Economia

URBANA E RURAL

Estado investiu R$ 4 bilhões do Fundersul em infraestrutura

Arrecadação com o fundo chegou a R$ 1,576 bilhão em 2021, o maior valor já registrado por MS

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Mato Grosso do Sul investiu R$ 4 bilhões na malha viária do Estado e em infraestrutura urbana, entre 2015 e junho de 2022, com recursos do Fundo de Desenvolvimento do Sistema Rodoviário (Fundersul). No primeiro semestre deste ano, 87% dos investimentos (ou R$ 561 milhões) foram destinados pelo governo do

Estado à pavimentação e restauração de estradas e à infraestrutura urbana. Os recursos do fundo são aprovados por um conselho, do qual participam a Federação de Agricultura de MS (Famasul), a Associação dos Municípios de MS (Assomasul), a Associação dos Criadores (Acrissul) e o Sindicato das Indústrias de Frios, Carnes e Derivados de MS (Sicadems). Após aprovação do conselho, o plano de aplicação é encaminhado à Assembleia Legislativa.

O plano de aplicação dos recursos do Fundersul, apresentado pela Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul), demonstra que mais de R$ 3,2 bilhões foram destinados à recuperação e à manutenção das estradas de revestimento primário (rotas de escoamento da produção agropecuária do Estado) e na pavimentação viária, drenagem urbana e implantação de estradas rurais.

O Fundersul foi criado em 1999 para conservar as estradas na zona rural e depois para prover de recursos obras viárias nos municípios. Na gestão do governador Reinaldo Azambuja (PSDB), o fundo alcançou o maior volume de recursos destinados à pavimentação, à implantação, à restauração e à manutenção das rodovias estaduais e construção de uma centena de pontes de concreto e de madeira. 

Parte do dinheiro oriundo da contribuição da pecuária e comércio de combustível também pagou a elaboração de projetos executivos de engenharia, além da compra de veículos e equipamentos.

PANTANAL

De acordo com a gestão estadual, um dos maiores projetos rodoviários em execução pelo Estado contempla a região do Pantanal, que por décadas teve dificuldades de acesso e escoamento de sua produção de gado de corte. 

Com recursos do Fundersul, a Agesul está abrindo mais de 300 km de estradas com drenagem e pontes nos pantanais da Nhecolândia, Paiaguás e Taquari, interligando-as com as rodovias: MS-228, MS-423, MS-243, MS-382, MS-195, MS-214 e MS-427 (que estão recebendo aterro e cascalhamento).

Em sete anos e seis meses, o Estado transferiu legalmente R$ 879 milhões em recursos do fundo para os municípios, além de convênios para execução de obras e serviços nas cidades no valor de R$ 99,2 milhões. 

“O Estado garantiu ainda contrapartida financeira em vários projetos das prefeituras no período, com um acumulado de R$ 31,3 milhões. O investimento em construção e reforma de pontes soma R$ 303 milhões”, informou a gestão do Executivo estadual.

 

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ARRECADAÇÃO

A arrecadação com o Fundersul bateu recorde no ano passado. Conforme noticiado em fevereiro pelo Correio do Estado, nos 12 meses de 2021, o fundo arrecadou 35% a mais que no ano anterior. 

Foram R$ 1,57 bilhão (R$ 1.576.339.701,11) recolhidos nos 12 meses do ano passado. O valor foi recorde e superou o atingido em 2020, quando R$ 1,15 bilhão (R$ 1.159.242.267,70) foram arrecadados. 

No comparativo de um ano para o outro, são R$ 417 milhões a mais em receita para o governo de Mato Grosso do Sul aplicar em infraestrutura. 

Dos R$ 1,57 bilhão arrecadados em 2021, R$ 1,22 bilhão vieram da arrecadação por meio da contribuição dos proprietários de caminhões e automóveis e também dos produtores rurais. 

Outros R$ 15,1 milhões são provenientes de rendimentos financeiros, R$ 5,9 milhões foram devolvidos pela Agehab, e mais R$ 15,8 milhões foram devolvidos pelo tesouro estadual. 
Em todo o ano de 2019, foram recolhidos R$ 940,5 milhões com o fundo em Mato Grosso do Sul. 

A tributação do Fundersul, contribuição compulsória criada há mais de 20 anos, na gestão de Zeca do PT, e mantida (e incrementada) por seus sucessores André Puccinelli (MDB) e Reinaldo Azambuja, se dá por duas vertentes: a taxação dos combustíveis para o transporte e também da produção agropecuária.

SAIBA

A tributação do Fundersul, contribuição compulsória criada há mais de 20 anos, na gestão de Zeca do PT, e mantida (e incrementada) por seus sucessores André Puccinelli (MDB) e Reinaldo Azambuja, se dá por duas vertentes: a taxação dos combustíveis para o transporte e também da produção agropecuária. 

