Economia

IMPOSTO DE RENDA

Municípios de Mato Grosso do Sul perderão R$ 157 milhões com reforma tributária

Se reforma aprovada na Câmara for confirmada no Senado e virar lei, FPM será reduzido

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Os municípios sul-mato-grossenses podem deixar de receber R$ 157,282 milhões por ano do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) com a reforma do Imposto de Renda aprovada pela Câmara dos Deputados no dia 2 deste mês.  

Mesmo com as alterações feitas no texto principal após pressão dos governos estaduais e das prefeituras, as perdas – estimadas inicialmente em R$ 192 milhões – deixaram os gestores insatisfeitos porque um acordo feito anteriormente teria sido descumprido. Em todo o Brasil, os entes federados devem perder cerca de R$ 19 bilhões.

O descontentamento foi manifestado um dia depois da votação. Na sexta-feira (10), a Confederação Nacional de Municípios (CNM) fez uma nota pública na qual declarou sua “profunda insatisfação e perplexidade com o desfecho do processo de votação pela Câmara dos Deputados”.  

O presidente da entidade, Paulo Ziulkoski, enfatizou que “contrariando o acordo previamente firmado com o movimento municipalista, no sentido de evitar perdas para os entes federativos, o relator do PL, deputado Celso Sabino [PSDB-PA], e o presidente da Câmara, Arthur Lira [PP-AL], cederam às pressões dos lobbies".

Além de que permitiram que se aprovasse, com apoio dos partidos da base do governo e da oposição, um texto que produzirá perdas da ordem de R$ 9,3 bilhões anuais para os municípios brasileiros (sendo R$ 5,6 bilhões no fundo de participação e R$ 3,7 bilhões no imposto próprio dos municípios).

Recursos esses que, na prática, serão subtraídos das ações em saúde e educação pública sustentadas pelas prefeituras.

“Esse acordo foi rasgado unilateralmente pelas lideranças da Câmara”, reclamou Paulo Ziulkoski. 

Ele explicou que duas alterações de última hora aumentaram significativamente a perda dos municípios: a manutenção do desconto simplificado do Imposto de Renda Pessoa Física para contribuintes que ganham mais de R$ 40 mil anuais e a redução da alíquota sobre lucros e dividendos de 20% para 15%.

“Com essas e outras concessões anteriormente feitas pelo relator para atender a grupos de interesse, a perda do FPM, inicialmente projetada para não ultrapassar R$ 1 bilhão, cresceu para R$ 5,6 bilhões”, destacou.  

Ele ainda disse que o texto tem “tantas isenções e brechas”, que a arrecadação do novo imposto sobre dividendos deve ficar em R$ 32 bilhões anuais, o que representa apenas 4% dos R$ 800 bilhões que serão gerados em lucros auferidos pelas empresas por ano.

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IMPACTO

Com essas mudanças, as prefeituras de Mato Grosso do Sul deverão perder cerca de R$ 157,282 milhões do FPM a cada ano. Dos 79 municípios, 37 perdem entre R$ 500 mil e R$ 1 milhão; 18 perdem entre R$ 1 milhão e R$ 1,5 milhão; outras 8 localidades, entre R$ 1,5 milhão e R$ 2 milhões; e 10 cidades perdem entre R$ 2 milhões e R$ 3 milhões, segundo estudo feito pela Confederação.

Pelo texto original apresentado pelo governo federal, as perdas chegariam a R$ 192 milhões.

O município mais impactado será Campo Grande, que deixará de receber R$ 34,50 milhões por ano; seguido por Dourados, com R$ 12,03 milhões; Corumbá, com R$ 7,30 milhões; Três Lagoas, com R$ 7,244 milhões; e Ponta Porã, com R$ 4,40 milhões.  

Em todo o Brasil, as perdas estimados para governos estaduais e prefeituras somam R$ 19 bilhões, valor que é R$ 7 bilhões inferior ao corte que seria provocado pelo texto original do Palácio do Planalto. A proposta inicial era retirar R$ 26,1 bilhões dos municípios e estados.  

