Boletim Econômico aponta que a Capital chegou a 149.147 empresas ativas; pequenos negócios representam 94,5% dos CNPJs
Campo Grande alcançou a marca de 149.147 empresas ativas em julho deste ano, um crescimento de 44,62% em relação a março de 2020, quando a Capital contabilizou pouco mais de 103 mil estabelecimentos. O avanço acompanha um cenário de fortalecimento do empreendedorismo, maior formalização de negócios e diversificação da economia local, segundo dados da 56ª edição do Boletim Econômico da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável (Semades).
Os números mostram que o município ampliou sua base empresarial mesmo em um cenário nacional de juros elevados e crescimento moderado do panorama econômico. De acordo com o boletim, a recuperação do número de empresas registrada em julho também desfaz a queda observada no mês anterior, atribuída apenas à atualização cadastral promovida pela Receita Federal, e não ao fechamento efetivo de negócios.
Atualmente, a capital concentra 41,4% de todas as empresas ativas do Estado, reforçando sua posição como principal polo econômico de Mato Grosso do Sul.
Um dos fatores apontados para esse desempenho é a Lei de Liberdade Econômica Municipal (Lei Complementar nº 528/2024), que dispensou a exigência de alvará para 654 atividades classificadas como de baixo risco, reduzindo etapas burocráticas para abertura de empresas e estimulando a formalização de novos empreendimentos.
Serviços lideram
Os dados reforçam a expansão do empreendedorismo, retratando o perfil econômico de Campo Grande, cada vez mais concentrado no setor de serviços. Das 149 mil empresas ativas, 87.326 pertencem ao segmento de serviços, que representa 58,5% da base empresarial do município. O comércio aparece em seguida, com 36.970 empresas (24,8%), seguido pela construção civil (12.741), indústria (10.838) e agropecuária (1.245).
Esse protagonismo também aparece em outros indicadores do boletim. O setor de serviços responde por 82,4% do Valor Adicionado Bruto (VAB) da economia municipal e apresentou desempenho superior ao nacional. Nos últimos 12 meses, Mato Grosso do Sul registrou crescimento de 4,3% no volume de serviços, enquanto a média brasileira ficou em 2,6%.
O aquecimento da atividade também refletiu na arrecadação municipal. Apenas no primeiro semestre deste ano, o Imposto Sobre Serviços (ISSQN) somou R$ 372,6 milhões, crescimento real de 4,5% em relação ao mesmo período de 2025. Segundo a Semades, o resultado está diretamente relacionado ao aumento da atividade econômica e ao ambiente de negócios mais favorável criado pela simplificação das regras para abertura de empresas.
Pequenos negócios
O levantamento mostra que o crescimento empresarial da Capital é sustentado principalmente pelos pequenos negócios.
Os Microempreendedores Individuais (MEIs) somam 80.078 registros, enquanto as microempresas chegam a 47.570 e as empresas de pequeno porte, a 13.373. Juntas, essas três categorias representam 94,55% de todos os CNPJs ativos em Campo Grande.
Para o secretário municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável, Ademar Silva Junior, a redução da burocracia tem sido decisiva para esse resultado. "A Lei de Liberdade Econômica representa um importante avanço para quem deseja empreender em Campo Grande. Ao facilitar a abertura de empresas e reduzir a burocracia para atividades de baixo risco, criamos condições para que mais pessoas possam investir, gerar empregos e contribuir para o desenvolvimento econômico da cidade. Os resultados apresentados pelo boletim demonstram que estamos construindo um ambiente cada vez mais competitivo e favorável aos negócios", afirmou.