Economia

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Não Conseguiu Fazer o Pix? Sistema apresenta instabilidade e gera frustração em todo o País

Para muitos, o problema não apareceu em um gráfico técnico, mas sim no balcão da padaria, no caixa do supermercado ou na corrida de aplicativo

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O que era para ser uma segunda-feira comum de transações rápidas e pagamentos instantâneos transformou-se em um teste de paciência para milhões de brasileiros.

Desde o início da tarde desta segunda-feira (19), o sistema Pix, espinha dorsal da economia digital do país, apresenta uma instabilidade generalizada que impede transferências e pagamentos em diversas instituições financeiras.

O "Susto" na hora de pagar

Para muitos, o problema não apareceu em um gráfico técnico, mas sim no balcão da padaria, no caixa do supermercado ou na corrida de aplicativo. Relatos nas redes sociais descrevem o constrangimento de quem, com o celular na mão e o saldo na conta, viu a mensagem de "erro de conexão" ou "serviço indisponível" repetidamente.


"É uma sensação de impotência. Você está com as compras prontas, uma fila atrás de você, e o dinheiro simplesmente não 'vai'. A gente se acostumou tanto com a facilidade que esquece de andar com o cartão físico ou um pouco de dinheiro vivo", desabafou uma usuária em seu perfil no X (antigo Twitter).

Impacto Generalizado

De acordo com o portal de monitoramento DownDetector, as notificações de falhas dispararam por volta das 14h40, ultrapassando a marca de 6 mil reclamações em poucos minutos.

O apagão digital não escolheu bandeira: clientes de grandes bancos como Itaú, Bradesco e Banco do Brasil, além de usuários de fintechs como Nubank e Inter, relataram as mesmas dificuldades.

A natureza multibank do problema sugere que a falha reside no Sistema de Pagamentos Instantâneos (SPI) do Banco Central, e não em aplicativos isolados.

Até o momento, o Banco Central ainda não emitiu uma nota oficial detalhando a causa técnica da interrupção, mas a escala do problema indica uma falha de infraestrutura centralizada.

O Lado de quem vende

Para os pequenos empreendedores, a instabilidade é mais do que um incômodo; é prejuízo direto.

"Segunda-feira é dia de pagar fornecedor e receber muitas vendas pequenas. Sem o Pix, o movimento trava. Muita gente desiste da compra porque não tem outra forma de pagar na hora", explica Agnaldo, dono de uma lanchonete.

Site: Downdetector

O Que Fazer Agora?

Enquanto o sistema não é restabelecido, especialistas recomendam cautela. Se você precisa realizar um pagamento urgente, aqui estão algumas alternativas:

  1. Cartão de Débito/Crédito: Se você possui o cartão físico ou cadastrado em carteiras digitais (Apple Pay/Google Pay), esta continua sendo a via mais segura.
  2. TED/DOC: Embora não sejam instantâneos e possam ter custos dependendo do seu pacote, ainda operam por sistemas diferentes do Pix.
  3. Dinheiro Vivo: Para compras essenciais de baixo valor, o bom e velho papel-moeda ainda é o único "sistema" que não cai.
  4. Aguarde a Confirmação: Evite tentar a mesma transação repetidamente para não gerar duplicidade caso o sistema processe os pedidos acumulados de uma vez.

A instabilidade de hoje acende, mais uma vez, o alerta sobre a nossa dependência extrema de um único sistema tecnológico.

Enquanto os técnicos trabalham nos bastidores para religar as engrenagens financeiras do Brasil, resta ao cidadão o exercício da paciência e a lembrança de que, no mundo digital, o "plano B" nunca foi tão necessário.

