Economia

BALANÇO

Juros altos derrubam em 34% o financiamento de imóveis em MS

Crédito mais caro é um dos principais fatores que fizeram cair o financiamento imobiliário no Estado no ano passado

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Juros mais caros e oferta restrita de crédito derrubaram o financiamento imobiliário em Mato Grosso do Sul no ano passado. Levantamento da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) enviado com exclusividade ao Correio do Estado, aponta que em 2025 foram negociados 3.865 imóveis ante as 5.871 unidades financiadas nos 12 meses de 2024 – uma retração de 34,16%.

Ainda de acordo com o levantamento, o volume financeiro também apresentou queda no período de um ano. Ao se analisar os valores, a diferença resulta em uma redução de 26,44%, uma vez que, em todo o ano passado, foram negociados R$ 1,426 bilhão contra R$ 1,938 bilhão em contratos firmados em 2024.

Segundo a vice-presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de Mato Grosso do Sul (Creci-MS), Simone Leal , o principal motivador da redução foi a manutenção dos juros em patamar elevado. 

“Os juros altos, impulsionados pela Selic elevada, encareceram o crédito imobiliário, afastando compradores e elevando parcelas mensais. A baixa remuneração da poupança reduziu depósitos nessa aplicação, limitando recursos para o SBPE [Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo], principal fonte de financiamento habitacional em MS”, explica ao Correio do Estado.

Ainda conforme a vice-presidente, a redução dos financiamentos foi maior nos contratos da modalidade que utiliza os recursos da poupança.

“A queda foi mais acentuada nos financiamentos do SBPE, que atendem imóveis de médio e alto padrão [acima de R$ 350 mil]. Em 2025, a Caixa elevou taxas de TR [Taxa Referencial] + 10,99% a 12% ao ano, ante 8,99% a 9,99% em 2024 e poupança + 4,12% a 5,06%, agravando a retração nesse modal”, completa Simone.

JUROS

Além do mercado imobiliário, o restante da cadeia da construção civil aguarda a queda dos juros para ter um desempenho melhor. De acordo com o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Renato Correia, o setor apresentou desempenho consistente em 2025 e avançou em diversos indicadores.

Foram negociados R$ 1,426 bilhão no ano passado ante R$ 1,938 bilhão em contratos firmados em 2024Foram negociados R$ 1,426 bilhão no ano passado ante R$ 1,938 bilhão em contratos firmados em 2024 - Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

No entanto, a continuidade desse ciclo positivo depende diretamente de condições macroeconômicas mais favoráveis, especialmente no que diz respeito ao custo do crédito.

“Uma taxa de juros alta desestimula investimentos de longo prazo, que são a base dos projetos habitacionais e de infraestrutura. Com financiamento mais caro, famílias têm dificuldade de acessar crédito imobiliário, governos enfrentam obstáculos para viabilizar projetos estruturantes e empresas assumem maior risco ao planejar expansões ou modernizações”, explica o presidente da CBIC.

Correia destaca ainda que uma redução consistente do custo do capital permitiria ampliar o acesso à moradia, acelerar obras prioritárias e fortalecer a infraestrutura nacional, criando um ciclo virtuoso de investimentos, emprego e produtividade.

“O setor está preparado para avançar, mas precisa de um ambiente financeiro mais favorável para entregar ao País todo o seu potencial, ajudando no desenvolvimento do País e na redução do deficit habitacional”, finaliza.

O economista Wagner Bertoldo, analisa que há uma tendência de queda nos investimentos em bens duráveis, como imóveis, por exemplo.

“O objetivo da taxa de juros é conter o consumo e, consequentemente, a inflação, de modo geral. Então, essa contenção do consumo também abrange bens duráveis, não só o consumo das pessoas físicas em produtos e serviços. Então, afeta o investimento em bens duráveis, ao passo que restringe, desestimula a financiar através do financiamento de bancos”, avalia.

Com a inflação em trajetória de manutenção e a economia em ritmo mais moderado, parte do mercado já projeta o início do ciclo de queda da Selic ainda neste primeiro trimestre deste ano.

