Economia

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Barrada em leilão da hidrovia, mineradora investirá R$ 4 bilhões para ampliar operações em Corumbá

Secretário de Meio Ambiente diz que ampliação das operações acompanha crescimento da demanda mundial por insumos para produção de aço

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A mineradora LHG Mining, do grupo J&F, de Joesley e Wesley Batista, que explora jazidas de alto teor de ferro e de manganês, protocolou pedido de licença para ampliar atividades no Complexo Morro de Urucum, em Corumbá.

O projeto prevê investimento de R$ 4 bilhões para aumentar a produção anual de minério de ferro de alto teor, de 12 milhões para 25 milhões de toneladas, o que consolidaria a empresa como uma das três maiores detentoras de jazidas de ferro de qualidade superior no mundo.

A empresa opera duas minas em Corumbá. A Santa Cruz, que possui uma lavra de minério de ferro a céu aberto de alto teor e está em funcionamento desde 1974; e a Mina Urucum, em operação desde 1903, com uma lavra de minério de ferro a céu aberto e uma subterrânea de manganês.

Conforme a Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), a ampliação das operações acompanha a crescente demanda mundial por insumos de alta qualidade para produção de aço com menor impacto ambiental.

A projeção da mineradora é que a viabilidade operacional do novo empreendimento seja de até 40 anos.

Segundo o secretário Jaime Verruck, da Semadesc, a nova fase da mineração no Morro do Urucum deve fortalecer ainda mais a economia de Corumbá e Ladário, com a criação de 4,3 mil empregos temporários durante as obras e mais 500 vagas permanentes na fase operacional, elevando o quadro total para 2,5 mil postos de trabalho diretos.

“Estamos diante de um investimento estruturante para a região, que fortalece a cadeia mineral com responsabilidade ambiental e inclusão socioeconômica”, destacou o secretário.

O projeto contempla obras de infraestrutura, incluindo a instalação de um transportador de correia, duas novas plantas de beneficiamento, sistema automatizado de carregamento ferroviário e um novo terminal rodoviário.

Esses investimentos têm por objetivo otimizar a logística, reduzir custos e minimizar impactos ambientais, como a emissão de poeira provocada por caminhões.

Para o coordenador de Mineração e Gás da Semadesc, Eduardo Pereira, a proposta da LHG Mining representa um avanço importante para o setor mineral do Estado, por priorizar práticas sustentáveis e investimento em tecnologia limpa.

“Além da eficiência produtiva, a empresa se compromete com ações de ESG, como a gestão racional da água, controle de emissões e ações de desenvolvimento social nas comunidades do entorno”, afirmou.

A apresentação do projeto será feita em audiência pública, no dia 30 de setembro, no Centro de Convenções de Corumbá.

. A LHG Mining informou que, atualmente, 90% dos trabalhadores e fornecedores da empresa são sul-mato-grossenses, política que será mantida nos investimentos na ampliação.

A expectativa é que a nova fase de operação gere, anualmente, cerca de R$ 350 milhões em tributos (CFEM, ICMS e ISS) e R$ 40 milhões em compensações ambientais.

Veto no leilão da hidrovia

Conforme reportagem do Correio do Estado, a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) vai proibir a mineradora LHG Mining de participar da primeira rodada do leilão da hidrovia do Rio Paraguai, previsto para o fim do ano. 

O objetivo é evitar a concentração, as práticas anticoncorrenciais e a manipulação de mercado, já que atualmente a empresa é a maior usuária do serviço, sendo a responsável por quase a totalidade dos 3,82 milhões de toneladas desses minerais embarcados no primeiro semestre deste ano, que representam 84,9% de todo o transporte de cargas pelo rio. 

A decisão segue a política da autarquia para evitar a concentração de mercado e promover maior concorrência, postura já adotada no leilão em andamento do STS-10, no Porto de Santos, que teve contestação judicial por impedir empresas que já operam no terminal de participarem da primeira etapa do certame. 

