Economia

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Fiat e GM estão entre montadoras livres do aumento de IPI

Fiat e GM estão entre montadoras livres do aumento de IPI

ig

01/02/2012 - 04h00
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O governo divulgou nesta terça-feira a lista definitiva das 18 montadoras que estão livres do pagamento de imposto mais alto na produção de veículos até dezembro deste ano, por cumprirem regras de produção nacional e investimento. A lista anterior era provisória e só garantia o benefício fiscal até amanhã, 1º de fevereiro. As montadoras são as seguintes: Agrale, Caoa (Hyundai), Fiat, Ford, GM, Honda, Iveco, MAN, Mercedes-Benz, MMC, Nissan, Peugeot, Renault, Scania, Toyota, Volkswagen, Volvo e International Indústria Automotiva da América do Sul.

De acordo com portaria publicada nesta terça-feira no Diário Oficial da União, essas são as empresas que cumprem os requisitos mínimos de produção nacional e investimento em inovação, exigidos pelo governo, para conceder o benefício de redução da alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) incidente sobre os veículos fabricados em qualquer de seus estabelecimentos industriais ou importados do Mercosul e México.

Empresas não enquadradas, o que inclui principalmente fabricantes chineses e de carros de luxo, pagam imposto 30 pontos porcentuais maior desde dezembro do ano passado. De acordo com a portaria publicada hoje, pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, as empresas habilitadas ainda estão sujeitas à verificação do cumprimento dos requisitos exigidos, bem como ao cancelamento da habilitação definitiva.

Para pagar imposto menor, as empresas devem ter conteúdo nacional acima de 65%, realizar ao menos seis de 11 etapas da fabricação de veículos no País e investir 0,5% do faturamento líquido em pesquisa e desenvolvimento. Para essas empresas, as alíquotas de IPI para veículos variam de 7% a 25%, dependendo do modelo e potência do automóvel. Montadoras que não cumprem as exigências pagam imposto maior, que varia de 37% a 55%, dependendo das cilindradas. O aumento do tributo vale até dezembro de 2012 e faz parte do plano de estímulo à indústria "Brasil Maior".

Bolso do torcedor

Chocolate, cerveja e TV puxam inflação da Copa em Campo Grande

Levantamento mostra que preços de itens consumidos durante os jogos subiram acima da inflação oficial entre as Copas de 2022 e 2026

11/06/2026 16h08

Consumo de cerveja durante jogo da seleção

Consumo de cerveja durante jogo da seleção iStock/FG Trade

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A “inflação” da Copa do Mundo em Campo Grande é bem maior que a inflação aferida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Levantamento feito pela Lifetime mostra que a maioria dos itens do “carrinho da Copa” teve variação de preço superior ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em Campo Grande no período compreendido entre a Copa de 2022, no Catar, e a Copa de 2026, realizada na América do Norte.

O chocolate foi o item com a maior variação no período, com 42% de aumento. O IPCA acumulado no mesmo intervalo foi de 17,27%.

Depois do chocolate aparecem cerveja (28%), refrigerante e água mineral (24%), carnes (16%) e biscoito (9%).

O chocolate, tradicional companheiro de lanches e confraternizações durante os jogos, foi fortemente pressionado por fatores globais e climáticos. As quebras de safra de cacau nos principais países produtores — especialmente Costa do Marfim e Gana — elevaram o preço internacional da commodity a recordes históricos, movimento que acabou chegando às prateleiras brasileiras.

A economista-chefe da Lifetime, Marcela Kawauti, destaca que esse repasse foi inevitável.

“O aumento expressivo do chocolate está diretamente ligado à escalada do preço do cacau no mercado internacional. Eventos climáticos severos reduziram a oferta global, levando a uma alta abrupta da matéria-prima. Como a cadeia produtiva depende fortemente de importações, o impacto no preço final ao consumidor foi rápido e bastante significativo”, explica.

Serviços

Também houve aumentos significativos no segmento de serviços. A TV por assinatura registrou alta de 27%, liderando a inflação desse grupo em Campo Grande. Na sequência aparece o serviço de streaming, com avanço de 19%, impulsionado pela maior oferta de conteúdo e reajustes recentes das plataformas.

Para a economista-chefe da Lifetime, Marcela Kawauti, o movimento reflete tanto tendências nacionais quanto particularidades regionais.

“Os produtos mais ligados à experiência de assistir aos jogos — como cerveja, chocolate e carnes — tiveram reajustes relevantes em Campo Grande. Em anos de Copa, esse impacto é ainda mais sentido, porque boa parte das famílias aumenta o consumo desses itens. Antecipar compras e buscar substituições pode ajudar a aliviar o orçamento”, afirma a economista.

