Economia

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Operação Safra inicia recuperação de estradas

Operação Safra inicia recuperação de estradas

Redação

28/01/2010 - 22h35
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As 17 residências regionais da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul) estão trabalhando nas rodovias de jurisdição estadual para executar serviços de recuperação e viabilizar o escoamento da produção. É a Operação Safra, realizada pela Secretaria de Estado de Obras Públicas e de Transportes (Seop) e Agesul, que está sendo desencadeada também por frentes de trabalho extras, que utilizam comboios do parque de máquinas do próprio governo estadual, que havia sido reformado. O principal objetivo é garantir o escoamento da safra nas áreas onde há produção a ser colhida num período de 30 a 40 dias. São serviços de cascalhamento, roçada, tapaburaco, patrolamento, reforço na sinalização, entre outros. Terminados os trabalhos em determinado trecho, as residências redefinem a programação, atendendo todas as áreas que necessitem reparos. Em sequência, quando a estiagem tiver início, começa também a recuperação definitiva das rodovias e de pontes afetadas pelas chuvas. O secretário Edson Giroto explica que não há nenhuma rodovia estadual interditada: “Temos problemas em algumas rodovias por causa das chuvas intensas, mas imediatamente providenciamos desvios alternativos que permitem um trânsito contínuo”. Ele explica ainda que há muitos produtores solicitando melhorias em algumas estradas vicinais que são de jurisdições municipais. “Algumas estradas municipais estão interditadas, mas nossos técnicos estão realizando o levantamento em conjunto com as prefeituras, por determinação do governador. São equipes volantes mobilizadas especificamente para auxiliar os municípios no sentido de proceder a recuperação de pontos críticos das vicinais, favorecendo assim os produtores”, esclarece. “Está chovendo diariamente em todo o Estado, mas nossas equipes providenciam acessos alternativos o mais rápido possível. Houve um planejamento minucioso para a Operação Safra. Preparamos o maquinário no fim do ano para estarmos prontos para agir agora”, explica o secretário. Acrissul O presidente da Acrissul (Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul), Francisco Maia, disse que este é o momento de os sindicatos rurais dos municípios se reunirem com os prefeitos para juntos cobrarem do governo do Estado a recuperação das estradas. “Sabemos que as prefeituras não têm recursos, então está na hora dos sindicatos e prefeitos pedirem que o governo apresente um plano de recuperação”, defende. “A Acrissul tem recebido reivindicações de produtores para que haja uma ação nesse sentido, já que a entidade tem um acento no conselho do Fundersul [Fundo de Desenvolvimento do Sistema Rodoviário do Estado de Mato Grosso do Sul]. A sugestão é que se trace um plano de ação, porque recurso tem. E é o produtor que, mais uma vez, se apresenta para resolver os problemas, via o Fundo”, afirma. Ele lembra que as estradas são usadas por todos, mas a classe produtora é a única que paga um imposto exclusivamente para fazer a manutenção delas. Segundo Maia, é hora de o governo ouvir o produtor rural para saber quais as prioridades neste momento. “Porque, quando chegar a época da colheita, os problemas nas estradas devem piorar”, prevê.

LOTERIAS

Resultado da Lotomania de ontem, concurso 2933, sexta-feira (05/06): veja o rateio

A Lotomania tem três sorteios semanais, às segundas, quartas e sextas, sempre às 20h; veja quais os números sorteados no último concurso

06/06/2026 08h03

Confira o rateio da Lotomania

Confira o rateio da Lotomania

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A Caixa Econômica Federal realizou o sorteio do concurso 2933 da Lotomania na noite desta sexta-feira, 5 de junho de 2026, a partir das 21h (de Brasília). A extração dos números ocorreu no Espaço da Sorte, em São Paulo, com um prêmio estimado em R$ 1 milhão.

Confira o resultado da Lotomania de ontem!

Premiação

  • 20 acertos - Não houve acertador
  • 19 acertos - 5 apostas ganhadoras, (R$ 36.583,09)
  • 18 acertos - 54 apostas ganhadoras, (R$ 2.117,08)
  • 17 acertos - 410 apostas ganhadoras, (R$ 278,83)
  • 16 acertos - 2700 apostas ganhadoras, (R$ 42,34)
  • 15 acertos - 11320 apostas ganhadoras, (R$ 10,09)
  • 0 acertos - Não houve acertador

Os números da Lotomania 2933 são:

  •   04 - 33 - 65 - 27 - 81 - 19 - 49 - 36 - 25 - 00 - 96 - 61 - 10 - 23 - 88 - 76 - 37 - 41 - 09 - 12

O sorteio da Lotomania é transmitido ao vivo pela Caixa Econômica Federal e pode ser assistido no canal oficial da Caixa no Youtube.