No caso do Tramo Sul do Rio Paraguai, que vai de Corumbá até a Foz do Rio Apa, em Porto Murtinho, com 590 quilômetros, e mais 10 km do Canal do Tamengo, em Corumbá, a proibição para a mineradora foi definida no dia 25 do mês passado, pela diretoria colegiada da Antaq.

A diretoria aprovou um acórdão com 10 determinações de ajustes a serem feitos nas minutas do edital e do contrato de concessão, após a apresentação do relatório do diretor Alber Vasconcelos, sobre o Plano de Outorga Específica (POE) que visa a Concessão da hidrovia do Rio Paraguai. 

Nesse parecer, Vasconcelos afirma que, em virtude das estimativas de demanda apresentadas no projeto, verificou-se que mais de 75% da carga transportada pertence a uma única empresa, a LHG Mining, controlada pelo Grupo J&F, afirmando que “caso esse agente econômico torne-se o concessionário, ele deterá posição dominante e poderá abusar deste poder”.

Ele aponta que poderá ocorrer discriminação no acesso à infraestrutura e ainda cita a discriminação de preços.

“O agente verticalizado pode desenvolver estruturas de preço que, aparentemente neutras, beneficiem o perfil específico de sua própria operação. Taxas de acesso, tarifas por volume, cobranças por serviços acessórios ou descontos para determinados padrões de utilização podem ser desenhados para favorecer o agente dominante, elevando artificialmente os custos dos rivais”.

Por esses e outros  motivos, Vasconcelos conclui que há um risco concorrencial da LHG Mining controlar a hidrovia, por ter acesso a informações sensíveis de seus concorrentes, o controle sobre a tarifa a ser cobrada e o nível de serviço a ser disponibilizado a uma usuária da hidrovia, o que “abre grande janela de oportunidade para manipulação do mercado e práticas anticoncorrenciais, ainda que a Antaq possa realizar o controle de condutas posteriormente”.

Benefício

Governo federal adianta pagamento do 13º de beneficiários do INSS

Em Mato Grosso do Sul, são mais de 400 mil beneficiários e o pagamento deve injetar mais de R$ 800 milhões na economia do Estado

14/04/2026 14h28

INSS adianta 13º de beneficiários

INSS adianta 13º de beneficiários Foto: Gerson Oliveira / Arquivo

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Aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) terão o valor do 13º salário antecipado nos meses de abril e maio deste ano. 

O Decreto nº 12.884, assinado pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, deve beneficiar cerca de 400 mil beneficiários em Mato Grosso do Sul. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União do dia 19 de março. A antecipação vai transferir R$ 811,7 milhões aos donatários do Estado. 

Segundo o calendário, a primeira parcela do pagamento, cerca de 50% do valor total, vai de 24 de abril até o dia 8 de maio. 

Já a segunda metade será paga de 25 de maio a 8 de junho. Essa parcela corresponde à diferença entre o valor total do abono anual e o valor da parcela antecipada, sendo paga juntamente com os benefícios da competência de maio. 

Terão direito à antecipação do valor aqueles que tiverem recebido, em 2026, algum benefício por incapacidade temporária, auxílio-acidente, aposentadoria, salário-maternidade, pensão por morte ou auxílio-reclusão. 

Não recebem o 13º salário as pessoas que recebem Benefício de Prestação Continuada (BPC), valor pago a idosos com mais de 65 anos e pessoas com deficiência com baixa renda comprovada e beneficiários de Renda Mensal Vitalícia. 

A data de pagamento leva em conta o número final do cartão do INSS, sem considerar o último dígito verificador, que fica após o traço. 

Segundo o Decreto, o pagamento do abono é feito em agosto e novembro e a antecipação do benefício contempla todos os estados, injetando um montante significativo de recursos na economia dos municípios. 

Veja as datas dos pagamentos de acordo com o número final do cartão:

INSS adianta 13º de beneficiários
INSS adianta 13º de beneficiários

 Na espera

Em Mato Grosso do Sul a fila de espera pela análise por algum benefício mais que dobrou em um ano, conforme o recorte mais recente divulgado. Enquanto em novembro de 2024 o número era de 16.749 pessoas esperando por algum tipo de auxílio, o volume alcançou 41.775 pessoas na fila em novembro do ano passado, um salto de 150%.

