Economia

CAGED

Mato Grosso do Sul registra quinto mês consecutivo de saldo positivo na geração de empregos

Em maio, contratações foram impulsionadas pelos setores de serviços e indústria

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Em maio, Mato Grosso do Sul registrou, pelo quinto mês consecutivo, saldo positivo na geração de empregos, com 34.253 admissões e 31.003 desligamentos, que resultam em um saldo de 3.250 postos de trabalho, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged)  divulgados nesta quinta-feira (29). 

No mês passado, o estoque  acumulado de empregos chegou a 618.830 vagas.

De acordo com o Novo Caged, o estoque de empregos formais é a quantidade total de empregos ativos em carteira assinada desde a criação no novo sistema, em 2020. Os números acumulados no estoque não incluem servidores públicos ou autônomos, mesmo aqueles que possuam CNPJ.   

O setor com maior saldo foi o de serviços, com 12.229 admitidos e 11.103 desligados, saldo de 1.126 empregos.

Na sequência está a indústria, que contratou 5.281 e demitiu 4.493, saldo de 788 vagas. A agropecuária registrou o menor saldo, de 91 empregos, com 4.750 admitidos e 4.659 desligados.

Confira:

Atividade econômica

Admitidos

Desligados

Saldo
Serviços 12.229 11.103 1.126
Indústria 5.281 4.493 788
Construção 3.547 2.911 636
Comércio 8.446 7.837 609
Agropecuária 4.750 4.659 91
Total 34.253 31.003 3.250

Ano positivo

Em 2023, o Estado conseguiu manter saldo positivo na geração de emprego em todos os meses. Após dezembro de 2022, mês em que o saldo foi negativo em 6.603 vagas, com 22.302 admissões e 28.905 desligamentos, o ano começou positivo em Mato Grosso do Sul.

No primeiro mês deste ano, o saldo foi de 5.092 empregos, com 34.496 admissões e 29.404 desligamentos. Em fevereiro, o saldo foi ainda maior, de 6.048 empregos, com 34.929 admissões e 28.881 desligamentos. No mês de março, o saldo apresentou queda, ficando em 3.792 empregos, com 37.507 contratados e 33.715 desligamentos. Em abril, o saldo manteve a média do mês anterior, de 3.740 empregos, com 32.722 admissões e 29.032 desligamentos.

Ao todo, os primeiros cinco meses do ano registraram 173.957 admissões e 152.035 desligamentos, saldo de 21.922 empregos.

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LOTERIA

Resultado da Mega-Sena de ontem, concurso 3055, terça-feira (08/09): veja o rateio

A Mega-Sena realiza três sorteios semanais, terça, quinta e sábado, sempre às 21h; veja quais os números sorteados no último concurso

09/09/2026 08h18

Arquivo

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A Caixa Econômica Federal realizou o sorteio do concurso 3055 da Mega-Sena na noite desta terça-feira, 8 de setembro de 2026, a partir das 21h (de Brasília). A extração dos números ocorreu no Espaço da Sorte, em São Paulo, com um prêmio estimado em R$ 70 milhões.

Premiação

  • 6 acertos - Não houve ganhadores
  • 5 acertos - 54 apostas ganhadoras, (R$ 34.793,09)
  • 4 acertos - 2.787 apostas ganhadoras, (R$ 1.111,21)

Confira o resultado da Mega-Sena de ontem!

Os números da Mega-Sena 3055 são:

  • 36 - 43 - 48 - 11 - 49 - 01 

O sorteio foi transmitido ao vivo pela Caixa Econômica Federal e pôde ser assistido no canal oficial da Caixa no Youtube.

Próximo sorteio: Mega-Sena 3056

Como a Mega Sena tem três sorteios regulares semanais, o próximo sorteio ocorre no quinta-feira,10 de setembro, a partir das 20 horas, pelo concurso 3056. O valor da premiação vai depender se no sorteio atual o prêmio será acumulado ou não.

Para participar dos sorteios da Mega-Sena é necessário fazer um jogo nas casas lotéricas ou canais eletrônicos.

A aposta mínima custa R$ 6,00 para um jogo simples, em que o apostador pode escolher 6 dentre as 60 dezenas disponíveis, e fatura prêmio se acertar de 4 a 6 números.

Como jogar na Mega-Sena

A Mega-Sena paga milhões para o acertador dos 6 números sorteados. Ainda é possível ganhar prêmios ao acertar 4 ou 5 números dentre os 60 disponíveis no volante de apostas.

Para realizar o sonho de ser milionário, você deve marcar de 6 a 20 números do volante, podendo deixar que o sistema escolha os números para você (Surpresinha) e/ou concorrer com a mesma aposta por 2, 3, 4, 6, 8, 9 e 12 concursos consecutivos (Teimosinha).

