De tão automático, a mulher pode até não perceber, mas uma boa parcela do seu salário é dedicada mensalmente para as chamadas “coisas de mulheres”, que só elas entendem e sabem que, em alguns casos, são itens de necessidade básica. “É imprescindível. São cuidados pessoais, do dia a dia. Que mulher não gasta (com produtos estéticos)?”, questiona a fisioterapeuta Mariana Dib, de 35 anos.
Mas, apesar de a maioria garantir que não se trata de gasto, mas sim, investimento, o fato é que ser mulher sai caro e esta inflação é tema de matéria publicada hoje (10) no jornal Correio do Estado. Muitos produtos e serviços sobem anualmente muito além da reposição da inflação, como mostra levantamento do Índice de Preços ao Consumidor (IPC/CG). A variação entre 2014 e o ano passado pode ser medida em itens básicos, como absorvente (18,77%), leite de colônia (26,53%), protetor solar (70%) e condicionador (17,65%).
Conforme a reportagem de Paula Vitorino, o levantamento também revela a variação no vestuário: calça jeans (12,37%), calcinha (22%) e vestido (28%). A reportagem ainda apurou os preços de serviços, como o corte de cabelo, que variou em média 30% (de R$ 30 para R$ 40) e fazer as unhas, que ficou cerca de 20% mais caro (de R$ 25 para R$ 30) neste ano.