“Sem dados consolidados para 2026 ainda, pois estamos no início do ano. Espera-se possível melhora com eventuais quedas na Selic, mas o Creci-MS alerta para a continuidade de juros altos na Caixa e resgates na poupança como riscos”, avalia Simone e conclui.

“Mas com a valorização dos imóveis em MS, como a alta de 4,08% em Campo Grande em 2025 [acima da inflação], financiar agora pode capturar ganhos patrimoniais enquanto se usa portabilidade para migrar a taxas melhores depois, com a queda da taxa Selic e consequentemente a queda de juros nos financiamentos”.

IMPACTO

O impacto maior dos juros altos e crédito mais caro é perceptível no recorte semestral. Conforme os dados da Abecip, no primeiro semestre do ano passado foram negociados 2.029 imóveis, enquanto no segundo semestre o total chegou a 1.836 unidades.

Os valores negociados também apresentaram queda no segundo semestre do ano. Enquanto nos seis primeiros meses do ano passado foram R$ 686,134 milhões, de julho à dezembro foram R$ 740,004 milhões. A redução coincide com a trajetória de alta da Selic.

Desde setembro de 2024, quando a Selic iniciou o ciclo de alta, a taxa de juros aumentou 4,5 pontos porcentuais, passando de 10,50% a.a. para 15% a.a. e assim está desde junho do ano passado.

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IMPORTAÇÕES

Brasil quer convencer EUA de que acordo seria melhor que taxar em 25%

Por outro lado, governo avalia improvável acordo para tarifa de 12,5%

07/06/2026 10h30

Crédito: Alan Santos/PR

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O governo brasileiro está buscando um acordo tarifário com os Estados Unidos (EUA) que seja capaz de evitar que a Casa Branca adote a recomendação do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), que sugeriu a imposição de tarifa adicional de 25% sobre parte das importações oriundas do Brasil.

O governo avalia que é possível, apesar de difícil, chegar a um acordo tarifário que seja mais vantajoso, para ambos os países, do que a sobretaxa de 25% sugerida pelo USTR. Isso porque, entre outros motivos, os EUA têm superávit comercial com o Brasil.

A recomendação da USTR, tornada pública na última semana, é resultado de uma investigação baseada na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA. O argumento usado é que o Brasil teria práticas “desleais” nas relações comerciais, o que incluiu ataques contra o Pix para favorecer empresas de pagamento estadunidenses.

O Brasil rebateu que os argumentos não são legítimos e que a decisão parte de uma tentativa de ingerência em assuntos internos, além de expressar o protecionismo comercial unilateral de Washington.

O governo vem questionando as tarifas adicionais dos EUA com o argumento de que a tarifa média aplicada pelo Brasil sobre as importações dos EUA é de 2,7%, o que não justificaria o argumento de que as empresas norte-americanas seriam prejudicadas no acesso ao mercado brasileiro.

Novo prazo

O Brasil agora trabalha com o prazo de 15 de julho para fechar um acordo tarifário. Essa foi a data fixada pela USTR para uma definição sobre o tema. Tal prazo ainda poderia, em tese, ser prorrogado.

Com isso, os negociadores brasileiros esperam ter mais tempo para um acordo, uma vez que o prazo inicial estipulado após a reunião entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, em Washington, no mês passado, foi de 30 dias que terminam neste domingo (7).

Dificuldades das negociações

Entre as dificuldades da negociação, está o fato de os EUA estarem envolvidos em várias outras negociações tarifárias ao redor do mundo, além do conflito bélico que lidera no Oriente Médio contra o Irã.

Enquanto isso, o governo brasileiro avalia a conveniência de um novo encontro de Trump e Lula. Existe a possibilidade de os dois se encontrarem no G7, na França, entre os dias 15 a 17 de junho. Porém, não há ainda confirmação de um encontro bilateral.

