em projetos de tecnologia e logística.

No dia 17 de agosto, o grupo anunciou que seu conselho de administração aprovou o ajuizamento de pedido de recuperação judicial da companhia, em conjunto com determinadas subsidiárias. Segundo a empresa, o pedido foi protocolado no Juízo de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central Cível de São Paulo (SP) e contou com aprovação do acionista controlador.

Em fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a empresa destaca que o pedido ocorre em um contexto de deterioração das condições econômico-financeiras, atribuindo o cenário, entre outros fatores, a um ambiente macroeconômico marcado por taxas de juros elevadas, restrição de crédito, aumento do custo financeiro e pressão sobre o consumo e o capital de giro.

O documento também menciona a não concretização de alternativas de liquidez que vinham sendo estruturadas.

A recuperação judicial é apontada como necessária e como mais um passo no processo de reestruturação financeira, com o objetivo de preservar a continuidade das atividades e viabilizar uma solução ordenada para o equacionamento das obrigações.

A empresa disse ainda que pretende manter as operações em todos os canais existentes durante o processo, priorizando o atendimento aos clientes e consumidores, sem interrupções relevantes e nos níveis de qualidade e serviço atualmente existentes.

Além da própria companhia, integram o pedido de recuperação judicial as empresas ASAP Log - Logística e Soluções; ASAP Log; CNT Soluções em Negócios Digitais e Logística; Cntlog Express Logística e Transporte; Globex Administração e Serviços; Cnova Comércio Eletrônico; Integra Soluções para Varejo Digital; Casas Bahia Tecnologia; e Indústria de Móveis Bartira.

Loterias

Resultado da Dia de Sorte de ontem, concurso 1327, terça-feira (20/10): veja o rateio

A Dia de Sorte realiza três sorteios semanais, às terças, quintas e sábados, sempre às 21h; veja quais os números sorteados no último concurso.

21/10/2026 08h34

Confira o rateio da Dia de Sorte

Confira o rateio da Dia de Sorte Foto: Divulgação

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A Caixa Econômica Federal realizou o sorteio do concurso 1327 da Dia de Sorte na noite desta terça-feira, 20 de outubro de 2026, a partir das 21h (de Brasília). A extração dos números ocorreu no Espaço da Sorte, em São Paulo, com um prêmio estimado em R$ 600 mil.

Premiação

  • 7 acertos - 1 aposta ganhadora, (R$ 622.191,22)
  • 6 acertos - 21 apostas ganhadoras, (R$ 3.820,07)
  • 5 acertos - 970 apostas ganhadoras, (R$ 25,00)
  • 4 acertos - 13.315 apostas ganhadoras, (R$ 5,00)

Mês da Sorte

Março - 45.227 apostas ganhadoras, R$ 2,50

Confira o resultado da Dia de Sorte de hoje!

Os números da Dia de Sorte 1327 são:

  • 26 - 11 - 24 - 23 - 10 - 22 - 20

  • Mês da sorte: 03 - Março

O sorteio da Dia de Sorte é transmitido ao vivo pela Caixa Econômica Federal e pode ser assistido no canal oficial da Caixa no Youtube.

Próximo sorteio: 1328

Como a Dia de Sorte tem seis sorteios regulares semanais, o próximo sorteio ocorre na quarta-feira, 21 de outubro, a partir das 20 horas, pelo concurso 1328. O valor da premiação está estimado em R$ 150 mil.

Para participar dos sorteios da Dia de Sorte é necessário fazer um jogo nas casas lotéricas ou canais eletrônicos.

A aposta mínima custa R$ 3,00 para um jogo simples, em que o apostador pode escolher 7 dente as 31 dezenas disponíveis, e fatura prêmio se acertar 4, 5, 6 e 7 números.

Como apostar na Dia de Sorte

Os sorteios da Dia de Sorte são realizados às terças, quintas e sábados, sempre às 19h (horário de MS).

O apostador marca entre 7 e 15 números, dentre os 31 disponíveis no volante, e fatura prêmio se acertar 4, 5, 6 e 7 números.

Há a possibilidade de deixar que o sistema escolha os números para você por meio da Surpresinha, ou concorrer com a mesma aposta por 3, 6, 9 ou 12 concursos consecutivos através da Teimosinha.

A aposta mínima, de 7 números, custa R$ 3,00.

Os prêmios prescrevem 90 dias após a data do sorteio. Após esse prazo, os valores são repassados ao Tesouro Nacional para aplicação no FIES - Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior.

É possível marcar mais números. No entanto, quanto mais números marcar, maior o preço da aposta.

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