Logística

BNDES libera R$ 350 milhões para Rumo ampliar capacidade da Malha Norte em MS e MT

Concessionária vai comprar vagões-tanque e locomotivas híbridas para transportar etanol de milho de MS e MT para o Sudeste

19/01/2026 04h40

Rumo Logística atua na Malha Norte, em Mato Grosso do Sul e Mato Grosso

Rumo Logística atua na Malha Norte, em Mato Grosso do Sul e Mato Grosso Rony Santos

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 350 milhões para a Rumo adquirir seis locomotivas híbridas e 160 vagões-tanque. As novas composições serão usadas na Malha Norte, que atende os estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Os recursos liberados pelo BNDES para a compra dos novos vagões e locomotivas da Malha Norte têm origem no Fundo Clima.

Com o projeto, o transporte terá capacidade ampliada em 928 mil m³ por ano (32% a mais em relação ao volume de biocombustíveis transportado em 2024).

O objetivo da Rumo é ampliar o escoamento de etanol de milho produzido em Mato Grosso e também de parte do etanol de milho que será produzido futuramente em Mato Grosso do Sul. Para os próximos anos, a Atvos deve construir uma planta de etanol de milho na região, na unidade de Costa Rica.

As locomotivas híbridas são equipamentos ferroviários que combinam dois sistemas de tração primários — um motor a combustão interna (como diesel) e um motor elétrico alimentado por baterias ou geradores —, permitindo diferentes modos de operação com maior eficiência energética. Nesse arranjo, o motor de combustão pode atuar apenas em regimes ótimos para gerar eletricidade ou fornecer tração direta, enquanto o sistema elétrico complementa a potência, reduz picos de consumo e armazena energia recuperada por frenagem regenerativa, garantindo que ambos os sistemas contribuam ativamente para o deslocamento.

“A adoção de tração híbrida representa a alternativa tecnológica mais viável de descarbonização da matriz ferroviária no curto e médio prazo, por ter menor custo de implementação e menor dependência de obras civis complexas, o que reforça o caráter inovador da iniciativa. Com a tecnologia híbrida e a substituição do modal de transporte rodoviário pelo ferroviário, o projeto estima a redução de 62,3 mil toneladas de CO por ano. O transporte rodoviário é oito vezes mais emissor de CO por tonelada-quilômetro útil (TKU)”, afirma o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

A vice-presidente da Rumo Logística afirmou que a empresa está buscando mais tecnologia. 

“Investir no modal ferroviário é crucial para avançarmos na descarbonização da matriz de transportes brasileira no longo prazo, ajudando o país a consolidar sua liderança global em cadeias produtivas que requerem uma logística competitiva e sustentável, com vocação para transportar grandes volumes a longas distâncias. Por isso, ampliar o investimento na ferrovia, com acesso competitivo a linhas de financiamento, como o Fundo Clima, é uma forma de reconhecer e valorizar os atributos de sustentabilidade desse modal e sua contribuição estratégica para a economia nacional. Demos um passo muito importante e certamente temos espaço para aumentar substancialmente a participação da ferrovia na nossa matriz”, destaca Natália Marcassa, vice-presidente da Rumo.

Malha Norte

A Malha Norte é o único modal ferroviário em atividade em Mato Grosso do Sul. A ferrovia liga as cidades de Rondonópolis a Aparecida do Taboado, onde se conecta com a Malha Paulista. Em território sul-mato-grossense, além de Aparecida do Taboado, passa por Costa Rica, Chapadão do Sul e Inocência.

Altamente lucrativa, a Malha Norte tem forte demanda graneleira, de combustíveis (etanol de milho) e de celulose, produtos que são levados para a região Sudeste, de onde boa parte é exportada.
Ela é o oposto da Malha Oeste, ferrovia que, em Mato Grosso do Sul, liga as cidades de Corumbá e Três Lagoas, passando por Campo Grande, e que está praticamente desativada.

A Malha Oeste, coincidentemente, também pertence à Rumo Logística, que contraiu o empréstimo com o BNDES.

