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CUSTO

Morador da Capital desembolsou R$ 5,9 mil com cesta básica no ano passado

Campo Grande registrou aumento de 28,08% no ano passado, o terceiro maior índice do País
12/01/2021 08:30 - Súzan Benites


No último mês de 2020, a cesta básica apresentou queda de 2,14% em Campo Grande. De acordo com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), em dezembro o morador da Capital gastou R$ 576,48 para adquirir os produtos básicos. 

Somando todos os meses de 2020, foram desembolsados R$ 5.946,71.  

A supervisora técnica do Dieese em MS, Andreia Ferreira, explica que o total desembolsado em 2020 corresponde a 47% do salário mínimo líquido. 

“O cálculo leva em consideração o salário mínimo líquido, incluindo o 13°. E o comprometimento é muito alto: se você pensar que para quem ganha um salário a renda anual [líquida] é de R$ 12.566,13, essa pessoa comprometer R$ 5,946,71 é muita coisa”, disse.

Apesar da leve queda no fim do ano passado, no acumulado de 2020 a cesta básica em Campo Grande registra alta de 28,08%. 

O principal produto que puxou a elevação de preços no ano foi o óleo de soja, que subiu 108,71%, seguido por arroz, que registrou alta de 85,09%, e batata, com aumento de 83,08%. 

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De acordo com a supervisora técnica, além da alta do dólar e do aumento das exportações, que influenciaram no preço dos produtos, outros fatores também impactaram os números.  

“Tivemos a diminuição das áreas plantadas de arroz, feijão, do número de reses para abate, etc. Então vamos imaginar que, hipoteticamente, não tivéssemos pandemia: só esses fatores que diminuíram a oferta já fariam os preços subirem. Além disso, houve aumento dos custos de produção, com aumento da ração, dos medicamentos e dos fertilizantes, uma série de aumentos que acabaram impactando os alimentos”, contextualiza Andreia.

Ainda registraram aumentos significativos no ano passado: banana (49,67%), tomate (46,63%), feijão (38,84%), açúcar (25,53%), carne bovina (25,51%) e leite (24,08%).

MENSAL

Conforme o levantamento divulgado ontem, a cesta individual teve custo de R$ 576,48 em dezembro, redução de R$ 12,60 em relação ao valor desembolsado para aquisição dos alimentos no mês de novembro, que foi de R$ 589,08 – queda de 2,14%.

Em dezembro, o aumento mais expressivo foi sentido no preço da batata (4,16%). O preço médio de um quilo do tubérculo foi de R$ 4,76. 

Já a redução mais expressiva foi observada no preço do tomate (-20,33%), com preço médio de R$ 4,78 por quilo do fruto.

Outros itens que tiveram elevação em comparação ao mês de novembro foram: banana (2,92%), feijão carioquinha (2,71%), açúcar cristal (1,72%) e farinha de trigo (1,25%).

Já os produtos que puxaram a queda no mês foram: óleo de soja (-4,33%), arroz (-3,23%), leite integral (-2,61%), carne bovina (-1,24%), café em pó (-1,03%), manteiga (-1,03%) e pão francês (-0,78%).

A cesta básica necessária para alimentar uma família composta por dois adultos e duas crianças também apresentou queda no último mês do ano. 

Foram necessários R$ 1.729,44, queda de R$ 37,80 na comparação com os gastos percebidos por uma família em novembro, de R$ R$ 1.767,24.

Ainda segundo o Dieese, o porcentual do salário mínimo líquido comprometido para compra de uma cesta básica foi de 59,64% (redução de 1,30% em relação a novembro). 

Já a jornada de trabalho necessária para adquirir uma cesta básica foi de 121 horas e 22 minutos.