Economia

IR 2026

Em MS, 300 mil contribuintes já declararam Imposto de Renda

Até o momento, RF recebeu 46,6% declarações do que é esperado para este ano

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Dados divulgados pela Receita Federal (RF) apontam que 302 mil declarações de Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPFs) foram entregues, de 23 de março a 6 de maio de 2026, em Mato Grosso do Sul.

Portanto, até o momento, a RF recebeu 46,6% declarações do total. Estima-se que 647.829 documentos sejam enviados, entre 23 de março e 29 de maio, no Estado, em 2026. No Brasil, mais de 20 milhões de IRPFs foram entregues até o momento. No total, o contribuinte terá 67 dias para ficar em dia com a Receita Federal.

Quem perder o prazo está sujeito a multa de R$ 165,74, podendo chegar a 20% do imposto devido.

Em 2025, foram entregues 641.185 declarações, sendo que eram esperadas 671.985.

Declarar o Imposto de Renda é obrigatório para ajustar contas com a Receita Federal, verificando se o imposto pago mensalmente foi superior ou inferior ao devido no ano anterior.

QUEM DEVE DECLARAR IR

Veja quem é obrigado a declarar IR em 2026:

  • Recebedores de rendimentos tributáveis acima de 35.584,00 em 2025;
  • Recebedores de rendimentos isentos, não-tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, superiores a R$ 200 mil no ano anterior;
  • Quem obteve, em qualquer mês, ganho de capital na alienação de bens ou direitos sujeito à incidência do Imposto;
  • Quem  realizou operações de alienação em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas valores em soma superior a R$ 40 mil ou com ganhos líquidos sujeitas à incidência do imposto;
  • Quem teve receita bruta superior a R$ 177.920,00  em atividade rural no ano anterior.
  • Quem pretende compensar prejuízos com a atividade rural de anos-calendário anteriores ou do próprio ano-calendári de 2025;
  • Pessoas com posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 800 mil em 31 de dezembro do ano anterior;
  • Pessoas que começaram a residir no Brasil em qualquer mês e estava nesta condição no fim de 2025;
  • Quem optou pela isenção do imposto sobre a renda incidente sobre o ganho de capital auferido na venda de imóveis residenciais, caso o produto da venda seja aplicado na aquisição de imóveis residenciais localizados no País, no prazo de 180 dias, contado da celebração do contrato de venda;
  • Quem optou por declarar os bens, direitos e obrigações detidos pela entidade controlada, direta ou indireta, no exterior como se fossem detidos diretamente pela pessoa física, nos termos do regime de transparência fiscal de entidade controlada;
  • Quem era titular, em 31 de dezembro, de trust e demais contratos regidos por lei estrangeira com características similares;
  • Quem auferiu rendimentos no exterior de aplicações financeiras e de lucros e dividendos no ano anterior.

NOVIDADES

Confira as novidades para a edição 2026/ano-base 2025:

  • Inclusão da opção de nome social na declaração;
  • Ampliação dos dados na versão pré-preenchida;
  • Redução no número de lotes de restituição, que passa de cinco para quatro;
  • Criação de um modelo de devolução de valores (semelhante a cashback) para contribuintes que tiveram imposto retido na fonte em 2025, mas que não precisarão declarar neste ano.

RESTITUIÇÃO

O número de lotes foi reduzido de cinco para quatro. Veja o calendário de restituição de cada lote:

  • 1° lote: 29 de maio
  • 2° lote: 30 de junho
  • 3° lote: 31 de julho
  • 4° lote: 31 de agosto

Confira a ordem de prioridades nas restituições:

  1. Idade igual ou superior a 80 anos;
  2. Idade igual ou superior a 60 anos, deficientes e portadores de moléstia grave;
  3. Pessoa que tenha maior fonte de renda vinda do magistério;
  4. Quem utilizou conjuntamente a declaração pré-preenchida e optou pela restituição no Pix;
  5. Quem utilizou exclusivamente a declaração pré-preenchida ou optou pela restituição no Pix; e
  6. Demais contribuintes

Combustível

Gasolina dá primeiro sinal de queda após início da guerra no Irã

Após dois meses do início do conflito, o preço do combustível apresenta sinais de diminuição do valor

09/05/2026 11h00

Preço da gasolina apresenta sinais de queda, após guerra no Irã

Preço da gasolina apresenta sinais de queda, após guerra no Irã Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Desde que a Guerra no Irã se iniciou, no dia 28 de fevereiro, a população campo-grandense se deparou com uma alta nos preços dos combustíveis, aumentando cerca de R$ 0,50 centavos, afetando diretamente o bolso do consumidor.  

Antes do início do conflito, Campo Grande se destacava como a capital com o menor valor no preço médio do combustível, porém com a guerra acabou descendo para a sexta posição. 

Neste sábado (9), a Capital Morena fechou a semana apresentando uma queda no preço da gasolina comum, de acordo com o levantamento feito pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). 

Em comparativo com a semana anterior, de 24/4 à 02/5, o Preço Médio de Revenda da gasolina comum estava em R$ 6,42, enquanto o Preço Mínimo custava R$ 6,26. 

Nesta semana, após novo levantamento da ANP, o Preço Médio de Revenda está custando R$ 6,39, uma queda de R$ 0,03, a primeira após dois meses do início do conflito. 

