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MERCADO

Mato Grosso do Sul tem 153 mil pessoas sem trabalho, com 11,4% de desocupação

No Estado há 1,17 milhão de pessoas ocupados, segundo o IBGE; renda média é de R$ 2,5 mil
27/11/2020 16:01 - Eduardo Miranda


Mato Grosso do Sul tem 153 mil pessoas sem trabalho, indica a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).  

A taxa de desocupação no Estado, contudo, está abaixo da verificada na média nacional. Enquanto no Brasil a taxa de desocupação é de 14,6%, volume recorde na série histórica, com 14,1 milhões de pessoas sem trabalho, em Mato Grosso do Sul, a taxa de desocupação no segundo trimestre deste ano foi de 11,5%, levemente acima dos 11,4% do trimestre anterior.  

Apesar do bom desempenho quando comparado ao índice nacional, e também com o fato de ostentar saldo positivo de contratações neste ano de pandemia, os números do Estado ainda são menores que o terceiro trimestre de 2019, quando somente 7,5% da força de trabalho ativa do Estado estava desocupada.

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Em números absolutos, no terceiro trimestre deste ano, Mato Grosso do Sul tinha 2,21 milhões de pessoas de 14 anos de idade ou mais e, destas, 1,32 milhão integravam a força de trabalho do Estado, sendo que 1,17 milhão estavam ocupadas, e outras 153 mil estavam desocupadas.

Os números da PNAD contínua do IBGE são aferidos de forma diferente do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que indica saldo positivo de 11,7 mil vagas de trabalho neste ano. 

O Caged verifica somente empregos formais e de carteira assinada, enquanto a PNAD é mais abrangente, e caracteriza como ocupação também as atividades empresariais e também de pessoas que atuam no serviço público.  

No comparativo com outras unidades da federação, Mato Grosso do Sul tem a sétima menor taxa de ocupação do Brasil, está atrás de Santa Catarina (6,6%), Mato Grosso (9,9%), Paraná (10,2%), Rio Grande do Sul (10,3%), Pará (10,9%) e Rondônia (11,4%).

Informalidade

A PNAD Contínua do IBGE também aferiu outros indicadores socioeconômicos para o terceiro trimestre deste ano, como a taxa de informalidade. 

Dos 1,17 milhão de trabalhadores ocupados no Estado, 36,6% estão na economia informal: não têm carteira assinada, não têm empresa ou microempresa, ou não são servidores públicos.  

Em números absolutos, são 428 mil trabalhadores informais no Estado, dois mil a menos que os 430 mil do segundo trimestre deste ano.

Quanto comparado com outras unidades da federação, Mato Grosso do Sul tem a sétima menor taxa de informalidade. Estão melhores classificados Santa Catarina (26,9%), Distrito Federal 28,6%), São Paulo (29,1%), Paraná (30,3%), Rio Grande do Sul (30,9%) e Rio de Janeiro (34,2%).

 
 

Trabalhadores pessoa jurídica

No segundo trimestre, 277 mil pessoas estavam trabalhando por conta própria no Estado, redução de 3,3% em relação ao trimestre anterior. Dentre os trabalhadores por conta própria, 73 mil são empregadores, queda de 9,9% neste segmento em relação ao segundo trimestre de 2019.

 

Desalento

O número de desalentados no Estado é bem menor que o porcentual no Brasil. Enquanto a média brasileira de desalentados é de 5,7%, em Mato Grosso do Sul o porcentual é de 3,2%  

 

Rendimento médio

O rendimento médio em Mato Grosso do Sul no terceiro trimestre deste ano foi o sétimo maior do Brasil. No Estado, cada trabalhador ganha em média R$ 2.536,00, o valor é 1,3% superior ao do trimestre anterior: R$ 2.503,00, e 6,8% maior que em relação ao mesmo período de 2019 (R$ 2.375,00).  

O maior rendimento médio do Brasil é do Distrito Federal: R$ 4.268,00.