 

Economia

Diretor da ANP cita dificuldade de recursos e orçamento para atuar em fiscalização

A agência monitora desde a produção e importação até a distribuição, revenda e repasse de benefícios fiscais no setor

07/04/2026 23h00

Crédito: Marcelo Camargo / Agência Brasil

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O diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Artur Watt, afirmou nesta terça-feira, 7, que a agência segue com dificuldades financeiras para trabalhar na fiscalização de combustíveis como o momento exige.

A agência monitora desde a produção e importação até a distribuição, revenda e repasse de benefícios fiscais no setor, buscando assegurar um ambiente competitivo e coibir práticas irregulares que possam prejudicar consumidores ou distorcer o mercado.

"O aperto orçamentário é muito grande. Temos dificuldade de recursos e orçamento para atuar na fiscalização. São cerca de 75% menos orçamento. Temos que priorizar as operações mais importantes, é claro que a fiscalização está nesse quadro e precisamos do orçamento para ter fiscais na rua e análise de amostra", afirmou durante debate sobre a formação de preços no mercado de combustíveis, na Câmara dos Deputados.

O diretor afirmou que a ANP aprendeu a atuar nesta situação de corte de gastos por meio da descentralização de sua atuação por meio de convênios com órgãos estaduais e municipais, mas que o Congresso pode ajudar a fortalecer o trabalho da agência com a aprovação do projeto de lei (PL) 399/2025 e do projeto de lei complementar (PLP) 109/2025.

"Nós não conseguimos estar em todos os lugares, mas aprendemos a trabalhar com inteligência. Mas este Congresso pode nos ajudar com a tramitação de projetos essenciais para fortalecer a atuação da agencia", disse.

O PL propõe a correção monetária das multas aplicadas pela ANP, com o objetivo de evitar a defasagem dos valores ao longo do tempo. Na prática, a medida aumenta o poder das penalidades e pode elevar a arrecadação da agência, abrindo espaço para reforço das atividades de fiscalização, incluindo investimentos em tecnologia, monitoramento e operações de campo no mercado de combustíveis.

Já o PLP determina o acesso da agência a dados de notas fiscais eletrônicas relacionadas à compra e venda de combustíveis, ampliando a capacidade de acompanhamento da cadeia de comercialização. Com isso, a agência poderia cruzar informações e identificar com mais precisão indícios de irregularidades, como sonegação e fraudes, tornando a fiscalização mais eficiente e menos dependente exclusivamente de inspeções presenciais.

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Economia

BNDES desembolsa R$ 21 milhões para restauração de 900 ha da Floresta Nacional de Irati

Estão previstas ações de manejo sustentável e restauração ecológica em 900,7 hectares, com um financiamento total de R$ 110,1 milhões

07/04/2026 21h00

Crédito: Fernando Frazão / Agência Brasil

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou nesta terça-feira, 7, ter desembolsado R$ 21 milhões para o projeto de restauração da Floresta Nacional de Irati, no sudeste do Paraná. O projeto, tocado pela concessionária Flona Irati, do grupo Ibemapar, prevê substituição gradual de espécies como pinus e eucalipto por vegetação nativa do bioma de Mata Atlântica.

Estão previstas ações de manejo sustentável e restauração ecológica em 900,7 hectares, com um financiamento total de R$ 110,1 milhões, no âmbito da iniciativa BNDES Florestas.

A concessionária Flona Irati, do grupo Ibema Participações S.A, holding que atua na produção de papéis, cuidará também da conservação dos 3.810,64 hectares de floresta existentes.

"A unidade conecta importantes fragmentos de Mata Atlântica no interior do Paraná, como a Área de Proteção Ambiental (APA) Serra da Boa Esperança e a Reserva Biológica das Araucárias, contribuindo para a manutenção de corredores ecológicos e da biodiversidade regional", ressaltou o BNDES, em nota. "Entre as ações previstas estão a implantação de uma brigada de incêndio florestal, a revitalização das estruturas turísticas, de lazer e administrativas da unidade, o monitoramento da biodiversidade e o apoio à pesquisa e à educação ambiental. A concessionária promoverá, ainda, ações de integração produtiva das comunidades locais e a capacitação de seus membros em práticas florestais sustentáveis, ampliando os benefícios socioeconômicos da concessão."

O banco de fomento lembra que o projeto da Flona Irati foi a primeira concessão florestal federal no bioma de Mata Atlântica, em modelagem que prevê a produção de madeira de espécies exóticas aliada à recuperação da vegetação nativa e manejo sustentável.

"O primeiro desembolso ao projeto da Flona Irati foi viabilizado pela parceria com os bancos BTG Pactual e Safra, que compartilharam os valores liberados com a apresentação de fianças bancárias. Com isso, já são seis os grandes bancos comerciais nacionais que já ofereceram fianças bancárias para as empresas que tiveram investimentos florestais com nativas apoiadas pelo BNDES, sobretudo com recursos do Fundo Clima Florestas, no âmbito do BNDES Florestas", ressaltou o BNDES.

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