Outro ponto que apresentou queda foi Coeficiente de Variação de Revenda, que com a queda ele passou de 0,014 para 0,016, já que o preço máximo de revenda não sofreu alteração e permanece em R$ 6,55. 

Com essa leve diminuição no valor, a população pode voltar a ter esperanças de que os preços continuem em queda, mas tudo isso ainda vai depender de como andam as coisas no Oriente Médio. 
 

Desempenho

Guerra no Oriente Médio encarece frete e derruba exportações de minério de MS

Enquanto em 2025 foram exportados US$ 97,423 milhões no primeiro quadrimestre, este ano as cifras ficaram em US$ 62,867 milhões

09/05/2026 08h30

Foto: Arquivo

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A região de Corumbá e Ladário, no Pantanal, é a principal fonte de exportação de minério em Mato Grosso do Sul e o volume financeiro exportado no primeiro quadrimestre deste ano caiu 35%.

Enquanto em 2025 foram exportados US$ 97,423 milhões, no período de janeiro a abril deste ano as cifras ficaram em US$ 62,867 milhões.

Análises internacionais sugerem que as quedas na negociação do minério de ferro em contratos futuros, principalmente, estão relacionadas com o aumento de taxa de frete em um cenário de guerra no Oriente Médio. A principal compradora da commodity é a China, com suas siderurgias. 

Com a guerra que está concentrada entre Estados Unidos, Israel e Irã, iniciada em 28 de fevereiro, outro reflexo externo que gera impacto na balança comercial de Mato Grosso do Sul envolve o aumento do custo da energia de forma global.

Ao mesmo tempo que esse contexto global pressionou os volumes de exportação, o cenário local também tem tido seus desafios para a exportação via Rio Paraguai, modal com mais vantagem logística.

O nível mais adequado para a navegação comercial na região de Ladário, que tem padrão de 1,5 metros, só foi alcançado em 19 de março, conforme régua da Marinha do Brasil. No ano passado, em 23 de fevereiro já era possível ter nível comercial de navegação.

A Associação Brasileira dos Municípios Mineradores (Amig Brasil) divulgou relatório mostrando um contexto para este ano com números mais pressionados. O impacto em uma possível redução do comércio do produto gera impacto financeiro para a arrecadação de Corumbá, por exemplo, e também de Mato Grosso do Sul. 

“Após um ciclo marcado por elevada volatilidade, o mercado global de minério de ferro caminha para 2026 sob um cenário de preços mais pressionados, demanda ainda enfraquecida e aumento da oferta internacional. Para o Brasil – segundo maior produtor mundial e altamente dependente da arrecadação da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (Cfem) –, o momento exige atenção redobrada por parte de estados e municípios mineradores e afetados”, indicou a Amig Brasil.

CENÁRIO

Conforme a associação, o cenário é de queda e menor arrecadação estatal. “As projeções para 2026 reforçam a leitura de um mercado mais desafiador. Estimativas recentes elaboradas a partir do consenso de analistas internacionais, sistematizadas pela consultoria GMK Center, indicam que o preço médio anual do minério de ferro na China deverá recuar para cerca de US$ 94 por tonelada. Esse patamar representa uma queda aproximada de 7% em relação à média de 2025, de cerca de US$ 101 por tonelada, consolidando um movimento de ajuste após os picos observados nos anos anteriores”, contextualizou a instituição.

O resultado do primeiro trimestre para as exportações de minério de ferro sofreu queda de forma nacional. A redução foi tanto de volume (1,9% m/m), que foi de 28 Mt, como no valor médio por tonelada (2,1% m/m), que ficou em
US$ 71,82. 

O Banco do Brasil, que mantém análise do mercado, identificou, porém, que abril vem mostrando um cenário melhor. Porém, os dados oficiais de exportação do sistema Comex Stat, do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior estão com base de informações consolidadas até março deste ano.

ARRECADAÇÃO

A Agência Nacional de Mineração (ANM) indicou que os royalties pagos pela extração do minério de ferro na região de Corumbá e Ladário, onde estão quatro mineradoras, foi de R$ 28.165.719,46 milhões em 2025, enquanto no ano anterior, o valor alcançou R$ 46.206.590,72. Neste ano, entre janeiro e abril, o total acumulado foi de R$ 6.346.615,00.

A principal arrecadação da Cfem para Mato Grosso do Sul está a partir de Corumbá, que corresponde a 56,8% do total estadual. 

A Cfem é distribuída aos estados, municípios e também a órgãos da administração da União. A proporção de distribuição é a seguinte: 10% para a União (7% ANM, 1% FNDCT, 1,8% Cetem e 0,2% Ibama), 15% para o estado onde for extraída a substância mineral, 60% para o município produtor e 15% para os municípios quando afetados pela atividade de mineração e a produção não ocorrer em seus territórios. 

Conforme a Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), a mineração ainda segue como pilar para a economia do Estado, apesar das quedas. 

“Historicamente, a mineração desempenha papel importante no desenvolvimento econômico de Mato Grosso do Sul. O Estado reúne reservas relevantes de ferro e manganês na região do Pantanal, além de calcário e outros minerais presentes em áreas como a Serra da Bodoquena. A atividade, no entanto, ocorre em regiões ambientalmente sensíveis, o que exige atenção permanente à governança ambiental e ao uso responsável dos recursos naturais”, informou, via assessoria de imprensa.

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