A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgou que o primeiro leilão para adquirir 300 mil toneladas de arroz importado, será nesta quinta-feira (6) com aporte de 1,7 bilhão para aquisição. A proposta do Governo Federal com a compra do grão visa evitar especulação e aumento do preço na gôndola do supermercado.
A medida provisória que a autoriza a importação de um milhão de tone lada de arroz (beneficiado ou em casca) foi publicada no Diário Oficial da União no dia 9 de maio. A importação do grão ocorre após fortes chuvas terem atingido a região Sul, responsável por cerca de 68% do arroz produzido no Brasil.
Ainda, segundo o regulamento da Conab, a categoria do leilão será "viva voz", isto é:
"Modalidade de leilão na qual a quantidade do lote não é alterada. A Bolsa, de acordo com o interesse de seu cliente, altera o valor do bem para menos até que não haja mais interesse por outros participantes. O lote ofertado é indivisível, não podendo ser arrematado por mais de um participante. O participante, por sua vez, somente poderá ser representado por uma Bolsa e um lote".
O edital estabelece que o produto esteja em embalagem de 5kg, transparente e incolor, para que possa ser fácil a visualização do produto. Está vedada a compra de arroz aromático.
Qual será a qualidade do arroz?
- Arroz tipo 1 (conhecido como "agulhinha")
- Longo, tipo fino
- Coloração, odor e sabor de arroz beneficiado
- Safra 2023/2024
Preço
- A previsão é que custe no máximo R$ 4 reais o quilo;
- O Governo Federal irá fornecer uma embalagem com todos os dados;
Onde irá vender?
- Pequenos varejistas de regiões metropolitanas
- Regiões com alto índice de insegurança alimentar
Ao longo de 2024, outros leilões públicos para a aquisição de arroz serão realizados pelo Governo Federal. O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, explicou que o objetivo da importação está em evitar a alta de preços e reforçou que o arroz importando não irá concorrer com a produção dos agricultores brasileiros.
“Já conversei com os produtores para deixar claro que não é para concorrer com o nosso arroz. Não queremos qualquer peso no bolso do brasileiro. Queremos estabilidade e comida na mesa”, falou Fávaro.