Economia

COMÉRCIO EXTERIOR

MS já exportou US$ 1,3 bilhão em 2024, melhor início de ano da história

Aumento das compras por países asiáticos e cesta diversificada de produtos explicam a resiliência das vendas, mesmo com soja em baixa

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Mato Grosso do Sul nunca exportou tanto quanto neste início de ano. Em janeiro e fevereiro, acumulou um total de vendas de produtos ao exterior de US$ 1,319 bilhão, valor 25% maior que o US$ 1,055 bilhão do mesmo período do ano passado, que já havia sido um recorde.

O alto volume de vendas ao exterior fez com que o superavit da balança comercial local ficasse em US$ 836,9 milhões, volume 62,1% maior que o saldo de US$ 516,3 milhões do primeiro bimestre de 2023. 

O responsável por este aumento no saldo da balança comercial foi justamente a queda nas importações. Neste ano foram importados US$ 482,5 milhões em produtos, enquanto no mesmo período de 2023 as importações via Mato Grosso do Sul somaram US$ 539,2 milhões. 

Diversificação

A diversificação dos produtos exportados explica o sucesso com o faturamento das vendas externas neste ano, mesmo em um período de preços de commodities, como a soja, o milho e a carne bovina, em baixa no mercado internacional. 

A celulose começou o ano como o principal item da pauta de vendas externas de Mato Grosso do Sul em janeiro e fevereiro, com uma comercialização de US$ 290,8 milhões para outros países.

A soja, campeã da balança comercial em todo o ano passado, começou forte no primeiro bimestre. É bom lembrar que janeiro e fevereiro, tradicionalmente, não são meses fortes para a exportação de oleaginosa. 

Neste ano, por exemplo, já foram exportados 537,9 mil toneladas da oleaginosa, com um faturamento médio de US$ 253,4 milhões, enquanto no primeiro bimestre do ano passado foram vendidos 138,6 mil toneladas de soja, por US$ 75,6 milhões. 

Uma das explicações dos especialistas para a alta de 235,1% no valor obtido com a venda da soja de MS está na comercialização de parte dos grãos colhidas na safra passada, que estava armazenada.

A outra é que os países asiáticos, puxados pela China, têm aproveitado o ciclo de baixa nas commodities para fazer estoque do produto do outro lado do planeta. 

O terceiro item em faturamento na balança comercial foi a carne bovina, que teve uma pequena alta de 2,95% no valor das vendas. Neste ano, já foram US$ 172 milhões nos dois primeiros meses (36 mil toneladas) contra US$ 167,1 milhões (35,1 mil toneladas) no primeiro bimestre de 2023. 

O quarto item neste ano era o líder do primeiro bimestre de 2023: o milho. Em janeiro e fevereiro, foram vendidos US$ 145 milhões (650 mil toneladas) para outros países, enquanto há 1 ano, no mesmo período, foram vendidos 959,3 mil toneladas, por US$ 279,7 milhões. 

O maior crescimento nas vendas, porém, veio do minério de ferro. A entrada do grupo J&F no segmento de mineração, em Corumbá, demonstrou um aumento na extração e nas vendas externas: nos dois primeiros meses deste ano foram vendidos US$ 48,5 milhões ao exterior, enquanto no mesmo período de 2023, foram US$ 6,5 milhões. Alta de 641% nas vendas.

O ferro-gusa, item derivado do minério, teve aumento de 308% nas exportações: foram US$ 27 milhões vendidos, contra US$ 6,6 milhões no ano passado. 

As vendas de algodão quintuplicaram, ultrapassaram o valor de US$ 3 milhões do primeiro bimestre do ano passado, e totalizaram US$ 15,5 milhões nos dois primeiros meses deste ano. 

Destino

O aumento das vendas para a Ásia ajuda a explicar a situação das exportações de Mato Grosso do Sul. A China, que já era o maior parceiro comercial do Estado, destino de 26% das vendas no primeiro bimestre do ano passado, passou a ter uma fatia ainda maior, de 38,6%.

O gigante asiático comprou US$ 510,1 milhões em produtos de Mato Grosso do Sul, 79,3% a mais em relação ao ano anterior. 

Os Estados Unidos são o segundo maior parceiro local, responsáveis por 7,36% das compras, que geraram US$ 97 milhões em receita para as empresas instaladas em MS – aumento de 16% nas compras norte-americanas. 

O terceiro maior parceiro são os Países Baixos (Holanda), que compraram US$ 71,4 milhões em produtos de MS, 18,9% a mais que no mesmo período do ano passado. 