Próximo sorteio: Lotomania 2934

Como a Lotomania três sorteios regulares semanais, o próximo sorteio ocorre na segunda-feira, 8 de junho, a partir das 20 horas, pelo concurso 2934. O valor da premiação está estimado em R$ 1,7 milhões. 

Para participar dos sorteios da Lotomania é necessário fazer um jogo nas casas lotéricas ou canais eletrônicos.

A aposta mínima custa R$ 3,00 para um jogo simples. 

O apostador  marca entre 50  números, dentre os 100 disponíveis no volante, e fatura prêmio se acertar 20, 19, 18, 17, 16, 15 ou nenhum número.

Há a possibilidade de deixar que o sistema escolha os números para você por meio da Surpresinha, ou concorrer com a mesma aposta por 2, 4 ou 8 concursos consecutivos através da Teimosinha.

Outra opção é efetuar uma nova aposta com o sistema selecionando os outros 50 números não registrados no jogo original, através da Aposta-Espelho.

Como jogar na Lotomania

Os sorteios da Lotomania são realizados às segundas, quartas e sextas-feiras, sempre às 20h (horário de MS).

O apostador  marca entre 50  números, dentre os 100 disponíveis no volante, e fatura prêmio se acertar 20, 19, 18, 17, 16, 15 ou nenhum número.

Há a possibilidade de deixar que o sistema escolha os números para você por meio da Surpresinha, ou concorrer com a mesma aposta por 2, 4 ou 8 concursos consecutivos através da Teimosinha.

Outra opção é efetuar uma nova aposta com o sistema selecionando os outros 50 números não registrados no jogo original, através da Aposta-Espelho.

O preço da aposta é único e custa  R$ 3,00.

Probabilidades

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada.

A aposta é única, com 50 dezenas, e a probabilidade de acertar 20 números e ganhar o prêmio milionário é de 1 em 11.372.635 segundo a Caixa.

Para 0 números, que a Lotomania também premia, a probabilidade é a mesma, de 1 em 11.372.635.

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MALHA OESTE

Concessionária sucateia ferrovia e dá calote na União

ANTT aponta falta de pagamento de outorga e arrendamento, além de multas por abandono da Malha Oeste; valor devido pela Rumo é estimado em R$ 8,1 bilhões

06/06/2026 08h00

Gerson Oliveira / Correio do Estado

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A Rumo Malha Oeste (RMO) deverá indenizar a União em R$ 8,1 bilhões, com o fim da concessão da linha férrea de 1.973 quilômetros entre Corumbá e Mairinque (SP), previsto para 30 de junho.

O valor calculado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) coloca a Malha Oeste no centro de uma das maiores disputas regulatórias do setor ferroviário brasileiro e representa um passivo bilionário para a concessionária controlada pelo empresário Rubens Ometto.

Além de evidenciar a dimensão dos problemas acumulados ao longo de quase 30 anos de concessão, a cifra chama atenção por sua magnitude. Os R$ 8,1 bilhões correspondem a um valor expressivo, mesmo para um dos maiores grupos empresariais do País, com atuação nos setores de ferrovias, energia e logística, sob o comando de Ometto.

O montante corresponde a débitos relacionados ao uso da infraestrutura, outorga e arrendamento em atraso, receitas acessórias não recolhidas e multas aplicadas desde o início da concessão, em 1996.

A cifra consta em nota técnica elaborada por três áreas da ANTT. No documento, a agência afirma que, segundo o Relatório Consolidado de Fiscalização Ordinária do 2º Ciclo de 2023, “a concessionária RMO foi considerada irregular quanto à regularidade fiscal”, além de acumular parcelas de outorga e arrendamento em atraso.

Segundo o levantamento, até novembro de 2024, os valores em aberto somavam R$ 31,2 milhões em parcelas de concessão e R$ 637,9 milhões em parcelas de arrendamento.

ABANDONO

A ANTT também destaca o estado de abandono da ferrovia, tema já abordado anteriormente pelo Correio do Estado.

