Economia

Contas públicas

Governo do Estado rompe o limite prudencial para gastos com pessoal

Despesas com pessoal atingiram 46,92% da receita corrente líquida, ligeiramente acima do estabelecido pela legislação

Continue lendo...

O governo de Mato Grosso do Sul ultrapassou, no primeiro quadrimestre deste ano, uma barreira que raramente rompeu nos últimos anos: o limite prudencial de gastos com pessoal, previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). A razão para o Estado estar gastando com pessoal mais que o recomendado é a frustração de receitas neste início de ano.

O relatório resumido de gestão fiscal, publicado na semana passada, no Diário Oficial do Estado, indica que Mato Grosso do Sul tem uma receita corrente líquida ajustada – conforme os critérios da LRF – de R$ 20,63 bilhões e despesas com pessoal de R$ 9,68 bilhões, o que corresponde a 46,92% da receita corrente líquida.
O limite prudencial de gastos com pessoal previsto pela LRF é de 46,55%, o equivalente, segundo as contas da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz), a R$ 9,6 bilhões.

Ou seja, por R$ 80 milhões a mais em gastos com pessoal, considerando uma média ponderada de 12 meses, Mato Grosso do Sul ultrapassou o limite prudencial da LRF.

A lei estabelece outros limites: o de alerta, em que os gastos com pessoal devem representar 44,1% da receita corrente líquida; e o limite máximo – esse sim passível de punições, como ações por improbidade – de 49%, o que, conforme os dados publicados, corresponderia a R$ 10,1 bilhões.

O Correio do Estado apurou que grande parte da frustração de receita do governo decorre da queda na arrecadação com o gás natural, cujas importações caíram 29% no primeiro quadrimestre deste ano, em comparação com o mesmo período de 2024. A Petrobras importou da Bolívia, de janeiro a abril, US$ 305 milhões em gás – US$ 123 milhões a menos que no mesmo período do ano passado.

Apesar de ter ultrapassado o limite prudencial, as receitas nominais do Estado estão em crescimento. Em abril, Mato Grosso do Sul teve uma receita total – que inclui arrecadação de impostos e transferências obrigatórias da União – de R$ 2,57 bilhões, dos quais R$ 1,73 bilhão vieram de impostos e contribuições.

O valor superou o arrecadado em março (R$ 2,51 bilhões), mas ficou abaixo de janeiro e fevereiro (R$ 3,09 bilhões e R$ 2,63 bilhões, respectivamente), meses influenciados pelo pagamento do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA).

Os resultados de arrecadação no primeiro quadrimestre levaram a Sefaz a revisar levemente para cima a estimativa de receita anual. Enquanto o Orçamento deste ano previa R$ 24,197 bilhões em recursos, o relatório resumido de execução orçamentária atualizou o valor para R$ 24,21 bilhões.

O QUE DIZ O GOVERNO?

Procurado, o governo de MS informou que tem a obrigação legal de publicar periodicamente o relatório de gestão fiscal e destacou que o último documento registrou “um ligeiro aumento da porcentagem de gastos com pessoal”. Para a administração estadual, o aumento da proporção não significa necessariamente um crescimento nas despesas.

“O estado de Mato Grosso do Sul mantém foco na qualidade dos gastos, na solidez fiscal e na gestão eficiente, que o levaram ao topo dos estados que mais investem porcentual de sua receita corrente líquida e que o fizeram a receber a classificação máxima do Tesouro Nacional na avaliação de solidez e equilíbrio fiscal dos estados”, informou o governo, por meio de nota.

OUTRO RELATÓRIO

O Correio do Estado também teve, na semana passada, acesso ao mesmo relatório publicado pelo Tesouro, só que referente ao primeiro bimestre do ano.

O documento mostra que as receitas correntes tiveram aumento de 8%, passando de R$ 4,12 bilhões para R$ 4,47 bilhões em janeiro e fevereiro. No mesmo período, porém, a despesa corrente total subiu 25%, saltando de R$ 2,99 bilhões para R$ 3,74 bilhões.

Ou seja, as despesas cresceram 3,1 vezes mais que as receitas. Somente Alagoas apresentou desempenho pior. Lá, a receita aumentou 18%, mas as despesas tiveram uma alta de 59% (ou de 3,2 vezes).

Entre as explicações para o crescente aumento dos gastos na administração estadual está a folha salarial. O mesmo relatório revela que MS comprometeu 60% de seu faturamento com as despesas com pessoal.

Assine o Correio do Estado

economia

Novo Desenrola pode retomar relação entre renda e consumo e impulsionar inflação

Novo Desenrola pode restabelecer a relação entre alívio no orçamento das famílias e aumento da demanda por bens e serviços, com potencial de pressionar a inflação no curto prazo e voltar a exigir atenção do Banco Central

17/05/2026 10h45

Continue Lendo...

Em meio à inadimplência recorde, os bancos têm adotado postura mais conservadora na concessão de crédito, o que contribuiu para um descasamento entre o crescimento da renda e do consumo. Especialistas ouvidos pelo Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) avaliam, porém, que o Novo Desenrola pode restabelecer a relação entre alívio no orçamento das famílias e aumento da demanda por bens e serviços, com potencial de pressionar a inflação no curto prazo e voltar a exigir atenção do Banco Central (BC).

