Economia

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Prefeitura de Campo Grande adia solução da crise do aumento do IPTU

Decreto para prorrogar pagamento por mais 1 mês está pronto; entidades querem retomada de desconto e aumento limitado à inflação

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A Prefeitura de Campo Grande deve adiar, na manhã desta quarta-feira (7), a solução para a crise do aumento no valor final do carnê do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU).

No início da noite desta terça-feira (6), uma minuta de decreto que prorroga o vencimento do pagamento com 10% de desconto do dia 10 de janeiro para o dia 12 de fevereiro estava na mesa da prefeita, Adriane Lopes (PP).

A prorrogação é dada como certa no Município e é, por enquanto, o máximo que a gestão de Adriane Lopes pode ceder, após pressões da Câmara Municipal, da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso do Sul (OAB-MS) e de órgãos de representação da sociedade civil, como o Conselho Regional de Corretores de Imóveis de Mato Grosso do Sul (Creci-MS) e a Câmara de Dirigentes Lojistas de Campo Grande (CDL).

Para as entidades que exercem pressão para que o Município recue dos aumentos no valor final do carnê do IPTU, com elevação de até 400% na cobrança para alguns imóveis, apenas prorrogar o prazo para pagar o tributo à vista e com desconto não basta.

São necessárias outras concessões, como a retomada do desconto de 20% para pagamento à vista, que esteve vigente por mais de duas décadas e foi descontinuado neste ano, além da limitação do aumento do tributo a um reajuste linear de 5,5% – a incidência da inflação, conforme previsto em decreto.

Essas reivindicações também estão na mesa da prefeita, mas são mais difíceis de serem atendidas. O Município não esconde que precisa fazer caixa. Somente a retirada de 10 pontos porcentuais do desconto para pagamento à vista representa cerca de R$ 50 milhões em receita, apurou o Correio do Estado.

Por outro lado, Adriane Lopes teme os efeitos de uma ação civil pública da OAB-MS, que já está pronta e só não foi ajuizada ainda por causa desse primeiro recuo do Município, ao prorrogar a data do pagamento. 

LIMINAR

A possibilidade de concessão de uma liminar é concreta, uma vez que a Comissão de Direito Tributário da OAB-MS identificou várias ilegalidades no decreto, como a não publicação em Diário Oficial das mudanças de critérios na cobrança do IPTU, a exemplo do Perfil Socioeconômico Imobiliário (PSEI) da cidade, cuja alteração de plantas e avaliações não foi divulgada.

Além disso, a OAB-MS também encontrou situações de aumento de valor e até de alíquota não formalizadas por meio de lei, o que é visto como violação ao Código Tributário.
Na Câmara Municipal, que aprovou o primeiro capítulo dessas mudanças – no caso, as alterações no PSEI –, os vereadores se dão por satisfeitos, por ora, com a prorrogação da data para pagamento à vista com desconto e a retomada dos 10 pontos porcentuais descontinuados neste ano, conforme apurou o Correio do Estado.

Aumentar o desconto do IPTU, como quer a Câmara, ou mesmo limitar o reajuste à inflação, como defende a OAB-MS, implica transtornos como a necessidade de relançar os carnês do tributo, desprogramar o calendário de arrecadação e abrir mão de receita extra.

A dificuldade de resolver o problema levou a prefeita da Capital, Adriane Lopes, a escalar sua “madrinha” política na tarde de ontem, a senadora Tereza Cristina (PP).

Na manhã de hoje, Adriane deve se reunir com representantes da OAB-MS e com vereadores. Ela tentará uma última cartada para manter a cobrança do tributo, por meio do adiamento da data de pagamento.

REUNIÃO

Na manhã de ontem, foi realizada uma reunião na Câmara Municipal, que reuniu vereadores e técnicos da Prefeitura de Campo Grande. A OAB-MS participou do encontro, representada pelo secretário-geral e corregedor-geral, Luiz Renê Gonçalves do Amaral, e pelo diretor-geral da Escola Superior de Advocacia de Mato Grosso do Sul (ESA-MS), João Paulo Sales Delmondes.