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Economia

Ponte da Rota Bioceânica está a 128 metros de ligar Brasil e Paraguai

União entre os dois lados da ponte está prevista para o fim de maio

18/01/2026 17h29

Duas metades da estrutura devem ser unidas no fim de maio

Duas metades da estrutura devem ser unidas no fim de maio Foto: Toninho Ruiz

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Com previsão para ligar Brasil e Paraguai no fim de maio, a ponte internacional da Rota Bioceânica, entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta, está a 128 metros do fim desta parte da obra. No total, são 350 metros que compõe o vão central sobre o rio.

Os trabalhos de construção da ponte foram retomados no dia 7 de janeiro, após um período de recesso de fim de ano. 

Em dez dias, a obra avançou 12 metros, restando os 128 para que as duas metades da estrutura se encontrem e façam a ligação física entre os dois países.

Após a junção entre as duas frentes, será iniciada a etapa final da obra, que consiste na construção e implantação de calçadas, pistas, iluminação viária e ornamental, pavimentação e sinalização. 

A expectativa é que essa próxima etapa seja finalizada em agosto e, em novembro, seja totalmente concluído o acesso à ponte do lado paraguaio.

A Rota Bioceânica será um corredor rodoviário com extensão de 2.396 quilômetros que liga os dois maiores oceanos do planeta, Atlântico ao Pacífico, pelos portos de Antofagasta e Iquique, no Chile, passando por Paraguai e Argentina.

A ponte é considerada uma peça central da rota. A passarela terá 1,3 quilômetro de extensão e 21 metros de largura, a 35 metros acima da calha do rio, contando com um trecho estaiado de 632 metros, sustentado por torres de 130 metros de altura.

O investimento, de US$ 100 milhões, é totalmente financiado pela Itaipu Binacional, do lado paraguaio.

Ponte

A construção da ponte começou oficialmente no dia 14 de janeiro de 2022 e integra um projeto que soma US$ 1,1 bilhão de investimentos do governo paraguaio, no trecho total de 580 km, entre Carmelo Peralta e Pozo Hondo.

Desse montante são:

  • US$ 440 milhões já garantiram a conclusão do trecho Carmelo – Loma Plata;
  • US$ 100 milhões foram destinados à ponte internacional;
  • US$ 354 milhões financiam a pavimentação da Picada 500 (PY-15);
  • Outros US$ 200 milhões serão aplicados no segmento entre Centinela e Mariscal.

A execução da ponte está sob responsabilidade do Consórcio Pybra, formado pelas empresas Tecnoedil, Paulitec e Cidades Ltda, sob coordenação do engenheiro civil paraguaio Renê Gómez.

Duas metades da estrutura devem ser unidas no fim de maioPonte ligará o Brasil ao Paraguai, entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta (Foto: Toninho Ruiz)

Alça de acesso

Paralelamente a construção da passarela, estão em andamento os trabalhos nos viadutos que integrarão as cabeceiras da ponte nos dois países.

No Brasil, também estão em andamento as obras da alça de acesso. Orçada em aproximadamente R$ 574 milhões, a alça compreende um trecho de 13,1 quilômetros de rodovia para interligar a BR-267 à ponte sobre o rio em Porto Murtinho.

Apesar de a ponte sobre o Rio Paraguai ter expectativa de ser entregue no primeiro semestre de 2026, as alças de acesso à rodovia só devem ser concluídas e liberadas para o público até 2028.

Rota Bioceânica

A Rota Bioceânica terá início em Porto Murtinho, no sudoeste de Mato Grosso do Sul, atravessando o Paraguai e a Argentina até chegar aos portos do Chile.

Essa ligação permitirá que exportações brasileiras cheguem à Ásia com até 17 dias de economia no transporte, em comparação com a saída pelo Porto de Santos, segundo dados da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc).

O projeto, que começou a ser debatido em 2014 e foi iniciado em 2017, tem a promessa de ampliar a relação comercial do Estado com países asiáticos e sul-americanos.

A Rota Bioceânica, segundo especialistas, terá potencial para movimentar US$ 1,5 bilhão por ano em exportações de carnes, açúcar, farelo de soja e couros para os outros países por onde passará.

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