As principais entidades empresariais da Argentina redigiram em conjunto um documento pedindo políticas de Estado para diversas áreas e um plano efetivo de combate à inflação no país.
A carta, assinada por 38 associações, solicita, entre outras coisas, a aplicação de "medidas macroeconômicas que ataquem o problema de maneira geral" e que proporcionem novos investimentos no país. Também pede a eliminação de medidas que limitem ou restrinjam as exportações.
"Este não é um documento contra ninguém. É um documento a favor do país. Não é golpista de nenhuma maneira", disse Miguel Blanco, do Idea (Instituto para o Desenvolvimento Empresarial da Argentina). A Casa Rosada criticou a iniciativa. "Com respeito à inflação, a melhor contribuição que os empresários podem fazer é não aumentar os preços", disse hoje o chefe de gabinete da Presidência, Jorge Capitanich.
A ideia das câmaras empresariais é levar o documento às principais lideranças políticas do país para ser debatido. Uma reunião com a Casa Rosada também está nos planos. Além das medidas econômicas, as organizações também pedem liberdade de imprensa e o livre acesso às informações públicas.


