Economia

Feira Agropecuária

Expogenética impulsiona ocupação hoteleira, que pode chegar a 56%

Feira reúne shows, rodeio, leilões e expositores entre o fim de outubro e o início de novembro

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A Expogenética MS deve ajudar a elevar taxa média de ocupação dos hotéis de Campo Grande em outubro e novembro, segundo expectativa da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de Mato Grosso do Sul (ABIH-MS) ocupação deve chegar a 56%. O evento, que será realizado de 29 de outubro a 8 de novembro, reúne programação de negócios, shows, rodeios em touro e atividades do setor agropecuário, atraindo público de outras cidades e movimentando diretamente a rede hoteleira.

Atualmente, segundo o vice-presidente da ABIH-MS, Marcelo Mesquita, a ocupação média mensal dos hotéis da Capital está em torno de 53%. A expectativa é de crescimento nos dois meses, impulsionado pela agenda de eventos.“Eu acredito que no mês de outubro e novembro nós devemos aí, na expectativa, ser em torno de 55% a 56% média mensal", afirmou.

A Expogenética será realizada de 29 de outubro a 8 de novembro, no Parque de Exposições Laucídio Coelho, e reúne programação de negócios, leilões, exposições de animais, provas equestres, rodeios e shows. A organização ressalta que cerca de 400 quartos devem ser ocupados ao longo dos dias do evento, considerando participantes, equipes, expositores e atrações reserrvados pela ssociação Sul-Mato-Grossense dos Criadores de Nelore (Nelore). 

Segundo o presidente na Nelore, Paulo César de Matos Oliveira, a estrutura da Professional Bull Riders (PBR) terá impacto significativo na hospedagem. A competição ocorre entre 30 de outubro e 1º de novembro e reúne atletas e toda a equipe de produção. “Só a PBR são 185 quartos por dia”, disse Paulo. De acordo com Matos,  são 25 competidores, além de toda a estrutura envolvida na realização das provas.

A presença de artistas também acrescenta demanda. A equipe do cantor Leonardo, que se apresenta no dia 31 de outubro e reúne aproximadamente 60 pessoas.

Para Paulo, a movimentação não se restringe ao público que vai ao parque. “É um evento que traz muita gente de fora. Você tem o pessoal do gado, o pessoal dos cavalos, a PBR, os shows. É uma movimentação que vai acontecendo durante os dias”, afirmou.

Hotéis

A Expogenética chega em um calendário que, segundo a ABIH-MS, deve manter a hotelaria aquecida durante outubro e novembro. Mesquita cita, além da feira, o 23º Congresso de Cardiologia de Mato Grosso do Sul, realizado na segunda quinzena de outubro, e eventos previstos para novembro, como o Congresso Nacional do Governo, o congresso internacional de veterinária, os Jogos Abertos de Mato Grosso do Sul e a Beta Summit, congresso nacional voltado ao turismo.

“Isso tudo ajuda muito. Nós vemos aí grandes oportunidades acontecendo, mas em dezembro ainda é um ponto de interrogação”, avaliou.

Para o setor, a concentração de eventos é importante porque garante fluxo de hóspedes em períodos diferentes e reduz a dependência do chamado público orgânico. "Em dezembro a expectativa é menos previsível, especialmente na segunda quinzena, quando a hotelaria passa a depender mais do fluxo espontâneo de visitantes".

A Expogenética também tem peso pelo volume de pessoas envolvidas. Na edição anterior, o evento recebeu mais de 140 mil pessoas, e a organização espera manter ou superar esse movimento neste ano. A programação de 2026 prevê ainda mais de R$ 200 milhões em negócios, considerando leilões, máquinas, equipamentos, consórcios e serviços.

