O Conselho Estadual de Investimentos Financiáveis pelo Fundo Constitucional de Financiamento do Centro Oeste (Ceif/FCO) começou o ano de 2026 aprovando 73 cartas-consultas que buscam R$ 129,3 milhões em empréstimos do fundo.
Destas, 18 foram para o Setor Empresarial, em um montante de R$ 46.163.801,13 e outras 55 cartas-consultas para o setor Rural, no valor total de R$ 83.136.735,16.
O Fundo é voltado aos empresários e produtores rurais que desejam iniciar, ampliar, modernizar ou relocalizar seus empreendimentos na região Centro-Oeste.
Os empréstimos são feitos com condições diferenciadas de pagamentos, que rendem benefícios aos empreendedores como taxas de juros mais baixas que as do mercado, um prazo de pagamento mais longo e carência maior. O valor máximo financiado é de R$ 20 milhões.
Em 2025, o FCO injetou R$ 3,24 bilhões na economia de Mato Grosso do Sul, valor recorde no Estado.
Inicialmente, o repasse da Superintendência para o Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco) foi de R$ 2,7 bilhões, mas aumentou devido ao aumento das demandas, reajustando o valor até chegar em R$ 3,2 bilhões.
A maior parte foi repassada para projetos de pequenos e médios empresários pelo FCO Rural, que ficaram com 72% do volume investido. Os demais 28% foram distribuídos entre os médios e grandes produtores rurais.
Do mesmo modo como na linha FCO Rural, o FCO Empresarial também beneficiou mais os mini e pequenos empresários, sendo 52% do total. Os médio-grandes e grandes empresários ficaram com 10,6% do volume liberado.
O destino dos recursos nessa linha é mais centralizado no quesito de distribuição regional, já que as maiores cidades concentram as maiores empresas.
Para 2026
O volume já aprovado do FCO para Mato Grosso do Sul em 2026 é de R$ 3,1 bilhões. Metade será aplicado no setor empresarial, voltado à indústria, comércio, serviços e turismo, enquanto a outra metade, será destinada às atividades do setor rural.
O valor representa um aumento de 14% em relação ao volume inicial de 2025, já que o Estado foi o único da região que precisou de novos aportes porque o valor disponibilizado inicialmente foi insuficiente para atender às demandas, como afirmou o secretário executivo de Desenvolvimento Econômico Sustentável da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Rogério Beretta.
“Fomos o único Estado da região que precisou de novos aportes de recursos porque o valor disponibilizado foi insuficiente para atender a demanda”, ponderou, já prevendo que o valor reservado para 2026 seja reajustado no segundo semestre para atender a demanda.
Como ter acesso ao FCO
Para solicitar o financiamento por meio do FCO, é necessário ser produtor rural ou empresário (de micro a grande porte) e desenvolver suas atividades nos estados da região Centro-Oeste (Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás ou no Distrito Federal).
Os interessados em obter financiamento com recursos do Fundo devem procurar o Banco do Brasil S/A ou uma das Instituições Credenciadas:
- Banco Cooperativo do Brasil S.A – BANCOOB;
- Banco de Brasília S.A – BRB;
- Banco de Desenvolvimento do Extremo Sul – BRDE;
- Cooperativa de Crédito Rural – CREDICOAMO;
- Cooperativa Central de Crédito Rural com Interação Solidária – CENTRAL CRESOL SICOPER;
- Agência de Fomento de Goiás S.A – GOIÁSFOMENTO;
- Agência de Fomento de Estado de Mato Grosso S.A – MT FOMENTO; e
- Banco Cooperativo SICREDI S.A.
- UNICRED-MT (Cooperativa De Crédito dos Médicos, Profissionais Da Saúde e Empresários de Mato Grosso)
- Caixa Econômica Federal
Desde 2023, todas as cartas-consultas com propostas de empreendimentos tanto no setor Rural quanto no setor Empresarial podem ser preenchidas e enviadas de modo digital no site da Superintendência de Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco).