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COMBUSTÍVEL

Expansão do gás nacional pode garantir abastecimento da UFN3

Aumento da oferta brasileira ocorre enquanto fornecimento boliviano perde força e cria alternativa para fábrica

09/09/2026 08h00

Foto: Mairinco de Paula/Correio do Estado

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A expansão da oferta de gás natural no Brasil deverá ter papel estratégico para garantir o abastecimento da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN3), em Três Lagoas, justamente em um momento em que Mato Grosso do Sul enfrenta a redução do fornecimento do combustível pela Bolívia.

Com novos projetos de produção e escoamento, a oferta de gás no País deve crescer cerca de 50% na próxima década, passando de 58 milhões de metros cúbicos para 87 milhões de metros cúbicos por dia entre este ano e 2035, conforme dados citados pelo jornal O Globo.

O aumento abre espaço para que consumidores industriais de grande porte, como a futura fábrica de fertilizantes, sejam abastecidos por gás produzido no Brasil.

A mudança ganha importância diante da trajetória do gás boliviano.

O Correio do Estado já mostrou que o volume enviado ao Estado caiu para entre 10 milhões de metros cúbicos e 12 milhões de metros cúbicos por dia, muito abaixo dos 30 milhões de metros cúbicos diários que chegaram a ser transportados pelo Gasoduto Bolívia-Brasil (Gasbol).

A perspectiva é de continuidade da redução, com possibilidade de encerramento das importações até 2030.

A UFN3, que deverá entrar em operação em 2029, foi originalmente planejada em um cenário de forte dependência do gás boliviano. A fábrica foi projetada para consumir de 2,3 milhões de metros cúbicos a 2,5 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia, utilizado como matéria-prima para produzir amônia e ureia.

QUEDA

O cenário atual, porém, é diferente daquele existente quando o projeto foi concebido.

A queda da produção boliviana chegou a colocar em dúvida a capacidade de abastecimento da unidade e, em 2022, o risco chegou a ser de a UFN3 operar inicialmente apenas como misturadora de fertilizantes, sem utilizar o gás para fabricar amônia e ureia.

Posteriormente, a avaliação do governo do Estado passou a considerar outras alternativas para garantir o combustível.

Em abril, o gerente-executivo de projetos de desenvolvimento da Produção e Descomissionamento da Petrobras, Dimitrios Chalela Magalhães, afirmou ao Correio do Estado que a redução da produção boliviana não deveria impedir a operação da fábrica.

“Se, eventualmente terminar o gás vindo da Bolívia, nós usamos o novo gás que vai estar na malha brasileira”, explicou. “A gente reverte o fluxo, e coloca o gás para dentro da UFN3”, acrescentou Magalhães, que é responsável pela obra de retomada da fábrica de fertilizantes.

Agora, o crescimento da produção brasileira acrescenta essa possibilidade de substituir gradualmente a dependência do gás importado por molécula produzida no País.

A reportagem de O Globo destaca que novos projetos, especialmente no pré-sal, devem elevar significativamente a disponibilidade nacional. Entre os empreendimentos estão o projeto Raia, na Bacia de Campos, e novas plataformas previstas para Sergipe e Alagoas.

EXPANSÃO

A expansão da oferta nacional é importante porque a UFN3 não utiliza o gás apenas como fonte de energia. O combustível é a matéria-prima do processo industrial que transforma o gás em amônia e, posteriormente, em ureia.

A unidade de Três Lagoas terá capacidade para produzir cerca de 3.600 toneladas de ureia e 2.200 toneladas de amônia por dia. A produção poderá reduzir a necessidade brasileira de importar fertilizantes nitrogenados, em um mercado no qual o País ainda depende fortemente do produto estrangeiro.

A localização da fábrica também favorece a estratégia. Três Lagoas está próxima de importantes áreas produtoras de grãos do Centro-Oeste e do Sudeste, regiões que concentram parte relevante da demanda por fertilizantes.

A mudança na matriz de fornecimento ocorre, portanto, em um momento em que Mato Grosso do Sul precisa se adaptar ao fim de um ciclo.

Durante décadas, o gás boliviano foi uma das principais fontes de abastecimento do Estado e também uma importante fonte de arrecadação.

A redução das importações já provocou perda bilionária de receita para os cofres estaduais. Em 2025, o Estado importou cerca de US$ 807,9 milhões em gás natural, contra US$ 2,289 bilhões em 2015.

Nesse cenário, o avanço da produção brasileira ganha importância não apenas para a indústria estadual, mas especificamente para a UFN3. A fábrica que nasceu dependente do gás boliviano poderá iniciar sua operação em um mercado com maior participação do gás nacional.

A mudança reduz o risco de que a queda da produção boliviana se transforme em um novo obstáculo para o funcionamento da unidade e coloca a expansão do gás brasileiro como uma das peças para viabilizar a produção de fertilizantes em Três Lagoas.

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