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Equipe de Lula quer 'enterrar' de vez Carteira Verde e Amarela

Deputado Rogério Correia (PT-MG), que coordena o grupo técnico do trabalho, disse que é preciso dar fim ao projeto de lei

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A equipe técnica que atua na área do trabalho do futuro governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pretende enterrar de vez o projeto da Carteira Verde e Amarela, programa que sempre foi defendido pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, como uma forma de estimular o emprego de jovens ao baratear as contratações de funcionários pelas empresas.

Ao Estadão, o deputado Rogério Correia (PT-MG), que coordena o grupo técnico do trabalho, disse que é preciso dar fim ao projeto de lei da Carteira Verde e Amarela, que tramita no Congresso.

"Esse projeto de lei tem que ser retirado da Câmara. O governo Bolsonaro já tentou fazer essas mudanças por meio de medida provisória e foi derrotado no Senado, depois de uma resistência muito grande", declarou o deputado.

"O projeto do Carteira Verde e Amarela significa a carteira sem direitos para os jovens, precariza muito a relação de trabalho, acaba com os direitos", acrescentou.

O projeto de Bolsonaro tinha o objetivo de estimular a contratação de jovens entre 18 e 29 anos que nunca tiveram carteira de trabalho assinada.

Da forma como foi enviado ao Congresso, para os contratados nessa modalidade, a contribuição para o FGTS caía de 8% para 2% e o valor da multa do FGTS em caso de demissão poderia ser reduzido de 40% para 20% sobre o saldo, em comum acordo entre empregador e trabalhador. O programa também permitia que férias e 13.º salário fossem adiantados mensalmente.

Pelo lado dos patrões, as contratações nesse modelo ficariam isentas da contribuição patronal ao INSS (de 20% sobre a folha), das alíquotas do Sistema S e do salário educação.

Em 2020, o presidente Jair Bolsonaro chegou a editar uma medida provisória (que tem efeito imediato) com as regras do programa.

Enquanto esteve em vigor, de janeiro a abril, foram contratadas 13 mil pessoas nesse modelo, 0,25% do total dos empregos com carteira assinada nos quatro meses.

As empresas ficaram com receio de aderir ao modelo e a MP não ser aprovada pelos parlamentares. De fato, o texto não passou pelo crivo do Congresso e não foi convertido em lei.

Em agosto deste ano, o ministro Paulo Guedes, chegou a dizer que o projeto seria retomado no ano que vem se Bolsonaro vencesse as eleições.

"Esse projeto está fora de negociação, isso é algo que temos de deixar claro. Temos de discutir como ter direitos e ter empregos, as duas coisas juntas. Uma sinalização importante é a retirada desse projeto da pauta", afirmou Correia.

Reforma trabalhista

O deputado disse ainda que o governo fará uma revisão da reforma trabalhista realizada em 2017 pelo então presidente Michel Temer Trata-se de uma promessa de campanha de Lula.

O grupo técnico do trabalho está concluindo um relatório sobre o assunto e deverá concluir um diagnóstico até o dia 30 de novembro. A instituição do "trabalho intermitente", aquele que é prestado de forma esporádica, é um dos temas que vão passar por reformulação

"O presidente Lula já sinalizou, durante a campanha, que fará uma revisão completa da reforma trabalhista, no sentido de ouvir tanto os trabalhadores, por meio de centrais sindicais, quanto os empregadores, sobre o que seria uma reforma que preservasse direitos e avançasse na geração de empregos", afirmou.

"O trabalho intermitente é uma das causas da precarização do trabalho. Faremos uma comissão para apresentar uma proposta, para algo a ser debatido."

Reforma administrativa

Outra medida que não terá o apoio do governo Lula é a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Servidor Público, a PEC 32, que pretende promover uma reforma administrativa no setor. Em outubro, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), chegou a sinalizar que poderia retomar a votação do texto.

Segundo Rogério Correia, porém, já está acertado com Lira que a votação não vai ocorrer. "Sabemos que a PEC 32 está pronta, mas ela foi aprovada com um texto substitutivo muito ruim e não será votada pelo plenário. Arthur Lira já sinalizou que não será. Minha avaliação é de que o governo deveria reiniciar uma reforma administrativa que não tenha essa PEC como parâmetro. Ela tem que ser retirada do mapa do debate", disse o deputado.

O plano do governo eleito é que um novo texto seja debatido, sem ter a PEC 32 como base para a reestruturação do RH do serviço público. "Vamos debater com servidores o funcionamento do serviço público no Brasil, para que essa PEC não fique mais como uma espada constante no pescoço do servidor público."

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

mais prazo

Programa para renegociar dívidas com até 90% de desconto é prorrogado

Prazo para adesão terminaria nesta sexta-feira, mas foi prorrogado para até dia 15 de outubro

09/10/2026 17h43

Adesão poderá ser feita na Central do Cidadão

Adesão poderá ser feita na Central do Cidadão Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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A Prefeitura de Campo Grande prorrogou o prazo de adesão ao programa de transação por adesão, chamado de Regulariza CG, para até o dia 15 de outubro. Inicialmente, a data para aderir ao programa que oferece descontos de até 90% nos acréscimos legais para renegociação de débitos tributários e não tributários com o Município terminaria nesta sexta-feira (9).

O edital com a prorrogação do prazo foi publicado em edição extra do Diário Oficial do Município. Apenas a data foi alterada, enquanto os demais critérios para participação permanecem inalterados.

Conforme o edital de abertura do programa, são elegíveis à transação os créditos tributários e não tributários administrados pelo Município, de natureza principal ou acessória, inscritos ou não em dívida ativa, ajuizados ou não, suspensos ou não, cujo fato gerador tenha ocorrido até 31 de dezembro de 2025.