A instituição defende a suspensão imediata da cobrança do IPTU 2026, sem prejuízo da adoção de medidas judiciais sobre o tema. Durante a reunião, os representantes da OAB-MS reforçaram o entendimento de que o reajuste aplicado é ilegal e desproporcional, solicitando que a prefeitura interrompa a cobrança até que a questão seja devidamente analisada.

Bitto Pereira, presidente da OAB-MS, destacou o posicionamento da instituição. “A OAB-MS foi a primeira instituição a se manifestar publicamente contrária à ilegalidade do aumento de IPTU 2026. E vamos seguir nessa luta. Hoje, na reunião, os nossos representantes pediram a imediata suspensão da cobrança e estamos aguardando essa posição da prefeitura. Não obstante isso, estamos trabalhando para ajuizar uma ação, combatendo o exorbitante aumento de IPTU”.

Durante a reunião, a procuradora-geral do Município, Cecília Saad Cruz Riskallah, disse que o Executivo estava disposto a ouvir as reivindicações. 

“A gente veio para conversar, ouvir as reivindicações. Vamos levar à prefeita para que sejam tomadas as providências que forem necessárias e cabíveis”, explicou.

TAXA DO LIXO

A aplicação do novo PSEI elevou o valor de alguns carnês do IPTU em Campo Grande em até 400%. Aprovado na Câmara Municipal no segundo semestre do ano passado, o Psei estabeleceu novos critérios para avaliação dos imóveis, resultando no aumento do valor do registro deles na prefeitura e reajustando a base do cálculo do IPTU. 

Para além disso, o novo PSEI também fez o valor cobrado pela coleta de lixo em alguns bairros disparar. Na reunião na Câmara, representantes do Município justificaram o aumento da taxa do lixo para honrar pagamentos, entre serviços atuais e atrasados feitos pela Solurb, de até R$ 160 milhões. 

“O perfil socioeconômico evoluiu em alguns bairros, diminuiu em outros e se manteve em outros. É só para aumento da taxa de lixo”, explicou o diretor-executivo de Receita da Secretaria Municipal da Fazenda (Sefaz), Ricardo Vieira Dias.

Ainda de acordo com o representante da Sefaz, o valor médio anual da taxa do lixo para residências de alto padrão é de R$ 911,00.

“Isso corresponde, dividido por 12 meses, por 4 semanas e por 3coletas diárias, a cerca de R$ 9 por coleta. Ou seja, toda vez que o gari vai à sua casa, está cobrando R$ 9 para retirar o lixo e levar a um depósito para fazer o descarte. Em um bairro mais humilde, tirando os isentos, que não pagam a taxa de lixo, a média é de R$ 0,40 a cada vez que o gari vai à casa dele”.

(Colaborou Leo Ribeiro)

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LOTERIAS

Resultado da Dupla-Sena de ontem, concurso 3016, sexta-feira (02/10): veja o rateio

A Dupla-Sena tem três sorteios semanais, às segundas, quartas e sextas, sempre às 20h; veja quais os números sorteados no último concurso

03/10/2026 08h21

Confira o rateio da Dupla-Sena

Confira o rateio da Dupla-Sena Foto: Arquivo

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A Caixa Econômica Federal realizou o sorteio do concurso 3016 da Dupla Sena na noite desta sexta-feira, 2 de outubro de 2026, a partir das 21h (de Brasília). A extração dos números ocorreu no Espaço da Sorte, em São Paulo, com um prêmio estimado em R$ 6 milhões.

Premiação - 1º Sorteio

  • 6 acertos - Não houve ganhadores
  • 5 acertos - 29 apostas ganhadoras (R$ 2.863,45)
  • 4 acertos - 984 apostas ganhadoras (R$ 96,44)
  • 3 acertos - 15.599 apostas ganhadoras (R$ 3,04)

Premiação - 2º Sorteio

  • 6 acertos - Não houve ganhadores
  • 5 acertos - 12 apostas ganhadoras (R$ 6.228,00)
  • 4 acertos - 962 apostas ganhadoras (R$ 98,65)
  • 3 acertos - 17.701 apostas ganhadoras (R$ 2,68)

Confira o resultado da Dupla-Sena de ontem!