 

proposições

"Pacotão" do governo muda ICMS, incentivos fiscais e IPVA

Projetos do Estado incluem revisão de benefícios tributários e mudanças nas regras de emplacamento de veículos

03/11/2026 08h00

Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul

Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul Foto: Arquivo

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O governo de Mato Grosso do Sul prepara um conjunto de medidas fiscais e administrativas para reorganizar as contas públicas e a estrutura do Executivo a partir do ano que vem. O “pacotão” inclui propostas que já começaram a tramitar na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems) e outras que ainda estão em elaboração, como a possível mudança na alíquota geral do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), a revisão de incentivos fiscais e a reforma administrativa.

Conforme apurou o Correio do Estado, o governador Eduardo Riedel (PP) prepara dois conjuntos de projetos para encaminhamento à Assembleia neste mês.

Um será voltado ao ajuste fiscal, enquanto o outro tratará da reorganização administrativa, com a previsão de separar a atual Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) em duas pastas: Justiça e Segurança Pública. Os textos ainda dependem de formalização e análise dos deputados.

A movimentação ocorre em meio à discussão do orçamento estadual de 2027, estimado em R$ 27,99 bilhões, alta nominal de 2,95%, em relação aos R$ 27,19 bilhões previstos para este ano.

Na mensagem que acompanha o projeto da Lei Orçamentária Anual (LOA), o governador afirma que a proposta foi elaborada para estimar a arrecadação e fixar as despesas da administração pública, considerando o comportamento das receitas e fatores capazes de afetar a arrecadação.

De acordo com o presidente da Alems, deputado Gerson Claro (PP), a previsão orçamentária está relacionada ao desempenho da arrecadação em 2025, especialmente à queda do ICMS sobre o gás natural.

“O orçamento foi bem conservador, com base no índice de receita, já que para elaborar a lei orçamentária é somada a receita corrente líquida dos últimos 11 meses, normalmente com base no ano anterior. Em 2025, nossa receita foi muito ruim, em função da queda de arrecadação do ICMS do gás natural, com queda de 23,8%, no valor de R$ 1,282 bilhão, por isso, esse valor estimado de menos de R$ 28 bilhões para o orçamento, com muita coisa que pode ser suplementada depois”, afirmou.

O orçamento também prevê mudanças na distribuição dos duodécimos dos Poderes, após a alteração da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Teto de Gastos.

De acordo com Gerson Claro, os porcentuais passam a ser de 7,3% para o Poder Judiciário, 3,9% para o Ministério Público, 2,9% para a Assembleia Legislativa, 2,2% para o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul (TCE-MS) e 1,8% para a Defensoria Pública.

Segundo o parlamentar, o governo acrescentou dispositivo à receita corrente líquida para estabelecer um mínimo que assegure a manutenção dos repasses aos Poderes mesmo em caso de redução da arrecadação.

Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul

INCENTIVOS FISCAIS

Entre os temas ainda em discussão está a alíquota modal do ICMS, atualmente em 17% no Estado. Não há porcentual definido para uma eventual alteração e a proposta ainda depende de estudos técnicos e da elaboração de um projeto pelo Executivo.

Gerson Claro afirmou que a discussão considera a necessidade de manter os investimentos e os serviços públicos durante a transição para o novo sistema tributário nacional, que será implementado gradualmente até 2033.

“Nossa alíquota do ICMS é a menor do País, de 17%. Devemos nos basear nos parâmetros, um estado rico como São Paulo, que é de 20%, temos estados ricos em que o índice é 21%. A nossa preocupação é a manutenção do nível de investimentos, dos serviços e a mudança que haverá com a reforma tributária que ainda será implementada até 2033”, declarou.

O presidente da Alems acrescentou que a equipe técnica ainda trabalha na definição do texto. Na avaliação dele, a manutenção de uma alíquota baixa pode afetar a capacidade futura de arrecadação, considerando as regras de distribuição de receitas que serão adotadas com a reforma nacional.

A revisão dos incentivos fiscais também está na pauta. Parte dos benefícios concedidos pelo Estado é formalizada por decreto, e o governo discute quais regras poderão ser incorporadas à legislação.