As maiores disparadas são da Indonésia (474%), que comprou US$ 10,3 milhões em produtos de MS no ano anterior e, neste ano, adquiriu US$ 59,6 milhões, e dos Emirados Árabes Unidos, cujas compras passaram de
US$ 10 milhões para US$ 41,9 milhões, representando uma alta de 319,4%.

Ano passado 

Em 2023, Mato Grosso do Sul teve o maior saldo na balança comercial de toda sua história. O Estado encerrou o ano passado com um saldo de nada menos que US$ 7,56 bilhões. 

No ano passado, MS exportou US$ 10,5 bilhões, valor 28,1% maior que os US$ 8,2 bilhões exportados em 2022.

 

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LOTERIAS

Resultado da Quina de ontem, concurso 7001, terça-feira (25/08): veja o rateio

A Quina realiza seis sorteios semanais, de segunda-feira a sábado, sempre às 21h; veja quais os números sorteados no último concurso.

26/08/2026 08h46

Confira o resultado da Quina

Confira o resultado da Quina Foto: Arquivo

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A Caixa Econômica Federal realizou o sorteio do concurso 7001 da Quina na noite desta terça-feira, 25 de agosto de 2026, a partir das 21h (de Brasília). A extração dos números ocorreu no Espaço da Sorte, em São Paulo, com um prêmio estimado em R$ 1 milhão.

Premiação

  • 5 acertos - Não houve ganhadores
  • 4 acertos - 11 apostas ganhadoras, (R$ 25.448,18)
  • 3 acertos - 1.672 apostas ganhadoras, (R$ 159,44)
  • 2 acertos - 44.538 apostas ganhadoras, (R$ 5,98)

Confira o resultado da Quina de ontem!

Os números da Quina 7001 são:

  • 55 - 32 - 48 - 68 - 62

O sorteio da Quina é transmitido ao vivo pela Caixa Econômica Federal e pode ser assistido no canal oficial da Caixa no Youtube.

Próximo sorteio: Quina 7002

O próximo sorteio ocorre na quarta-feira, 26 de agosto, a partir das 21 horas, pelo concurso 7002. O valor da premiação está estimado em R$ 2,6 milhões.

Para participar dos sorteios da Quina é necessário fazer um jogo nas casas lotéricas ou canais eletrônicos.

A aposta mínima custa R$ 3,00 para um jogo simples, em que o apostador pode escolher 5 dentre as 80 dezenas disponíveis no volante, e fatura prêmio se acertar 2, 3, 4 ou 5 números.

Como apostar na Quina

A Quina tem seis sorteios semanais: de segunda-feira a sábado, às 20h (horário de MS).

O apostador deve marcar de 5 a 15 números dentre os 80 disponíveis no volante e torcer. Caso prefira o sistema pode escolher os números para você através da Surpresinha ou ainda pode concorrer com a mesma aposta por 3, 6, 12, 18 ou 24 concursos consecutivos com a Teimosinha.

Ganham prêmios os acertadores de 11, 12, 13, 14 ou 15 números.

O preço da aposta com 5 números é de R$ 2,50.

É possível marcar mais números. No entanto, quanto mais números marcar, maior o preço da aposta.

Probabilidades

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada.

Para a aposta simples, com apenas cinco dezenas, que custa R$ 2,50, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 24.040.016, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 15 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 7.507,50 a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 8.005, ainda segundo a Caixa.

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Aos 127 anos

Campo Grande deve crescer acima da média estadual

PIB da Capital deve avançar 2,5% este ano, acima do 1,9% projetados para Mato Grosso do Sul e dos 2% estimados para a média nacional

26/08/2026 08h45

MARCELLO CASAL JRAGÊNCIA BRASIL

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Campo Grande completa 127 anos hoje com uma economia que deve crescer acima da média de Mato Grosso do Sul e do Brasil este ano. Enquanto o Produto Interno Bruto (PIB) estadual tem expansão projetada em 1,9%, a Capital deve avançar 2,5%, segundo o boletim econômico da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico (Semades). A diferença de 0,6 ponto porcentual ocorre em um cenário nacional de juros elevados, inflação pressionada e crescimento moderado.

Conforme já publicado pelo Correio do Estado, a projeção estadual para este ano é de um crescimento de 1,9%, enquanto a média nacional estimada pela Resenha Regional do Banco do Brasil é de 2,0%.

O desempenho coloca a Capital em posição de destaque na economia sul-mato-grossense justamente quando se aproxima de celebrar 130 anos de história. O boletim aponta que “Campo Grande continua apresentando indicadores econômicos robustos” e registra desempenho superior à média nacional.

A projeção é sustentada principalmente pelo setor de serviços e pela construção civil. Em Mato Grosso do Sul, a expansão deve ser puxada pela agropecuária, com alta estimada de 2,8%, e pelos serviços, com 2,1%, enquanto a indústria deve recuar 1,1%.