O maior desconto é destinado aos débitos mais antigos. Para pagamento à vista, dívidas com fato gerador até 31 de dezembro de 2018 têm redução de 90% dos acréscimos legais.

Para débitos referentes aos anos de 2019 e 2020, o desconto será de 70%. Já os débitos de 2021 a 2025 terão redução de 50%.

Além do pagamento à vista, também há condições para quem optar pelo parcelamento.

O contribuinte pode dividir o débito em até seis parcelas, com desconto de 40% nos acréscimos legais; em até 12 parcelas, com redução de 30%; ou em até 16 parcelas, com desconto de 25%. Nesse caso, o valor mínimo de cada parcela será de R$ 100.

Os campo-grandenses que optarem pelo parcelamento precisam manter os pagamentos em dia. O acordo poderá ser cancelado automaticamente em caso de inadimplência superior a 60 dias, com perda dos descontos concedidos e restabelecimento do débito para cobrança do saldo remanescente.

Não poderão ser incluídos na transação multas e infrações de trânsito, indenizações devidas ao município, débitos de natureza contratual, penalidades ambientais e créditos cujo fato gerador tenha ocorrido depois de 31 de dezembro de 2025.

Também ficam de fora dívidas decorrentes de fraude, dolo ou simulação reconhecidos definitivamente em decisão administrativa ou judicial, débitos cuja negociação seja proibida por lei e os débitos objeto de parcelamento que já tenham sido beneficiados com reduções, descontos ou quaisquer outros incentivos concedidos por programas de regularização fiscal.

A adesão ao programa será realizada preferencialmente por meio eletrônico, em plataforma disponibilizada pelo Município.

Também há atendimento presencial na Central do Cidadão, na rua Cândido Mariano, nº 2655, centro.

A adesão implica o reconhecimento dos débitos e a renúncia a questionamentos administrativos ou judiciais relacionados aos valores incluídos na negociação.

A extinção definitiva do crédito ocorrerá somente após a quitação integral.

INFLAÇÃO

IPCA em Campo Grande fica em 0,64% durante setembro

O índice no Brasil foi de 0,82%, ficando 1,14 p.p acima do -0,32% registrado em agosto

09/10/2026 10h30

O setor de habitação foi o que teve maior impacto, com alta de 6,56% nas contas de luz das residências

O setor de habitação foi o que teve maior impacto, com alta de 6,56% nas contas de luz das residências Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Divulgado nesta sexta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) referente ao mês de setembro mostra que Campo Grande teve 0,64% de variação. 

Conforme o IBGE, o IPCA nacional de setembro foi de 0,82%, ficando 1,14 ponto percentual acima do -0,32% registrado em agosto. No ano, o IPCA acumula alta de 3,95% e, nos últimos 12 meses, o índice ficou em 4,58%, acima dos 4,22% dos 12 meses imediatamente anteriores. Em setembro de 2025, a variação havia sido de 0,48%.

O setor de habitação foi o que teve maior impacto, com alta de 6,56% nas contas de luz das residências

Todos os grupos de produtos e serviços pesquisados apresentaram variação positiva em setembro. Habitação registrou a maior alta e impacto (2,31% e 0,35 p.p.), seguido de transportes (0,89%) e alimentação e bebidas (0,83%).

O setor de habitação foi o que teve maior impacto, com alta de 6,56% nas contas de luz das residências

Em agosto, houve queda no IPCA em todas as regiões do Brasil, sendo que Campo Grande registrou deflação de -0,20% no referido mês.

No ano, o IPCA da Capital sul-mato-grossense acumula alta de 4,45% e, nos últimos 12 meses, o índice ficou em 4,78%. Em setembro de 2025, a variação havia sido de 0,55% na Capital.

Análise local

Quanto ao IPCA de setembro em Campo Grande, seis dos nove grupos pesquisados apresentaram alta. O setor de habitação foi o que sofreu a maior variação mensal, registrando 2,32% e aumento de 6,56% nas contas de energia elétrica nas residências. 

Artigos de residência vem na sequência com alta de 1,05%. Equipamentos de TV, som e informática aumentaram seus preços em 2,04% no mês de setembro. 

O setor de alimentação e bebidas é o terceiro da lista de maiores altas, com 0,88% de variação. Os tubérculos, raízes e legumes dispararam os preços em setembro, chegando a 24,71% de diferença em relação a agosto. Em compensação, as frutas tiveram uma queda de 5,89% nos preços.

Em quarto, o "vestuário" ficou com alta de 0,81%, principalmente nas roupas infantis, que tiveram aumento de 2,78% em setembro.

A variação nos outros setores ficou assim: comunicação (0,63%), despesas pessoais (0,41%), educação (-0,06%), saúde e cuidados pessoais (-0,15%) e Transportes (-0,21%).

INPC fica em 0,82% em setembro

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) foi de 0,82% em setembro, 1,14 p.p. acima de agosto (-0,32%). O INPC acumula alta de 4,01% no ano e de 4,29% nos últimos 12 meses, acima dos 3,98% dos 12 meses imediatamente anteriores. Em setembro de 2025, a taxa foi de 0,52%.

Produtos alimentícios saíram de -0,34% em agosto para 0,80% em setembro. Já a variação dos não alimentícios passou de -0,31% em agosto para 0,83% em setembro.

Campo Grande possui a maior variação acumulada (4,73%) do INPC no ano. Nos últimos 12 meses, a variação acumulada da Capital ficou em 4,87%. 

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