A discussão envolve a manutenção de tratamentos tributários diferenciados e a possibilidade de revisão de benefícios, inclusive para setores industriais.

Claro afirmou ainda que a reforma tributária nacional já altera as condições para concessão de incentivos e pode influenciar a competição entre os estados por novos empreendimentos. O deputado também ressaltou que a redução de despesas deve integrar a estratégia de equilíbrio fiscal.

“Quando falamos em reforma tributária, não estamos inventando a roda, está acontecendo em nível nacional, os outros estados já fizeram antes da gente, mantivemos esse índice por praticamente dois anos, mas o corte de despesas está no primeiro item daquilo que a gente acredita que é o equilíbrio fiscal, não estamos falando de aumento de tributo, e sim de deixar o equilíbrio do Estado nos mesmos patamares de outros para que, no futuro, quando esse índice estiver estabelecido, a gente não tenha diminuição de receita e comprometimento do futuro do Estado”.

REFIS, IPVA E IBS

Enquanto o pacote de ajuste fiscal ainda está em elaboração, quatro propostas do Executivo foram protocoladas na Alems, o programa de renegociação de débitos (Refis), mudanças na legislação do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), alterações na isenção do primeiro emplacamento de veículos novos e adequações para a implantação do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS).

O Refis prevê condições especiais para regularização de débitos tributários, com descontos de até 90% em multas e juros, conforme as regras do projeto.

A proposta contempla débitos relacionados ao ICMS e ao Fundo de Desenvolvimento do Sistema Rodoviário do Estado de Mato Grosso do Sul (Fundersul). 

No caso do IPVA, a proposta busca formalizar em lei regras relacionadas à aplicação de alíquota de 3% para determinadas categorias de veículos, hoje associadas a decreto do Executivo.

O governo também propõe restringir a isenção da taxa de primeiro emplacamento de veículos novos aos carros populares, com cobrança para veículos considerados de luxo.

Outra frente é a adequação estadual à reforma tributária. O IBS será compartilhado entre estados, Distrito Federal e municípios e substituirá gradualmente o ICMS e o ISS. A implementação exige mudanças na legislação estadual, inclusive na Constituição de Mato Grosso do Sul.

FISCALIZAÇÃO

O Executivo também discute mecanismos de fiscalização tributária relacionados a empresas enquadradas no Simples Nacional. A pauta envolve a utilização de informações sobre recebimentos via Pix ou transferências bancárias para verificar operações sem emissão da respectiva nota fiscal.

Segundo Gerson Claro, o assunto foi discutido após dúvidas de empresários sobre notificações da Secretaria de Estado de Fazenda. A intenção, conforme relatou, é definir regras para o uso dessas informações na fiscalização futura.

O presidente ressaltou que ainda existem debates antes da conclusão do projeto. A possibilidade de cruzamento de dados não significa que todo recebimento por Pix seja irregular nem que uma movimentação bancária isolada resulte automaticamente em multa. Os critérios dependerão das normas aplicáveis e da regulamentação a ser definida.

O governo também avalia uma regulamentação específica para microempreendedores individuais (MEIs), além de outras mudanças tributárias. Ainda não há data definida para o envio dessas propostas.

REFORMA

Em paralelo ao ajuste fiscal, Riedel prepara a reforma administrativa para o segundo mandato. A principal mudança, conforme já adiantou o Correio do Estado, é a divisão da Sejusp em duas secretarias independentes, uma de Justiça e outra de Segurança Pública.

A separação deverá exigir redistribuição de competências, estruturas e cargos atualmente concentrados na Pasta.

A futura Secretaria de Justiça poderá reunir atribuições relacionadas à administração penitenciária, enquanto a Secretaria de Segurança Pública ficará voltada às políticas de prevenção e enfrentamento à criminalidade e à integração das forças policiais. A distribuição definitiva dependerá do projeto.

O governo também avalia a estrutura de outras áreas, mas ainda não há confirmação sobre quais secretarias poderão ser fundidas, desmembradas ou reorganizadas.