O programa reduz o comprometimento da renda com o serviço da dívida, ampliando a capacidade de pagamento e a renda disponível "Isso pode se traduzir em maior consumo ou na contratação de novos empréstimos, a depender do conservadorismo dos bancos", afirma Alexandre Albuquerque, vice-presidente e analista sênior da Moody’s Ratings.

Segundo ele, considerando a dinâmica dos últimos 18 a 24 meses, a tendência é que as instituições financeiras mantenham cautela, sobretudo em linhas de maior risco, como crédito pessoal. Albuquerque ressalta que, embora o tomador deixe de constar como negativado, a dívida não desaparece: "Ela diminui, mas continua existindo".

Na mesma direção, Luis Otavio Leal, economista-chefe da G5 Partners, observa que o crescimento da renda já aponta para aumento do consumo e avalia que o programa é desfavorável ao BC. "Acho o Desenrola ruim para o Banco Central, pois impacta a inflação", resume.

Antes mesmo do início do Novo Desenrola, a renda disponível bruta das famílias - renda do trabalho somada a transferências fiscais e benefícios, líquida de impostos - cresceu 11,1% em março, após alta de 9,5% em fevereiro, segundo cálculos do Goldman Sachs. Em relatório, Alberto Ramos, diretor de pesquisa econômica para a América Latina do banco, atribui o resultado a uma postura creditícia e fiscal/parafiscal "altamente ativista", que manteria o hiato do produto em território positivo, pressionaria a inflação (especialmente a de serviços) e reduziria a eficácia da política monetária.

No comunicado da reunião de abril, o Comitê de Política Monetária (Copom) também destacou como risco de alta "uma maior resiliência na inflação de serviços do que a projetada, em função de um hiato do produto mais positivo".

Para Roberto Padovani, economista-chefe do Banco BV, como o programa ainda não opera plenamente, os efeitos inflacionários permanecem mais teóricos. Ele aponta, contudo, um conflito de objetivos: o governo busca estimular a economia por instrumentos fiscais e parafiscais, enquanto o BC tenta conter a inflação e as expectativas. "No fim, acho que teremos juros elevados por mais tempo, o que contraria o objetivo do Novo Desenrola", diz.

Ainda assim, Felipe Salles, economista-chefe do C6 Bank, considera que, no curto prazo, fatores como o conflito no Irã, o câmbio e os preços de commodities - especialmente alimentos e petróleo - devem ter peso maior na condução da política monetária do que o programa. "O Banco Central vai acompanhar e estimar os impactos, mas acreditamos que esse efeito tende a ser muito baixo", afirma.

Enquanto isso, a inadimplência vem batendo recordes desde janeiro de 2025. O número de pessoas com o CPF registrado em cadastros de inadimplência atingiu 82,8 milhões em março, segundo a Serasa Experian.

LOTERIA

Resultado da Mega-Sena de ontem, concurso 3009, sábado (16/05): veja o rateio

A Mega-Sena realiza três sorteios semanais, terça, quinta e sábado, sempre às 20h; veja quais os números sorteados no último concurso

17/05/2026 08h15

Continue Lendo...

A Caixa Econômica Federal realizou o sorteio do concurso 3009 da Mega-Sena na noite deste sábado, 16 de maio de 2026, a partir das 21h (de Brasília). A extração dos números ocorreu no Espaço da Sorte, em São Paulo, com um prêmio estimado em R$65 milhões.

Confira os detalhes das apostas ganhadoras:

6 acertos
Não houve ganhadores

5 acertos
136 apostas ganhadoras, R$ 19.052,37

4 acertos
6.714 apostas ganhadoras, R$ 636,14

Confira o resultado da Mega-Sena!

Os números da Mega-Sena 3009 são:

  • 21 - 06 - 04 - 08 - 18 - 30

O sorteio foi transmitido ao vivo pela Caixa Econômica Federal e pôde ser assistido no canal oficial da Caixa no Youtube.

Próximo sorteio: Mega-Sena 3010

Como a Mega Sena tem três sorteios regulares semanais, o próximo sorteio ocorre na terça-feira, 19 de maio, a partir das 20 horas, pelo concurso 3010. O valor da premiação vai depender se no sorteio atual o prêmio será acumulado ou não.

Para participar dos sorteios da Mega-Sena é necessário fazer um jogo nas casas lotéricas ou canais eletrônicos.

A aposta mínima custa R$ 6,00 para um jogo simples, em que o apostador pode escolher 6 dentre as 60 dezenas disponíveis, e fatura prêmio se acertar de 4 a 6 números.

Como jogar na Mega-Sena

A Mega-Sena paga milhões para o acertador dos 6 números sorteados. Ainda é possível ganhar prêmios ao acertar 4 ou 5 números dentre os 60 disponíveis no volante de apostas.

Para realizar o sonho de ser milionário, você deve marcar de 6 a 20 números do volante, podendo deixar que o sistema escolha os números para você (Surpresinha) e/ou concorrer com a mesma aposta por 2, 3, 4, 6, 8, 9 e 12 concursos consecutivos (Teimosinha).

Assine o Correio do Estado

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).