Economia

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Governo Lula pede que STF adie julgamento sobre FGTS

A preocupação do governo é conciliar a demanda dos trabalhadores de assegurar a manutenção do poder de compra dos valores no FGTS e as necessidades do Sistema Financeiro de Habitação

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O governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu ao STF (Supremo Tribunal Federal) o adiamento do julgamento da ação sobre a correção dos valores do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), inicialmente previsto para quarta-feira (8).

O ministro da AGU (Advocacia-Geral da União), Jorge Messias, afirmou nesta segunda-feira (6) que o objetivo é encontrar uma solução negociada com as centrais sindicais para o impasse envolvendo os depósitos dos trabalhadores.

O governo solicitou um prazo de 30 dias para a construção de um acordo, semelhante ao pedido já feito pelas próprias centrais sindicais, como mostrou o Painel. Caso a demanda seja acolhida pela Corte, o julgamento poderia ser retomado no início de dezembro.

"A ideia é que a solução seja construída e apresentada ao Supremo Tribunal Federal ainda no ano de 2023", disse Messias.

Segundo o ministro, a preocupação do governo é conciliar a demanda dos trabalhadores de assegurar a manutenção do poder de compra dos valores no FGTS (com correção pela inflação) e as necessidades do Sistema Financeiro de Habitação.

"Nós entendemos que o fundo de garantia possui uma função híbrida, que é garantir o seguro do trabalhador em caso de desemprego ou aposentadoria, mas é preciso também compatibilizar com as demais funções essenciais do fundo, a exemplo do financiamento em habitação, saneamento básico e infraestrutura urbana", disse o ministro.

Messias confirmou o teor de estudos internos feitos pelo Executivo para alertar os ministros do Supremo sobre as consequências econômicas de uma decisão como a do relator, ministro Luiz Roberto Barroso, que votou pela atualização dos depósitos do FGTS pelo mesmo índice da poupança.

"Essa simulação é muito preocupante, porque ela gera um impacto fiscal da ordem de R$ 31 bilhões em 15 anos nos cofres públicos e um déficit de contratação de habitações, principalmente no faixa 1 do Minha Casa, Minha Vida, da ordem de 1 milhão de unidades habitacionais", disse Messias.

"Nós estamos falando de uma medida que vai impactar sensivelmente toda a sociedade. É importante dizer que a sociedade também participa do FGTS não só como cotista do fundo, mas também como tomadora dos empréstimos oriundos do fundo para o financiamento habitacional. São valores que precisam ser compatibilizados", afirmou.

O FGTS é usado como uma fonte barata de financiamento do programa habitacional, e membros do governo afirmam que assegurar uma remuneração maior aos trabalhadores teria como consequência o encarecimento do crédito às famílias para a compra da casa própria. Segundo dados do governo, 65% dos cotistas do fundo já financiaram ou estão com financiamento em curso para habitação.

Como mostrou a Folha de S.Paulo, o governo pretende costurar um acordo que assegure a correção dos valores do FGTS pela inflação em todos os anos.

A proposta prevê a distribuição do lucro do fundo em todos os exercícios, a exemplo do que ocorre hoje de forma opcional e que tem assegurado aos trabalhadores um retorno maior do que a inflação.

Caso a distribuição de resultados não seja suficiente para assegurar a correção do FGTS pelo IPCA em determinado ano, caberá ao Conselho Curador determinar uma forma de compensação para alcançar o índice.

Messias não deu detalhes sobre as negociações em curso, mas disse que, na perspectiva do governo, a distribuição dos lucros do fundo com os trabalhadores já tem sido suficiente para manter o poder real de compra dos depósitos.

"Há uma sensibilidade do Supremo em relação aos nossos argumentos, e nós confiamos no Supremo para que possa compatibilizar todos esses interesses em jogo", afirmou o ministro.

SOBERANIA

Sanções dos EUA contra o Irã ameaçam exportações de MS

Iranianos estão na lista dos dez principais parceiros comerciais de Mato Grosso do Sul e neste ano as vendas para o país persa já superam os US$ 130 milhões

25/08/2026 12h51

Milho é um dos principais produtos que MS venda para o Irã, que também compra soja e carne bovina

Milho é um dos principais produtos que MS venda para o Irã, que também compra soja e carne bovina

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Se o governo de Donald Trump cumprir as ameaças e impuser sanções a países, bancos e empresas que mantenham relações comerciais com o Irã, a economia de Mato Grosso do Sul, que até aqui havia escapado praticamente ilesa dos tarifaços impostos pelos Estados Unidos ao Brasil, tende a sofrer sérios danos, já que em julho o Irã foi sexto maior parceiro comercial do Estado, ficando à frente de países como Argentina e Chile, por exemplo.