Os números da Dupla Sena 3016 são:

Primeiro sorteio

  • 50 - 15 - 44 - 28 - 39 - 10 

Segundo sorteio

  • 11 - 18 - 06 - 13 - 15 - 50 

O sorteio da Dupla Sena é transmitido ao vivo pela Caixa Econômica Federal e pode ser assistido no canal oficial da Caixa no Youtube.

Próximo sorteio: Dupla Sena 3017

Como a Dupla Sena tem três sorteios regulares semanais, o próximo sorteio ocorre na segunda-feira, 5 de outubro, a partir das 20 horas, pelo concurso 3017. O valor da premiação está estimado em R$ 7 milhões.

Para participar dos sorteios da Dupla Sena é necessário fazer um jogo nas casas lotéricas ou canais eletrônicos.

Como jogar na Dupla-Sena

A Dupla-Sena tem três sorteios semanais: às segundas, quartas e sextas, às 20h (horário de MS).

O apostador deve marcar de 6 a 15 números dentre os 50 disponíveis no volante e torcer.

Caso prefira o sistema pode escolher os números para você através da Surpresinha ou ainda pode concorrer com a mesma aposta por 2, 3, 4, 6, 8, 9 ou 12 concursos consecutivos com a Teimosinha.

Com apenas um bilhete da Dupla Sena, você tem o dobro de chances de ganhar: são dois sorteios por concurso e ganha acertando 3, 4, 5 ou 6 números no primeiro e/ou segundo sorteios.

O preço da aposta com 6 números é de R$ 3,00.

É possível marcar mais números. No entanto, quanto mais números marcar, maior o preço da aposta.

Probabilidades

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada.

Para a aposta simples, com seis dezenas e preço de R$ 2,50, a probabilidade de acertar 6 números e ganhar o prêmio milionário é de 1 em 15.890.700 segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 15 dezenas (limite máximo), a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 3.174, ainda segundo a Caixa.

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atividade

Indústria bate recorde nas exportações, mas ritmo de contratações cai pela metade

Segmento vendeu US$ 5,39 bilhões ao exterior até agosto, maior valor da série histórica, enquanto saldo de empregos industriais recua 54,8% na comparação com 2025

03/10/2026 08h20

Foto: Divulgação/Fiems

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A indústria de Mato Grosso do Sul vive um momento de forte desempenho nas exportações, produção estável e expectativa de aumento da demanda, mas o avanço do setor ainda não se traduz no mesmo ritmo de geração de empregos. Enquanto as vendas externas de produtos industrializados alcançaram US$ 5,39 bilhões entre janeiro e agosto, recorde para o período, o saldo de empregos formais da atividade industrial caiu de 5.609 vagas para 2.536 vagas na comparação com o mesmo intervalo de 2025, uma redução de 54,8%.

Os dados do Novo Caged mostram que a indústria teve 47.666 admissões e 45.130 desligamentos no acumulado deste ano até agosto, resultando no saldo positivo de 2.536 postos. No mesmo intervalo do ano passado, o saldo havia sido de 5.609 vagas.

O movimento contrasta com os indicadores de atividade. De acordo com a Sondagem Industrial do Observatório da Indústria da Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul (Fiems), 78% das empresas consultadas mantiveram ou ampliaram a produção entre julho e agosto. Do total, 53% mantiveram o nível de produção e 25% registraram crescimento. 

O cenário, portanto, não é de retração da indústria, mas de crescimento com menor expansão do emprego formal, em um setor que enfrenta, ao mesmo tempo, dificuldade para encontrar trabalhadores qualificados.

