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Iagro e Famasul orientam registro de vacina

Iagro e Famasul orientam registro de vacina

DA REDAÇÃO

28/10/2011 - 13h19
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O procedimento para registro de vacinação contra aftosa que deve ser feito, a partir dessa campanha, pela internet, está sendo repassado para os sindicatos rurais do Estado em reunião hoje (28) na sede da Federação de Agricultura e Pecuária de MS (Famasul). O objetivo é levar esclarecimentos e orientações para os produtores rurais.

“Quanto mais trabalharmos para o controle e a organização, damos mais visibilidade ao nosso sistema sanitário que atende as mais exigentes auditorias de mercado externo”, afirmou a diretora presidente da Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro), Cristina Carrijo, durante a reunião. Atualmente cerca de 30 mil produtores no Estado já possuem a senha para fazer o acesso no site e registro da vacina. “A Famasul está auxiliando na divulgação para que a informação chegue ao produtor rural e para isso contamos com o apoio dos Sindicatos”, afirma Horácio Tinoco, médico veterinário da instituição.

Com uma senha individual, que será fornecida nos escritórios da Iagro, todas as próximas campanhas serão registradas online, garantindo mais agilidade aos pecuaristas sul-mato-grossenses. “O produtor se dirige a Iagro para retirar a senha somente uma vez e a partir de então, a cada vacinação, faz o procedimento pela internet”, complementa Carrijo.

Confira o calendário de novembro:

REGIÃO DO PLANALTO - 01 a 30 de novembro - vacinação de todo o rebanho bovino e bubalino, independente da idade

REGIÃO DA ZONA DE FRONTEIRA (antiga ZAV) - 01 a 30 de novembro - vacinação de todo o rebanho bovino e bubalino, independente da idade

REGIÃO DO PANTANAL (optantes etapa novembro) - 01 de novembro a 15 de dezembro - vacinação de todo o rebanho bovino e bubalino, independente da idade

Mais informações pelos telefones 67 3901-2717 (Iagro), 3318-3600 (Sefaz) ou 0800-6476713 (Disk Ajuda).

 

Câmara

Hugo Motta defende fim da escala 6x1 e fala em texto de convergência sobre o tema

Segundo o presidente da Câmara, a ideia é que o texto vá a votação ainda em maio - isto é, esta semana

17/05/2026 13h50

Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados

Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados Agência Câmara

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O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), defendeu neste domingo, 17, a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala de seis dias de trabalho por um de descanso, a 6x1. Depois de participar de uma corrida pelos 200 anos da Casa, o parlamentar disse que a ideia é construir um “texto de convergência” sobre o tema, que opõe o governo e a oposição.

“Vamos sentar para tentar fazer um texto de convergência”, disse Motta.

“Essa matéria não pertence à oposição ou ao governo, ela pertence ao País. Se pudermos dar uma demonstração de unidade em torno desse tema, é mais uma demonstração que a Câmara dará de estar ligada ao que a população brasileira espera de nós.”

Segundo o presidente da Câmara, a ideia é que o texto vá a votação ainda em maio - isto é, esta semana. Uma comissão especial da Casa debate duas PECs sobre o tema. O setor privado tem defendido que haja um período de transição para o fim da escala 6x1, e a oposição já apresentou emendas para tentar criar esse prazo ou manter a jornada de 44 horas semanais em alguns casos.

O relator da comissão especial, deputado Léo Prates (Republicanos-BA), deve apresentar o parecer sobre a redução da jornada na próxima quarta-feira, dia 20.

economia

Novo Desenrola pode retomar relação entre renda e consumo e impulsionar inflação

Novo Desenrola pode restabelecer a relação entre alívio no orçamento das famílias e aumento da demanda por bens e serviços, com potencial de pressionar a inflação no curto prazo e voltar a exigir atenção do Banco Central

17/05/2026 10h45

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Em meio à inadimplência recorde, os bancos têm adotado postura mais conservadora na concessão de crédito, o que contribuiu para um descasamento entre o crescimento da renda e do consumo. Especialistas ouvidos pelo Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) avaliam, porém, que o Novo Desenrola pode restabelecer a relação entre alívio no orçamento das famílias e aumento da demanda por bens e serviços, com potencial de pressionar a inflação no curto prazo e voltar a exigir atenção do Banco Central (BC).

O programa reduz o comprometimento da renda com o serviço da dívida, ampliando a capacidade de pagamento e a renda disponível "Isso pode se traduzir em maior consumo ou na contratação de novos empréstimos, a depender do conservadorismo dos bancos", afirma Alexandre Albuquerque, vice-presidente e analista sênior da Moody’s Ratings.

Segundo ele, considerando a dinâmica dos últimos 18 a 24 meses, a tendência é que as instituições financeiras mantenham cautela, sobretudo em linhas de maior risco, como crédito pessoal. Albuquerque ressalta que, embora o tomador deixe de constar como negativado, a dívida não desaparece: "Ela diminui, mas continua existindo".

Na mesma direção, Luis Otavio Leal, economista-chefe da G5 Partners, observa que o crescimento da renda já aponta para aumento do consumo e avalia que o programa é desfavorável ao BC. "Acho o Desenrola ruim para o Banco Central, pois impacta a inflação", resume.

Antes mesmo do início do Novo Desenrola, a renda disponível bruta das famílias - renda do trabalho somada a transferências fiscais e benefícios, líquida de impostos - cresceu 11,1% em março, após alta de 9,5% em fevereiro, segundo cálculos do Goldman Sachs. Em relatório, Alberto Ramos, diretor de pesquisa econômica para a América Latina do banco, atribui o resultado a uma postura creditícia e fiscal/parafiscal "altamente ativista", que manteria o hiato do produto em território positivo, pressionaria a inflação (especialmente a de serviços) e reduziria a eficácia da política monetária.

No comunicado da reunião de abril, o Comitê de Política Monetária (Copom) também destacou como risco de alta "uma maior resiliência na inflação de serviços do que a projetada, em função de um hiato do produto mais positivo".

Para Roberto Padovani, economista-chefe do Banco BV, como o programa ainda não opera plenamente, os efeitos inflacionários permanecem mais teóricos. Ele aponta, contudo, um conflito de objetivos: o governo busca estimular a economia por instrumentos fiscais e parafiscais, enquanto o BC tenta conter a inflação e as expectativas. "No fim, acho que teremos juros elevados por mais tempo, o que contraria o objetivo do Novo Desenrola", diz.

Ainda assim, Felipe Salles, economista-chefe do C6 Bank, considera que, no curto prazo, fatores como o conflito no Irã, o câmbio e os preços de commodities - especialmente alimentos e petróleo - devem ter peso maior na condução da política monetária do que o programa. "O Banco Central vai acompanhar e estimar os impactos, mas acreditamos que esse efeito tende a ser muito baixo", afirma.

Enquanto isso, a inadimplência vem batendo recordes desde janeiro de 2025. O número de pessoas com o CPF registrado em cadastros de inadimplência atingiu 82,8 milhões em março, segundo a Serasa Experian.

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