Um grupo de trabalho foi criado para analisar aspectos administrativos, orçamentários e operacionais e preparar a estrutura para o plano de governo.
 

Regras Atualizadas

Vale-refeição e alimentação mudam no dia 7; veja as novas regras em MS

Mudanças prometem ampliar a aceitação dos cartões em restaurantes e supermercados, mas dificuldades técnicas podem atrasar a implementação.

02/11/2026 14h41

Novas regras do vale-refeição e alimentação entram em vigor no sábado (7) e devem ampliar as opções de pagamento em Mato Grosso do Sul.

Novas regras do vale-refeição e alimentação entram em vigor no sábado (7) e devem ampliar as opções de pagamento em Mato Grosso do Sul. Foto: Freepik/ND Mais

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Os trabalhadores de Mato Grosso do Sul que recebem vale-refeição (VR) e vale-alimentação (VA) poderão ter mais liberdade para utilizar os benefícios a partir deste sábado (7).

Uma mudança nas regras do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) prevê que cartões de diferentes operadoras passem a funcionar nas mesmas maquininhas, ampliando as opções de pagamento em restaurantes, supermercados, padarias e outros estabelecimentos comerciais.

Na prática, a novidade poderá beneficiar trabalhadores de Campo Grande, Dourados, Três Lagoas, Corumbá e dos demais municípios sul-mato-grossenses, reduzindo as restrições que atualmente impedem a utilização de determinadas bandeiras em alguns estabelecimentos.

A medida faz parte do Decreto Federal nº 12.712, publicado em novembro de 2025, que estabeleceu um período de transição para a integração dos sistemas de pagamento.

O objetivo é ampliar a concorrência entre as operadoras e facilitar a utilização dos benefícios pelos consumidores.

Em Mato Grosso do Sul, levantamento divulgado em novembro de 2025 apontou que 113,2 mil trabalhadores eram atendidos pelo Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT).

Já uma pesquisa realizada entre julho e agosto de 2026 revelou que 25% dos profissionais entrevistados no Estado não recebiam vale-refeição ou alimentação, evidenciando que o acesso aos benefícios ainda não é universal.

Entre as empresas cujos cartões podem ser abrangidos pelas mudanças estão Alelo, Ticket, VR Benefícios, Pluxee, Flash e Swile, conforme a modalidade e o enquadramento dos benefícios nas regras aplicáveis.

Apesar da previsão de entrada em vigor neste sábado, a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) alerta que o setor ainda enfrenta dificuldades técnicas para concluir a integração dos sistemas, o que pode impedir o funcionamento pleno da novidade na data prevista.

O que muda para os trabalhadores de MS?

A principal alteração é a chamada interoperabilidade, mecanismo que permite a comunicação entre diferentes redes de pagamento, independentemente da operadora responsável pela emissão do cartão.

Atualmente, determinados restaurantes e supermercados aceitam apenas algumas bandeiras de vale-refeição ou vale-alimentação, dependendo dos contratos de credenciamento existentes.

Com a nova regra, um estabelecimento habilitado para receber esses benefícios deverá conseguir processar cartões de diferentes operadoras, mesmo sem estar vinculado diretamente à empresa responsável pela emissão.

Em Mato Grosso do Sul, a mudança poderá ampliar as possibilidades de compra principalmente em estabelecimentos menores, onde a aceitação dos cartões pode ser mais limitada.

Isso significa que o trabalhador poderá encontrar mais opções para utilizar o benefício, sem precisar procurar exclusivamente restaurantes ou supermercados conveniados à bandeira do seu cartão.

Entretanto, a nova regulamentação não obriga todos os estabelecimentos comerciais a aceitar vale-refeição e vale-alimentação. A exigência está relacionada à integração das redes habilitadas para processar esses pagamentos.

Restaurantes e supermercados também serão afetados

Além dos trabalhadores, a mudança atinge diretamente bares, restaurantes, supermercados e outros estabelecimentos do setor alimentício em Mato Grosso do Sul.