A redução no repasse vai ocorrer porque o projeto altera regras no Imposto de Renda (IR), principalmente da pessoa jurídica, provocando a reação de gestores públicos, uma vez que o tributo é a principal fonte do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e FPM.  

A Constituição determina que, no caso dos estados, 21,5% de tudo o que é arrecadado com o Imposto de Renda e com o Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) deve ser repassado por meio do FPE. Outros 22,5% da arrecadação do IR e IPI devem ser repassados aos municípios.

Os fundos de desenvolvimento regional recebem 3%.

No documento, Ziulkoski afirmou que “o texto aprovado não cumpre com a promessa de tornar o sistema tributário mais justo e adicionalmente penaliza os municípios e os serviços públicos prestados à população de mais baixa renda do País, que depende da saúde e da educação pública”.

Criticando o governo federal ao citar que o discurso do ministro da Economia, Paulo Guedes, de “Mais Brasil, menos Brasília”.

"Parece ser mera retórica, já que os municípios perderão R$ 9,3 bilhões, enquanto a União terá suas perdas compensadas por revisão de benefícios fiscais do PIS/Cofins. Ou seja, mais uma vez vemos as autoridades federais fazendo bondade com chapéu alheio, bondade destinada a agradar grandes empresários e banqueiros”.

Votação

O texto final do projeto foi encaminhado para o Senado Federal, onde ainda precisa ser votado para que as novas regras do Imposto de Renda entrem em vigor. Caso haja alterações, o texto retorna para nova votação na Câmara dos Deputados.  

A CNM afirmou que atuará junto dos senadores para mudar o texto “diante do não cumprimento do acordo político por parte de lideranças da Câmara”.

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Levantamento

24º Arraial de Santo Antônio movimentou mais de R$ 1,1 milhão na economia da Capital

Segundo pesquisa da Prefeitura Municipal, pelo menos 15 mil pessoas passaram pelo evento

19/06/2026 15h36

Segundo levantamento da prefeitura, mais de 15 mil passaram pelo evento

Segundo levantamento da prefeitura, mais de 15 mil passaram pelo evento Divulgação Prefeitura de Campo Grande

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Uma pesquisa realizada pelo Observatório de Turismo de Campo Grande mostrou que pelo menos 15 mil pessoas passaram pela 24ª edição do Arraial de Santo Antônio na Capital, tradicional festa junina. 

A celebração, que aconteceu dos dias 11 a 14 de junho apontou que os gastos do público com alimentação no evento superou os R$ 1,16 milhões durante os quatro dias. 

Segundo as estimativas, o gasto médio por participante foi de R$ 77,40 no consumo com alimentação. De acordo com os gráficos, 34,98% dos participantes gastaram de R$ 50 a R$ 99 por dia, 16,43% estimaram os gastos diários de R$ 100 a R$ 149 e 6,34% gastaram acima de R$ 200. 

A pesquisa também mostrou que o principal perfil da festa foram jovens de 18 a 25 anos, correspondendo a 45% dos entrevistados, seguidos pelos de 26 a 35 anos (21%) e público majoritariamente feminino (58,45%). 

Embora os turistas tenham correspondido a apenas 3% do público, os dados revelaram um aumento na permanência dos visitantes na cidade. 

Segundo a pesquisa, turistas de nove cidades brasileiras passaram por Campo Grande: Aquidauana, Barra Velha (SC), Glória de Dourados, Maracaju, Miranda, Natal (RN), Presidente Prudente (SP), Sidrolândia e Três Lagoas. 

Entre os visitantes, 36,36% permaneceram em Campo Grande por cinco dias ou mais. Esse índice representa um avanço em relação aos levantamentos anteriores, que registravam média de três dias de estadia na Capital. 

"O crescimento demonstra maior capacidade de retenção de visitantes e reflete o fortalecimento da oferta de atrativos, eventos e experiências turísticas na Capital, ampliando o potencial de geração de renda para diversos segmentos da cadeia produtiva do turismo", afirmou a prefeitura em nota. 

Além disso, também foi observado forte engajamento do público na festa, com 43,6% presentes em todos os dias da festa. 

Para o secretário municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Ecoômico, Turístico e Sustentável, Ademar Júnior, os dados são relevantes para um planejamento certeiro e gestão local. 