“Conforme detalhado nos relatórios de inspeção expedidos pela Cofer-SP, a situação da Malha Oeste é de completo abandono por parte da concessionária. Foram desmobilizadas as equipes de manutenção e de vigilância patrimonial. Não há mais prestação de serviço na Malha, com exceção de um pequeno segmento de 10 km, na fronteira com a Bolívia. Há segmentos da Malha sem trilhos, com construções irregulares sobre a via permanente, e há segmentos de via permanente em aterros rompidos”, aponta o relatório.

O documento acrescenta que “parte significativa do material rodante foi deslocada para a Malha Sul, ao passo que outra parte se encontra em estado de sucata. Os bens imóveis também se encontram, em sua grande parte, em estado de completo abandono”.

A agência também registra que a Rumo desativou o Centro de Controle Operacional (CCO) da Malha Oeste e transferiu a gestão para outras unidades da companhia.

“Como estratégia da holding Rumo S.A., os Centro de Controle Operacionais – CCOs – das cinco concessões foram unificados em Curitiba-PR, e recentemente houve a transferência da gestão operacional, incluindo o CCO unificado, para Indaiatuba-SP”, informa o processo.

O abandono da ferrovia também resultou em sucessivas autuações. Conforme a ANTT, as multas atualizadas já somam R$ 105,363 milhões.

Em nota técnica da Superintendência de Transporte Ferroviário (Sufer) consta que “os processos administrativos sancionadores instaurados pela Sufer com vistas a apurar irregularidades da Rumo Malha Oeste S.A. somavam, em valores nominais, em novembro de 2024, o montante de multa da ordem de R$ 80 milhões”.

SUCATEAMENTO

Em relação ao patrimônio da concessão – locomotivas, vagões, trilhos, estações, prédios e demais ativos –, levantamento da Houer Consultoria e Concessões Ltda., contratada pela Infra S.A., estimou em R$ 6,954 bilhões o valor dos passivos a serem indenizados pela concessionária.

“Tem-se que a magnitude do valor a ser indenizado pela RMO à União em virtude dos passivos da concessão é da ordem de R$ 6,9 bilhões, na data-base de setembro de 2021”, aponta o parecer.

O estudo ressalta que o valor está sendo revisado, mas deve permanecer na mesma ordem de grandeza em razão do estado de conservação da malha e da atualização monetária.

Também está em andamento o Levantamento da Base de Ativos e Passivos (LBAP), previsto em aditivo contratual, para avaliar ativos, passivos patrimoniais e ambientais, além do cumprimento das obrigações da concessionária.

Na avaliação dos técnicos da ANTT, ainda existem pendências regulatórias, econômico-financeiras e administrativas a serem apuradas, incluindo metas contratuais, receitas acessórias, processos sancionadores e questões relacionadas à regularidade fiscal.

O parecer destaca que “é importante que a ANTT tenha uma avaliação final da concessão da Malha Oeste, de modo a consolidar um diagnóstico abrangente sobre o cumprimento das obrigações contratuais, a qualidade dos serviços prestados e o estado de conservação dos bens da concessão”.

Os técnicos alertam ainda que, após o encerramento do contrato, podem surgir novos passivos decorrentes de invasões, furtos de trilhos, rompimentos de aterros e depredações, o que poderá gerar discussões sobre a responsabilidade pelos danos ao fim da concessão.

CENÁRIO DIFERENTE

Em sentido oposto ao da avaliação da ANTT, relatório do BTG Pactual Equity Research divulgado em julho do ano passado estimou um impacto financeiro muito menor para a Rumo.

Segundo o banco, “a devolução deve ser gratuita, pois a Rumo deve ser ressarcida pelos trechos não utilizados”. O relatório também menciona um pleito de reequilíbrio contratual relacionado ao transporte de gás boliviano e conclui que “um desembolso financeiro modesto é o cenário mais provável”.

O BTG informou ainda que seu modelo já considerava uma provisão de R$ 2,5 bilhões relacionada à Malha Oeste no cálculo da dívida líquida da companhia.

Por meio de sua assessoria de imprensa, a concessionária informou “que não tem ciência do valor mencionado” de R$ 8,1 bilhões. A empresa acrescentou que realizou levantamento sobre os bens vinculados à concessão para apurar a base de ativos e passivos, diante da proximidade do encerramento do contrato.

A Rumo destacou ainda que, “além dos valores ainda pendentes de apuração, deverá ser considerado o ressarcimento à concessionária pelas perdas e lucros cessantes decorrentes do desequilíbrio do contrato, situação já reconhecida por decisão judicial”.

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