Economia

FOMENTO LOCAL

Los Angeles caminha para "boom econômico" no bairro com novo corredor comercial

Região terá cerca de 400 metros reservados na rua Engenheiro Paulo Frontin, entre a José Antônio Saraiva e Y-juca Pirama

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Semelhante ao que já acontece em diversos bairros em Campo Grande, o Jardim Los Angeles - que fica no extremo Sul da Capital - caminha para a fidelização da economia local, com um novo corredor comercial. 

Conforme publicado no Diário Oficial de Campo Grande, na manhã desta segunda-feira (26), o bairro terá como corredor comercial um trecho da rua Engenheiro Paulo Frontin. 

Cerca de 400 metros, entre as Ruas José Antônio Saraiva e Y-juca Pirama, serão voltados para essa atividade. 

Junto das Moreninhas, Jardim Centro-Oeste e Parque do Lageado no extremo Sul de Campo Grande, o Jardim Los Angeles fica cerca de 14 km do centro da Capital, uma viagem que pode durar 30 minutos de carro, ou até 1h05, dependendo do transporte público. 

Migração centro-bairro

Conforme o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Campo Grande (CDL), Adelaido Vila, essa realidade ganhou força durante a pandemia.

Ele aponta justamente a dificuldade de tempo, que muitos consumidores encontram na hora das compras. 

“Não faz sentido levar uma hora para fazer algo no centro quando é possível fazer o mesmo a uma quadra de casa ou até mesmo pela internet, em cerca de 20 minutos ou menos”, finaliza. 

Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACIGG) confirma os motivos que levam os empreendedores a abrir comércios em bairros, entre os quais estão o custo mais alto de se ter um comércio no centro e a mudança no perfil dos consumidores. 

“Para eles, é muito mais cômodo consumir na comunidade sem precisar percorrer longas distâncias e, muitas vezes, há também a questão do relacionamento, tendo em vista que muita gente se conhece”, frisou a ACICG em nota ao Correio do Estado. 

 

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pressão inflacionária

'Tempestade perfeita' para alimentos preocupa e é risco também para 2027

Há probabilidade de que o El Niño de 2026 seja forte em meados do ano, coincidindo com período seco no Sudeste, combinação que pode adicionar até 2 pontos porcentuais à alta do IPCA no acumulado do biênio

10/05/2026 10h00

 Seis itens figuram no topo da lista de maior peso, com elevada sensibilidade ao aumento do petróleo e repasse de forma rápida, com transmissão em até um mês do choque

Seis itens figuram no topo da lista de maior peso, com elevada sensibilidade ao aumento do petróleo e repasse de forma rápida, com transmissão em até um mês do choque Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Para além do choque dos efeitos da guerra, principalmente nos combustíveis, outro grupo começa a aparecer no radar como fonte de pressão inflacionária maior do que o previsto este ano e também no próximo.

Segundo economistas ouvidos pelo Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), a dinâmica benigna dos alimentos observada em 2025 pode dar lugar a dois anos seguidos de alta acima do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), impondo ainda mais dificuldade à tarefa do Banco Central de trazer o indicador à meta de 3%.

Mais do que a escalada dos preços de fertilizantes causada pelo conflito entre Estados Unidos e Irã, que bloqueou o escoamento de parte relevante da produção do insumo, entram na conta também intempéries climáticas que têm potencial de causar uma tempestade perfeita para a inflação.

Em primeiro lugar, há a probabilidade não desprezível de que o El Niño de 2026 seja forte. O evento, que ocorre em meados do ano, coincidiria com o período seco na região Sudeste.

Esta seria uma combinação que, em estimativas como a da Warren Investimentos de um cenário extremo, pode adicionar até 2 pontos porcentuais à alta do IPCA no acumulado do biênio.

Grupo de maior peso no índice oficial de inflação, que mede a variação de preços de uma cesta de consumo de famílias com rendimentos de 1 a 40 salários mínimos, a parte de alimentação e bebidas representa mais de um quinto (21,3%) do IPCA.

Esse porcentual sobe a 24,3% no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), cuja cesta abrange famílias com renda mensal entre um e cinco salários mínimos.

O estrategista-chefe da RB Investimentos, Gustavo Cruz, relata que os clientes do agronegócio da instituição estão bastante preocupados com o aumento dos fertilizantes.

"Eles já estão tentando travar preços em patamar mais alto. Uma parte diminui em lucro, e a outra é repassada. Teremos alimentos mais caros pela frente porque não tem como fugir da alta desse insumo."

Segundo estudo da Warren, seis itens figuram no topo da lista de maior peso que, além de possuírem elevada sensibilidade ao aumento do petróleo, mostram repasse de forma rápida, com transmissão em até um mês do choque. São eles:

  • Carnes;
  • Carnes e peixes industrializados;
  • Aves e ovos;
  • Leite e derivados;
  • Panificados, e
  • Óleos e gorduras.

Mas também há itens alimentares nos grupos de repasse com média velocidade, que ocorre entre dois e quatro meses, tais como: cereais, leguminosas e alimentação fora de casa, e, ainda, no grupo de repasse lento, que se dá cinco meses ou mais após o choque: farinha, féculas e massas e bebidas e infusões.

Até 2027

Assim, aponta Andréa Angelo, estrategista de inflação da plataforma de investimentos, estes preços representam uma parte significativa do impacto total - calculado em 1,7 ponto porcentual até 2027 -, do grupo de preços sensíveis à elevação do barril de óleo tipo Brent no IPCA.