“A produção de dados confiáveis é fundamental para a construção de políticas públicas mais eficientes, capazes de promover o desenvolvimento turístico sustentável, fortalecer a economia local e ampliar a competitividade de Campo Grande como destino turístico. Ao transformar informações em conhecimento, o Observatório de Turismo contribui diretamente para o planejamento de ações, investimentos e estratégias que impulsionam o setor, consolidando uma gestão baseada em evidências e resultados”, disse. 

24ª edição

O 24º Arraial de Santo Antônio contou com a participação de artistas nacionais e regionais. Além disso, foram 18 barracas comandadas por instituições filantrópicas, comercializando comidas típicas e tradicionais das festas juninas.

Na quinta-feira (11), quem subiu ao palco foi a dupla Munhoz e Mariano. Na sexta (12), subiram ao palco Zé Barba e a dupla Alex e Yvan. No sábado (13), o Arraial teve transmissão do jogo do Brasil em uma estrutura preparada para a torcida da Seleção. Já no domingo (14), a programação contou com procissão, missa e a noite terminou com show de Alex e Yvan. 

LOTERIAS

Resultado da Dia de Sorte de ontem, concurso 1227, quinta-feira (18/06): veja o rateio

A Dia de Sorte realiza três sorteios semanais, às terças, quintas e sábados, sempre às 21h; veja quais os números sorteados no último concurso

19/06/2026 08h32

Confira o rateio da Dia de Sorte

Confira o rateio da Dia de Sorte Foto: Divulgação

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A Caixa Econômica Federal realizou o sorteio do concurso 1227 da Dia de Sorte na noite desta quinta-feira, 18 de junho de 2026, a partir das 21h (de Brasília). A extração dos números ocorreu no Espaço da Sorte, em São Paulo, com um prêmio estimado em R$ 1 milhão.

Premiação

  • 7 acertos - Não houve ganhadores
  • 6 acertos - 49 apostas ganhadoras, (R$ 2.518,05)
  • 5 acertos - 1.829 apostas ganhadoras, (R$ 25,00)
  • 4 acertos - 22.220 apostas ganhadoras, (R$ 5,00)

Mês da Sorte

  • Maio - 65.516 apostas ganhadoras, (R$ 2,50)

Confira o resultado da Dia de Sorte de ontem!

Os números da Dia de Sorte 1227 são:

  •  28 - 10 - 09 - 22 - 31 - 21 - 03 
  • Mês da sorte: 05 - Maio

O sorteio da Dia de Sorte é transmitido ao vivo pela Caixa Econômica Federal e pode ser assistido no canal oficial da Caixa no Youtube.

Próximo sorteio: 1228

Como a Dia de Sorte tem três sorteios regulares semanais, o próximo sorteio ocorre no sábado, 20 de junho, a partir das 21 horas, pelo concurso 1228. O valor da premiação está estimado em R$ 1,3 milhão.

Para participar dos sorteios da Dia de Sorte é necessário fazer um jogo nas casas lotéricas ou canais eletrônicos.

A aposta mínima custa R$ 3,00 para um jogo simples, em que o apostador pode escolher 7 dente as 31 dezenas disponíveis, e fatura prêmio se acertar 4, 5, 6 e 7 números.

Como apostar na Dia de Sorte

Os sorteios da Dia de Sorte são realizados às terças, quintas e sábados, sempre às 20h (horário de MS).

O apostador marca entre 7 e 15 números, dentre os 31 disponíveis no volante, e fatura prêmio se acertar 4, 5, 6 e 7 números.

Há a possibilidade de deixar que o sistema escolha os números para você por meio da Surpresinha, ou concorrer com a mesma aposta por 3, 6, 9 ou 12 concursos consecutivos através da Teimosinha.

A aposta mínima, de 7 números, custa R$ 3,00.

Os prêmios prescrevem 90 dias após a data do sorteio. Após esse prazo, os valores são repassados ao Tesouro Nacional para aplicação no FIES - Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior.

É possível marcar mais números. No entanto, quanto mais números marcar, maior o preço da aposta.

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