EXPORTAÇÕES

As exportações de produtos industriais de Mato Grosso do Sul somaram US$ 5,390 bilhões de janeiro a agosto, alta de 5% em relação aos US$ 5,1 bilhões registrados no mesmo período de 2025. É o maior valor já registrado para os oito primeiros meses de um ano. 

Somente em agosto, os produtos industrializados responderam por US$ 704,4 milhões das vendas externas, crescimento de 3% sobre agosto do ano passado e também recorde para o mês. A indústria representou 72% de tudo o que Mato Grosso do Sul exportou em agosto e 66% no acumulado do ano. 

A pauta é concentrada em poucos segmentos. Celulose e papel lideram, com US$ 2,15 bilhões e 40% das receitas industriais. Na sequência aparece o complexo frigorífico, com US$ 1,89 bilhão e participação de 35%.

Somados, os dois segmentos respondem por 75% de toda a receita de exportação industrial do Estado.

Na sequência aparecem óleos vegetais e produtos de sua extração, com US$ 580,5 milhões; açúcar e álcool, com US$ 272,4 milhões; extrativo mineral, com US$ 159,5 milhões; e siderurgia, metalurgia e metalmecânica, com US$ 125,3 milhões.

A China lidera como principal mercado, até agosto, os chineses compraram US$ 1,83 bilhão em produtos industrializados de MS. Os Estados Unidos aparecem em segundo, com US$ 499,6 milhões, seguidos por Países Baixos, com US$ 333,4 milhões.

PRODUÇÃO

O bom desempenho externo ocorre em paralelo a uma atividade industrial que, segundo a sondagem da Fiems, permanece relativamente estável. Em agosto, as indústrias pesquisadas utilizaram, em média, 71% da capacidade instalada, enquanto 68% dos empresários disseram operar em nível igual ou superior ao considerado habitual para o período.
 

A pesquisa ouviu 60 empresas de pequeno, médio e grande porte, de segmentos como alimentos, biocombustíveis, metalurgia, produtos químicos, máquinas e equipamentos, farmacêutico, madeira e mineração. 

O resultado mais importante para os próximos meses está nas expectativas, 41% das empresas esperam aumento da demanda por seus produtos nos próximos seis meses. Outros 52% projetam estabilidade e apenas 7% preveem retração.

A perspectiva de maior demanda também aparece na intenção de compras 38% das indústrias pretendem aumentar as aquisições de matérias-primas, enquanto metade deve manter o volume atual.

O índice de intenção de investimento ficou em 54,9 pontos em setembro, mesmo após recuo no mês. Além disso, 48% das empresas afirmaram que pretendem realizar algum investimento no próximo semestre, seja para ampliar capacidade, modernizar processos ou aumentar a competitividade.

EMPREGO

No mercado de trabalho que aparece a principal diferença entre o desempenho da atividade e sua capacidade de gerar novas vagas. Embora o saldo industrial continue positivo, as 2.536 vagas abertas até agosto representam menos da metade do resultado de 2025, quando haviam sido criados 5.609 postos no mesmo intervalo.

A redução ocorre em um cenário em que a indústria não sinaliza intenção de reduzir seus quadros de forma generalizada. A Sondagem Industrial mostra que 91% das empresas pretendem manter ou ampliar o número de trabalhadores nos próximos seis meses.

Do total, 72% devem preservar o quadro atual e 19% projetam novas contratações. Apenas 9% esperam redução no número de empregados. 

Ou seja, a indústria não está apontando para uma onda de demissões. O que aparece nos dados é uma redução do ritmo de abertura de novas vagas, apesar da manutenção da atividade.

O paradoxo fica ainda mais evidente quando confrontado com a estimativa da Fiems sobre a falta de mão de obra. 

O presidente da entidade, Sérgio Longen, já afirmou que existem mais de 25 mil vagas abertas na indústria de MS que não conseguem ser preenchidas. Em manifestação anterior, ele relacionou o deficit à expansão das fábricas e ao aumento da demanda por trabalhadores. 

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