O peso dos serviços explica parte da diferença. O segmento responde por 82,4% do Valor Adicionado Bruto (VAB) de Campo Grande e funciona como o principal vetor de sustentação da atividade econômica municipal.

No Estado, o volume de serviços acumulou crescimento de 4,3% nos 12 meses até maio, acima da média nacional de 2,6%. O comércio varejista ampliado avançou 3,7%, enquanto no País a alta foi de apenas 0,1%.

O próprio boletim da Semades resume a mudança na composição da economia regional ao afirmar que há uma “reconfiguração” dos vetores de crescimento, com serviços e indústria assumindo novos contornos diante dos efeitos climáticos sobre a agropecuária do Centro-Oeste.

TRABALHO

A geração de empregos é outro indicador que sustenta o cenário positivo. Entre janeiro e junho, Campo Grande acumulou 3.541 novas vagas com carteira assinada, segundo o Novo Caged. Com isso, o estoque chegou a 236.695 empregos formais ativos no fim do primeiro semestre.

Na comparação com dezembro de 2019, período anterior à pandemia, são 44.640 vínculos formais a mais, crescimento de 23,24%.

Os serviços lideraram a abertura de postos no semestre, com saldo positivo de 2.088 vagas, seguidos pela construção civil, com 1.467. Indústria e agropecuária registraram saldos de 350 e 269 empregos, respectivamente. O comércio, na contramão, acumulou fechamento líquido de 633 vagas.

Em junho, o mercado formal ainda registrou saldo positivo de 303 empregos. O comércio abriu 265 vagas, a indústria, 159 vagas, e os serviços, 109 vagas. A construção civil, porém, fechou 278 postos no mês.

Na avaliação da Semades, “Campo Grande posiciona-se na 16ª posição entre as capitais em geração proporcional de empregos formais em 2026”. A taxa de desocupação ficou em 4,1% no primeiro trimestre, a quarta menor entre as capitais brasileiras.

O crescimento também aparece no número de empresas. Campo Grande contabilizou 149.147 empresas ativas em julho, entre matrizes e filiais, conforme dados da Receita Federal compilados pelo Data Sebrae.

O número representa aumento de 44,62% em relação a março de 2020, quando havia 103.129 estabelecimentos. A Capital concentra ainda 41,44% das 359.886 empresas ativas de Mato Grosso do Sul.

A maior parte está concentrada nos serviços, com 87.326 empresas, ou 58,55% da base. O comércio reúne 36.970 estabelecimentos, a construção civil tem 12.741 e a indústria, 10.838.

Os pequenos negócios são predominantes, Microempreendedores Individuais (MEIs), microempresas e empresas de pequeno porte representam 94,55% das pessoas jurídicas ativas na Capital. São 80.070 MEIs, 47.570 microempresas e 13.373 empresas de pequeno porte.

Segundo o boletim, esse perfil evidencia a “vocação empreendedora da capital” e amplia as possibilidades de geração de renda e ocupação.

SERVIÇOS

O avanço do setor terciário também se reflete na arrecadação. Em 2025, Campo Grande recolheu R$ 728,06 milhões em Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN), contra R$ 663,52 milhões em 2024, crescimento real de 6,59%.

No primeiro semestre deste ano, foram R$ 372,64 milhões, alta real de 4,50% em relação aos seis primeiros meses do ano passado. Somente em junho, a arrecadação chegou a R$ 68,52 milhões, crescimento de 8,45%.

Para o boletim, o comportamento do ISSQN funciona como uma espécie de termômetro do setor terciário, por estar diretamente relacionado ao faturamento das empresas prestadoras de serviços.

EXPORTAÇÕES 

A inserção internacional também ganhou força no primeiro semestre. Campo Grande exportou US$ 462,47 milhões entre janeiro e junho, alta de 40,24% em relação aos US$ 329,77 milhões registrados no mesmo período de 2025.

As importações somaram US$ 210,25 milhões e a corrente de comércio chegou a US$ 672,72 milhões. O resultado foi um superavit de US$ 252,23 milhões, maior saldo positivo para um primeiro semestre desde o início da série histórica, em 1997.

O desempenho das exportações também atingiu o maior valor histórico para um primeiro semestre, segundo o boletim. A expansão dos embarques foi impulsionada principalmente pelas proteínas animais.

Em junho, as exportações municipais somaram US$ 91,97 milhões, alta de 48,71% sobre igual mês do ano passado. As carnes e miudezas comestíveis responderam por US$ 69,98 milhões desse total.

A China foi o principal destino das vendas externas, com US$ 49,76 milhões em junho, enquanto os Estados Unidos aparecem em segundo lugar, com US$ 6,38 milhões.

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