Outra dificuldade para negociar com os EUA é que os norte-americanos costumam ter demandas muito amplas, o que abarcaria diversas reinvindicações em diferentes áreas.

Porém, por enquanto, o Brasil busca um acordo especificamente sobre questões tarifárias e comerciais, sem outras pautas que poderiam interessar os norte-americanos, como terras raras. Ao mesmo tempo, o governo afirma que o Pix não entra em qualquer negociação com Washington.

A tarifa de 12,5%

Por outro lado, a taxação adicional de 10% ou 12,5% imposta a 60 países sob o argumento de que essas nações não combateriam, de forma eficiente, o trabalho análogo à escravidão é vista pelo governo brasileira como feita para não ser negociada.

Como é uma taxação imposta a boa parte do planeta, ela teria mais o objetivo de recompor, sob novas bases legais e argumentativas, o tarifaço anterior derrubado pela Suprema Corte de Justiça dos EUA.

A nova taxa afeta, além do Brasil, os aliados históricos de Washington, como Japão, União Europeia, Canadá e Índia, além da Argentina, presidida por Javier Milei, que tem se posicionado sempre ao lado de Donald Trump nas questões internacionais.

LOTERIA

Resultado da Lotofácil de ontem, concurso 3704, sábado (06/06): veja o rateio

A Lotofácil é uma das loterias mais populares no Brasil, com sorteios realizados seis vezes por semana, de segunda a sábado; veja números sorteados

07/06/2026 08h54

Confira o resultado da Lotofácil

Confira o resultado da Lotofácil Divulgação

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A Caixa Econômica Federal realizou o sorteio do concurso 3704 da Lotofácil na noite deste sábado, 6 de junho de 2026, a partir das 21h (de Brasília). A extração dos números ocorreu no Espaço da Sorte, em São Paulo.

Confira o resultado Lotofácil de ontem! 

Premiação

  • 15 acertos - Não houve acertador
  • 14 acertos - 323 apostas ganhadoras, R$ 1.442,42
  • 13 acertos - 10590 apostas ganhadoras, R$ 35,00
  • 12 acertos - 121084 apostas ganhadoras, R$ 14,00
  • 11 acertos - 625742 apostas ganhadoras, R$ 7,00

Os números da Lotofácil 3704 são:

  • 23 - 10 - 15 - 13 - 19 - 03 - 14 - 11 - 20 - 25 - 12 - 01 - 09 - 04 - 22

O sorteio da Lotofácil é transmitido ao vivo pela Caixa Econômica Federal e pode ser assistido no canal oficial da Caixa no Youtube.

O valor da premiação está estimado em R$ 2 milhões.

Para participar dos sorteios da Lotofácil é necessário fazer um jogo nas casas lotéricas ou canais eletrônicos.

A aposta mínima custa R$ 3,00 para um jogo simples, em que o apostador pode escolher 15 dente as 25 dezenas disponíveis, e fatura prêmio se acertar 11, 12, 13, 14 ou 15 números.

Como apostar na Lotofácil

Os sorteios da Lotofácil são realizados diariamente, às segundas, terças, quartas, quintas, sextas-feiras e sábados, sempre às 20h (horário de MS).

O apostador marca entre 15 e 20 números, dentre os 25 disponíveis no volante, e fatura prêmio se acertar 11, 12, 13, 14 ou 15 números.

Há a possibilidade de deixar que o sistema escolha os números para você por meio da Surpresinha, ou concorrer com a mesma aposta por 3, 6, 12, 18 ou 24 concursos consecutivos através da Teimosinha.

A aposta mínima, de 15 números, custa R$ 3,00.

Os prêmios prescrevem 90 dias após a data do sorteio. Após esse prazo, os valores são repassados ao Tesouro Nacional para aplicação no FIES - Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior.

É possível marcar mais números. No entanto, quanto mais números marcar, maior o preço da aposta.

Probabilidades

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada.

Para a aposta simples, com 15 dezenas, que custa R$ 3,00, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 3.268.760, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 211, ainda segundo a Caixa.

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