E, se forem computados os dados relativos aos sete primeiros meses do ano, conforme o Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio, o país persa aparece na lista dos dez principais parceiros comerciais do Estado, com US$ 131,1 milhões, o equivalente a cerca de R$ 680 milhões. Somente em julho as vendas para os iranianos somaram em torno de R$ 190 milhões.

Embora longe atrás da importância da China, que responde por 49,2% das exportações de Mato Grosso do Sul, o Irã comprou o equivalente a 1,8% de tudo aquilo que o Estado exportou nos primeiros sete meses deste ano. Neste mesmo período, os Estados Unidos, compraram 6,3% daquilo que o Estado vendeu, o equivalente a US$ 454 milhões.

E a importância do Irã, que importou principalmente milho, está em frança expansão, com crescimento de quase 98% na comparação com igual período de 2025. Dentre os dez principais parceiros comerciais de MS, o Irã foi o que teve o maior crescimento percentual em 2026. No ano passado inteiro as importações dos iranianos somaram US$ 171,1 milhões e já foram 88% maiores que no ano anterior.

Em 2025, quando o Irã representou 1,6% das vendas externas do Estado, as maiores vendas ocorreram nos últimos meses do ano e são estas que agora podem ser prejudicadas se o Governo brasileiro acatar as determinações dos Estados Unidos. 

As ameaças norte-americananas são uma tentativa de ampliar o isolamento financeiro do Irã e acelerar o fim da guerra que já se aproxima de seis meses. O secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, disse que Washington está entrando em contato com governos de diferentes países para apresentar exigências específicas de redução ou encerramento dos vínculos econômicos com o Irã. 

Segundo ele, os parceiros comerciais de Teerã receberão um prazo para se adequar. Quem não cumprir poderá ser alvo de punições unilaterais dos Estados Unidos.

Nos sete primeiros meses do ano, Mato Grosso do Sul exportou o equivalente US$ 7,2 bilhões, o que representa aumento de 12,8% na comparação com igual período do ano passado. 


 

RESTITUIÇÃO

Último lote de restituição do IR injeta R$ 17 milhões na economia de MS

7.615 contribuintes sul-mato-grossenses já podem consultar o valor da restituição

25/08/2026 11h05

Sul-mato-grossense terá alívio no bolso neste fim de mês com pagamento da restituição do Imposto de Renda

Sul-mato-grossense terá alívio no bolso neste fim de mês com pagamento da restituição do Imposto de Renda Foto: divulgação

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Quarto e último lote de restituição do Imposto de Renda de Pessoas Físicas (IRPF 2026 - ano base 2025) vai injetar R$ 17.280.747,2 na economia de Mato Grosso do Sul, neste mês de agosto de 2026.

7.615 contribuintes sul-mato-grossenses podem consultar o valor da restituição neste site. A quantia será paga na próxima segunda-feira (31).

No Brasil, 521.935 contribuintes serão contemplados, em um lote que soma R$ 1,24 bilhão.

O pagamento é realizado na conta bancária informada na declaração de Imposto de Renda, de forma direta ou por meio de chave pix.

COMO CONSULTAR?

Veja o passo a passo de como consultar a restituição:

  1. Acesse este site
  2. Clique em "Consultar restituição de Imposto de Renda"
  3. Clique em "Iniciar"
  4. Informe o CPF e data de nascimento
  5. Clique em "Consultar"

CALENDÁRIO

Veja as datas de restituição de cada lote:

  • 1° lote: 29 de maio
  • 2° lote: 30 de junho
  • 3° lote: 31 de julho
  • 4° lote: 31 de agosto

* Vale ressaltar que o número de lotes foi reduzido de cinco para quatro

Confira a ordem de prioridades nas restituições:

  1. Idade igual ou superior a 80 anos;
  2. Idade igual ou superior a 60 anos, deficientes e portadores de moléstia grave;
  3. Pessoa que tenha maior fonte de renda vinda do magistério;
  4. Quem utilizou conjuntamente a declaração pré-preenchida e optou pela restituição no Pix;
  5. Quem utilizou exclusivamente a declaração pré-preenchida ou optou pela restituição no Pix; e
  6. Demais contribuintes

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