Os efeitos, explica Angelo, vêm dos custos de deslocamento dos produtos, principalmente no leite, e também do avanço dos fertilizantes - que, no cenário da Warren, se concentram mais em 2026 do que no ano seguinte.

"Alimentos in natura capturam o efeito de fertilizantes mais caros de forma rápida. Mas na parte de grãos e commodities, dependendo de quanto a safra 2026/2027 encarecer devido ao choque, o impacto pode ser mais significativo em 2027", ponderou.

Essa é a visão de Sergio Vale, economista-chefe da MB Associados, que está mais preocupado com a dinâmica dos alimentos no próximo ano do que no atual. Em suas estimativas, o IPCA de alimentação e bebidas pouco vai desacelerar entre 2026 e 2027, de 5,4% para ao redor de 5%, mas os riscos são para cima.

"Esse ano teremos uma pressão sazonal normal de alimentos, mas esse combo que pode afetar 2027 é mais preocupante, com o efeito adicional de fertilizantes que vamos precisar acompanhar, porque depende do andamento da guerra", disse Vale.

Caso o El Niño de fato escale para forte - possibilidade considerada por entidades como a Organização Meteorológica Mundial (OMM), uma agência da ONU, e o Centro Europeu de Previsão Meteorológica de Médio Prazo -, coincidir com o déficit hídrico na fase crítica do milho da segunda safra, de abril a junho, e o câmbio se depreciar, haverá um impacto de 0,39 a 0,49 ponto na inflação ao mês, estima o economista.

Nessa hipótese, a inflação acumulada em 12 meses de alimentação pode bater em 10% ainda este ano, diz. "Ainda não é o cenário mais provável, mas tem uma possibilidade não trivial." Mesmo o cenário-base é desafiador para o BC, apontou, por adicionar mais um elemento de risco em um IPCA já pressionado.

Sócio e economista-chefe da G5 Partners, Luis Otávio de Souza Leal aponta que, segundo seus cálculos, anos com formação do El Niño registraram inflação anual média de alimentos de 11,6%. Sem o fenômeno climático, o dado ficou em 6,1%.

"Culturas de safra curta, como legumes, verduras, frutas, podem ser impactadas. E aí teremos sim uma inflação maior de alimentos no segundo semestre", prevê. Se o evento começar em junho, o efeito nos preços fica mais concentrado este ano, diz Leal.

Caso o início se dê em agosto, a produção de alimentos in natura seria mais afetada em 2027. Nas estimativas da G5, a variação dos alimentos no domicílio vai avançar de 5% este ano a 7% no próximo.

 

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IR

Veja como como declarar ganhos de aluguel e imóveis no Imposto de Renda

Aluguel, seja como renda extra ou principal fonte de sustento, precisa ser declarado à Receita Federal e a forma como esses valores são declarados depende de algumas variáveis

10/05/2026 09h00

Importante lembrar que, é possível deduzir do valor recebido com aluguel algumas despesas como IPTU, condomínio, etc.

Importante lembrar que, é possível deduzir do valor recebido com aluguel algumas despesas como IPTU, condomínio, etc. Foto: Marcelo Victor / Arquivo / Correio do Estado

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Se o contribuinte recebe dinheiro de aluguel, seja como renda extra ou principal fonte de sustento, precisa declarar à Receita Federal. E a forma como esses valores são declarados depende de algumas variáveis.

Uma delas é relacionada à inquilina ou inquilino. 

Pessoa física

  • No caso do inquilino ser pessoa física, os valores devem ser lançados na ficha Rendimentos Tributáveis Recebidos de Pessoa Física.
  • O imposto devido deve ser pago mensalmente pelo sistema chamado Carnê-Leão, que é uma forma de antecipar Imposto de Renda quando se recebe valores de pessoas físicas ou do exterior

Pessoa Jurídica

  • Se o aluguel é pago por uma empresa, a declaração vai na ficha ‘Rendimentos Tributáveis Recebidos de Pessoa Jurídica".
  • Se você não preencheu o Carnê-Leão, tenha calma porque nem tudo está perdido. O próprio programa da Receita Federal calcula o valor devido na declaração.

Importante lembrar que, é possível deduzir do valor recebido com aluguel algumas despesas como IPTU, condomínio e taxa de administração da imobiliária. É preciso guardar todos os comprovantes dessas despesas. 

Imóveis

Além dos ganhos com aluguel, os imóveis devem ser declarados. Veja as orientações:

  • Imóveis devem ser declarados na ficha Bens e Direitos, com o valor de aquisição e eventuais reformas. Não é o valor de mercado;
  • Para imóveis adquiridos em 2024, o contribuinte deve informar a data, o valor e a forma de pagamento;
  • Herança: imóveis recebidos por herança entram na declaração do falecido ou pelo valor de transmissão;
  • Doação: imóveis recebidos por doação são declarados com o valor do instrumento de doação.

E se o imóvel tiver sido vendido, é também preciso declarar a transação.

Se a venda foi feita por um valor maior do que o da aquisição, o lucro é passível de cobrança de imposto, com uma alíquota que varia entre 15% e 22,5%. Nesse caso, o programa da Receita faz, automaticamente, o cálculo do imposto devido.

Mas também há casos de venda de imóveis em que as pessoas estão isentas de pagar imposto.

São eles: venda de imóveis no valor inferior a R$ 440 mil, a venda de um imóvel comprado até o ano de 1969 e se a pessoa usar o dinheiro para comprar outro imóvel em até 6 meses após a venda.

Lembrando que imóveis financiados devem ser declarados pelo valor pago até o fim de 2025. 

 

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