O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que Mato Grosso do Sul vive um dos melhores momentos de sua trajetória recente e atribuiu parte desse cenário à condução do governo de Eduardo Riedel (PP).
Em entrevista ao programa Tribuna Livre, da FM Capital, Durigan classificou o Estado como "estratégico" para o futuro do Brasil, elogiou a gestão fiscal adotada pelo governo estadual e defendeu a manutenção da parceria entre Brasília e Campo Grande.
Segundo o ministro, Mato Grosso do Sul "está na vanguarda do país" ao combinar crescimento do agronegócio com modernização da economia, especialmente impulsionada pelos investimentos na cadeia da celulose.
"O Mato Grosso do Sul, do meu ponto de vista, é um estado que está na vanguarda do país. É muito impressionante o que acontece no Estado. De fato, Mato Grosso do Sul tem avançado bem", afirmou.
Durigan também destacou indicadores sociais para sustentar a avaliação positiva. Segundo ele, o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), calculado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), demonstra que o Estado alcançou seu melhor nível histórico de desenvolvimento.
"O nível de vida no Mato Grosso do Sul nunca esteve tão alto. Claro que isso não significa que está tudo resolvido, mas mostra que o Estado está bem", disse.
Durante a entrevista, o ministro ressaltou que o Governo Federal tem atuado para fortalecer a capacidade de investimento do Estado. Entre as medidas citadas está a renegociação de uma dívida de R$ 7,7 bilhões com a União, cujo pagamento foi estendido por 30 anos e sem cobrança de juros.
"O Estado está renegociando sua dívida em 30 anos, pagando zero de juros para a União. Isso faz com que tenha mais capacidade de investir e melhorar a vida das pessoas. Isso é parceria", afirmou.
Durigan também revelou que o Ministério da Fazenda concedeu mais de R$ 4 bilhões em avais para operações de crédito contratadas pelo governo sul-mato-grossense junto a instituições financeiras nacionais e internacionais para projetos de infraestrutura.
"Estamos tirando dívida do Estado e dando crédito. Claro, para um Estado que vai bem e merece", declarou.
Outro ponto destacado pelo ministro foi a participação de Mato Grosso do Sul na implementação da reforma tributária.
Ele lembrou que o secretário estadual de Fazenda, Flávio César Mendes de Oliveira, assumiu a presidência do Comitê Gestor da Reforma Tributária, fato que, segundo ele, demonstra o protagonismo do Estado nas discussões nacionais.
Além disso, fez um agradecimento público ao governador Eduardo Riedel e ao secretário de Fazenda pelo diálogo mantido com o Ministério da Fazenda e com os demais governadores durante a construção do novo sistema tributário.
"O governador tem ajudado muito nesse diálogo com os outros governadores. Esse tipo de parceria faz com que Mato Grosso do Sul viva uma situação boa", afirmou.
Na avaliação do ministro, a posição geográfica de Mato Grosso do Sul, a expansão das exportações de celulose — das quais cerca de 46% têm como destino a China — e projetos como a Rota Bioceânica reforçam o papel estratégico do Estado para a economia brasileira.
"O Mato Grosso do Sul é um estado-chave para o futuro do país. O Governo Federal não pode tratar o Estado como inimigo ou adversário. Tem que ser parceiro, e é isso que temos garantido", concluiu.