Nesse contexto de crescimento, entra em vigor a unificação das filas regionais em uma fila única nacional. A mudança, implementada no dia 13 de janeiro, permite que processos de Mato Grosso do Sul sejam analisados por servidores de qualquer parte do País, independentemente da agência de origem do pedido. A expectativa é de reduzir desigualdades regionais e acelerar a concessão de benefícios, sobretudo nos estados onde o tempo de espera é maior.

Em todo o Brasil, são mais de 2,9 milhões de beneficiários aguardando a análise por algum benefício entre aposentadorias, benefício por incapacidade temporária, pensões, entre outros. 

Reajuste

Conta de luz fica mais cara a partir de amanhã em MS; veja novos valores da Energisa

Aneel aprova reajuste médio de 12,11% para 74 municípios de Mato Grosso do Sul. Saiba quanto sobe a tarifa para residências, empresas e produtores rurais

14/04/2026 13h45

Reajustes começam a valer a partir de amanhã (15)

Reajustes começam a valer a partir de amanhã (15) Arquivo Correio do Estado

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A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) aprovou hoje (14) o reajuste médio de 12,11% para a tarifa de energia elétrica dos 1,15 milhão de consumidores em 74 municípios sul-mato-grossenses atendidos pela Energisa MS.

Só que haverá variação nos percentuais de acordo com a tensão da rede utilizada, ficando em 12,39%,em média,  para empresas, e 11,98% para o consumo de baixa tensão.

O reajuste para cliente residencial será de 11,75%. As novas tarifas começam a valer amanhã.  

Os índices seriam maiores, mas a pedido do Ministério de Minas e Energia a autarquia consultou a empresa sobre a possibilidade de abrir mão de R$ 21 milhões em custos no cálculo.

A empresa aceitou a proposta e desta maneira houve a diminuição de meio ponto percentual no reajuste, isso após a diretoria colegiada adiar em uma semana a decisão, de 7 de abril para hoje. 

Antes, o reajuste médio seria de 12,61%, sendo que os consumidores de baixa tensão teriam de pagar 12,49% a mais, enquanto os de alta tensão deveriam ter um aumento maior, de 12,88%, segundo  a planilha apresentada  no dia 30 de março.

Reajustes começam a valer a partir de amanhã (15)Feito por Denis Felipe com IA

Mas o aumento aprovado hoje vai ter vários percentuais conforme a tensão utilizada pelo consumidor. No caso das empresas e grandes consumidores o reajuste oscila entre 7,31% a 13,78%, dando a média de 12,39%. 

Para o usuário de baixa tensão, serão 11,75% para clientes residenciais, chegando a 12,46%, com média de 11,98%. O cliente rural vai ter aumento de 12,45% e a iluminação púbica de 12,36%. 

Estes novos percentuais menores foram viabilizados porque na última quinta-feira, 09, dois dias após o adiamento da decisão pela diretoria colegiada sobre o reajuste, a Energisa MS apresentou solicitação de diferimento tarifário de R$ 21 milhões (mecanismo regulatório que adia parte dos reajustes na conta de luz, suavizando impactos imediatos para o consumidor).

Adiamento

No dia 6 deste mês, a Energisa MS apresentou ofício comunicando que aceita o adiamento em uma semana, “com o intuito de contribuir com a avaliação de possíveis alternativas destinadas a mitigar os impactos de reajustes tarifários aos clientes”, enfatizando que “concorda com a postergação da homologação do Reajuste Tarifário Anual a ser deliberado no dia 7 de abril de 2026 para o dia 14 de abril de 2026”.

No documento, a empresa deixa claro que “o efeito financeiro decorrente da não aplicação das novas tarifas entre o dia 8 de abril de 2026 e a data de publicação da nova Resolução Homologatória seja compensado e devidamente corrigido no cálculo das tarifas de 2026”.

Com esse posicionamento, a diretoria da Aneel retirou o processo de reajuste tarifário da pauta da reunião do dia 7, reagendando-o para esta terça-feira (14), com a proposta de índices menores.

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