Inflação do “Carrinho da Copa”

  • Chocolate em barra e bombom — 42%
  • Cerveja (em casa) — 28%
  • TV por assinatura — 27%
  • Refrigerante e água mineral (fora de casa) — 24%
  • Refrigerante e água mineral (em casa) — 22%
  • Alimentação fora de casa — 20%
  • Serviços de streaming — 20%
  • Lanche — 19%
  • Cerveja (fora de casa) — 16%
  • Índice geral — 16%
  • Pão francês — 16%
  • Suco de frutas — 16%
  • Carnes — 13%
  • Queijo — 13%
  • Combo de telefonia/internet e TV — 13%
  • Alimentação e bebidas — 11%
  • Plano de telefonia móvel — 9%
  • Biscoito — 4%
  • Acesso à internet — 1%
  • Televisor — -5%
  • Plano de telefonia fixa — -8%
  • Linguiça — -9%
  • Aparelho — -13%
  • Conserto de aparelho celular — -14%

Levantamento

Moradores de Campo Grande precisam trabalhar 114 horas para comprar cesta básica

O valor da cesta básica no mês de maio na Capital foi o 8º maior valor entre as capitais do Brasil

11/06/2026 15h30

Preço da cesta básica equivale a mais da metade do salário mínimo

Preço da cesta básica equivale a mais da metade do salário mínimo FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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O cidadão campo-grandense voltou a sentir no bolso o valor da cesta básica na Capital. Segundo o levantamento conjunto do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o trabalhador que recebe salário mínimo precisou trabalhar cerca de 114 horas e 10 minutos para garantir a alimentação básica mensal no mês de maio. 

Esse foi o maior tempo de trabalho registrado em 2026, mesmo tendo a menor variação mensal do País de abril para maio, de 1,73%. 

O custo da cesta básica em Campo Grande no quinto mês do ano foi de R$ 841,19, correspondendo ao 8º maior custo do Brasil. No acumulado de maio de 2025 a maio de 2026 foi de 6,56%. Somente neste ano, de janeiro a maio, o preço registrou alta de 8,41%. 

Mesmo com a menor variação mensal do País, o valor da cesta compromete 56,10% do salário mínimo brasileiro, que corresponde ao valor de R$ 1.621. Em abril, a cesta correspondia a aproximadamente 55% do salário mínimo.

Em março, a porcentagem foi de 53,75%; em fevereiro, 52,04% e, em janeiro, o valor correspondeu a 52,25% do salário mínimo. Em maio de 2025, a cesta comprometia 56,22% do salário minimo recebido após desconto da Previdência Social.

Entre abril e maio, apenas três produtos que compõem a cesta básica tiveram aumento nos preços médios: a batata (46,71%), o tomate (21,37%) e o feijão carioca (8,37%). Os outros 10 itens apresentaram queda de preço, com destaque para a banana (-10,84%) e o café em pó (-7,86%). 

No acumulado do ano, ou seja, entre dezembro e maio, seis produtos registraram alta: tomate (92,64%), batata (80,15%), feijão carioca (47,05%), leite integral (4,17%), carne bovina de primeira (2,77%) e arroz agulhinha (2,25%). 

As quedas foram puxadas pela banana (-14,89%), açúcar cristal (-13,48%), café em pó (-11,59%), óleo de soja (-9,09%), farinha de trigo (-5,83%), manteiga (-1,19%) e pão francês (-0,55%).

Nacional

No mês de maio, todas as capitais brasileiras registraram alta no valor da cesta básica. As maiores elevações ocorreram em Recife (8,05%), Florianópolis (7,81%), Fortaleza (7,48%), Porto Alegre (7,24%), Maceió (6,68%), João Pessoa (6,22%), Natal (6,18%), Curitiba (5,91%), Aracaju (5,39%), Teresina (5,36%), Cuiabá (5,16%) e São Paulo (5,08%).

São Paulo foi a capital com o valor mais caro dos alimentos básicos, com custo chegando a R$ 952,20. Em seguida, aparecem Cuiabá (R$ 925,49), Rio de Janeiro (R$ 914,48) e Florianópolis (R$ 913,43).

Com base na cesta mais cara, o valor estimado pela Dieese que seria suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e sua família, considerando que este deveria ser o suficiente para cobrir despesas de alimentação, saúde, moradia, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, deveria ser de R$ 7.999,44, ou seja, 4,93 vezes o valor do salário mínimo atual. 

Os alimentos que aumentaram em grande parte das capitais de abril a maio foram a batata (subiu em todas as capitais), carne bovina de primeira (caiu apenas em Campo Grande), tomate (caiu apenas em São Luís), feijão (caiu apenas em Porto Alegre), leite integral (aumentou em 23 capitais) e o arroz agulhinha (aumentou em 18 capitais). 

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