O decreto também estabeleceu limites para as taxas cobradas nas operações com os benefícios e reduziu o prazo para que os comerciantes recebam os valores das vendas.

Desde fevereiro, o percentual máximo de desconto previsto para essas transações passou a ser de 3,6%, enquanto a tarifa de intercâmbio ficou limitada a 2%, já incluída na estrutura da operação.

Na prática, em uma compra de R$ 100, a taxa máxima de desconto prevista corresponde a R$ 3,60, sem considerar eventuais controvérsias sobre o enquadramento da operação.

Outra mudança é a redução do prazo de repasse dos pagamentos aos estabelecimentos para até 15 dias corridos.

A medida busca melhorar o fluxo de caixa dos comerciantes, que precisam arcar com despesas como salários, fornecedores, energia elétrica e manutenção dos estabelecimentos.

Essas condições já estavam previstas para aplicação em fevereiro de 2026. A novidade programada para novembro é a integração completa das redes de pagamento.

Setor de bares e restaurantes alerta para dificuldades

Apesar da expectativa de ampliar o acesso aos benefícios, a implementação das novas regras ainda enfrenta resistência e dificuldades operacionais.

Em manifestação divulgada no dia 28 de outubro, a Abrasel afirmou que os sistemas das operadoras de benefícios e das empresas responsáveis pelas maquininhas ainda não estão totalmente integrados.

Segundo o presidente-executivo da entidade, Paulo Solmucci, o setor apoia a ampliação da aceitação dos cartões, mas considera que o mercado ainda não está preparado para cumprir integralmente o prazo estabelecido.

A entidade aponta que parte das transações ainda é processada pelas modalidades de débito ou crédito, em vez do sistema específico destinado aos benefícios de alimentação.

Em Mato Grosso do Sul, a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel-MS) já havia manifestado preocupação com o novo decreto, em novembro de 2025, alertando para possíveis impactos nos custos operacionais e para o risco de judicialização das regras.

A integração técnica é responsabilidade das operadoras e das empresas de credenciamento. Conforme a entidade, os restaurantes não precisarão substituir suas maquininhas exclusivamente por causa da mudança.

O valor do vale-refeição vai aumentar?

Para quem recebe vale-refeição ou vale-alimentação, uma das principais dúvidas é se a mudança provocará aumento no saldo disponibilizado pelas empresas.

A resposta é não. As novas regras não determinam aumento ou redução automática do valor recebido mensalmente pelos trabalhadores.

O vale-refeição continuará destinado ao pagamento de refeições prontas, como almoços em restaurantes e refeições em lanchonetes.

Já o vale-alimentação permanecerá voltado à compra de alimentos em supermercados, mercearias e estabelecimentos semelhantes.

Também não será permitido utilizar os recursos para despesas sem relação com alimentação, como academias, cursos e outros serviços.

Os trabalhadores não precisarão trocar seus cartões apenas por causa da nova regulamentação. A ampliação da aceitação dependerá dos ajustes realizados pelas operadoras e pelas redes de pagamento.

Mudança começa neste sábado, mas pode ser gradual

Embora o calendário federal estabeleça o dia 7 de novembro como prazo para a integração dos sistemas, a expectativa é de que a ampliação efetiva da rede de aceitação possa ocorrer gradualmente.

Para evitar transtornos, a orientação é que os trabalhadores confirmem previamente se o restaurante, supermercado ou outro estabelecimento está habilitado para receber a modalidade de benefício utilizada.

Caso a transação seja recusada, o consumidor poderá verificar a situação diretamente com a operadora responsável pelo cartão.

A mudança representa uma tentativa de tornar o mercado de benefícios mais competitivo e ampliar as opções de consumo dos trabalhadores. Em Mato Grosso do Sul, os efeitos práticos dependerão da conclusão da integração tecnológica e da adaptação das empresas envolvidas.

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