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IPTU: arrecadação deve atingir R$ 620 milhões em Campo Grande

Para obter o desconto de 20% no pagamento á vista, o contribuinte tem até o dia 10 de janeiro

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Com o início do novo ano, é também o momento dos pagamentos dos impostos como o Imposto Predial e Territorial Urbano, o conhecido IPTU. No próximo ano, a expectativa da Prefeitura Municipal de Campo Grande, é que a média de arrecadação deve chegar a R$ 620 milhões.

A recomendação da Secretaria Municipal De Finanças E Planejamento (Sefin) recomenda que o contribuinte deve manter os débitos em dia, para evitar que o nome seja inscrito junto aos órgãos de proteção de crédito. 

Todos os carnês impressos foram enviados aos contribuintes pelos Correios. Como já noticiado pelo Correio do Estado, alguns contribuintes haviam reclamado sobre o atraso em receber os carnês.

A Prefeitura alegou que já havia enviado dentro do prazo aos Correios e que não poderia responder pelos atrasos. 

Por ventura, quem não receber os carnês nas residências, poderá emitir a guia de pagamento através do site, solicitar via telefones 7h30 às 18h, por intermédio dos números (67) 4042-1320, (67) 98478-8873 e (67) 98471-0487.

Há ainda a opção do atendimento presencial, de segunda a sexta-feira das 8 às 16 horas, na Rua Cândido Mariano Rondon, 2655, Central de Atendimento ao Cidadão. 

O IPTU é um dos impostos utilizados para a promoção de bens e serviços para a população nas áreas de educação, saúde, segurança, investimentos em infraestrutura.

Descontos 

Ainda no começo de dezembro a Prefeitura estabeleceu as taxas de desconto para o pagamento do IPTU em 2023.

Paga quem optar pelo pagamento à vista - até 10 de janeiro de 2023 -, pode conseguir até 20% de desconto, desde que não tenha débitos inscritos em dívida ativa com a Fazenda Pública Municipal. 

Há também a opção de parcelamento, com prazo que foi estendido para até 12 meses, pagando a primeira parcela até dia 10 de janeiro. 

Através de decreto, ficou estabelecido a forma e pagamento do imposto no ano que vem, assim sendo, o tributo será parcelado em conformidade com os seguintes valores:

Parcela Valores Vencimento
1x Até R$ 50 10/01/2023
2x Acima de R$ 50 até R$ 100 10/02/2023
3x Acima de R$ 100 até R$ 150 10/03/2023
4x Acima de R$ 150 até R$ 200 10/04/2023
5x Acima de R$ 200 até R$ 250 10/05/2023
6x Acima de R$ 250 até R$ 300 12/06/2023
7x Acima de R$ 300 até R$ 350 10/07/2023
8x Acima de R$ 350 até R$ 450 10/08/2023
9x Acima de R$ 450 até R$ 500 11/09/2023
10x Acima de R$ 500 até R$ 550 10/10/2023
11x Acima de R$ 550 até R$ 600 10/11/2023
12x Acima de R$ 600 11/12/2023

 

 

Após Atrasos

Primeira concessão hidroviária do País fica para o próximo governo

Com uma série de etapas pendentes, leilão da Hidrovia do Rio Paraguai acontecerá em 2027, dois anos após a previsão inicial

25/05/2026 08h00

Foto: Rodolfo César

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A primeira concessão de uma hidrovia no Brasil, projeto que o Correio do Estado acompanha desde o início e que tinha previsão inicial de leilão em 2025, deve ser empurrada para o próximo governo federal.

A estimativa é do próprio Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), que admite a dificuldade de concluir, ainda neste mandato presidencial, todas as etapas necessárias para realizar o certame dos 600 quilômetros do Tramo Sul da Hidrovia do Rio Paraguai.

O cronograma sofreu sucessivos adiamentos. Primeiro, o leilão previsto para 2025 foi transferido para este ano. Agora, diante da demora para formalizar um acordo trinacional entre Brasil, Paraguai e Bolívia e da necessidade de cumprir uma série de exigências regulatórias e legislativas, a expectativa dentro do governo é de que a concessão só saia do papel em 2027.

Além da assinatura do acordo entre os três países, o projeto ainda depende da aprovação do texto pelos respectivos parlamentos nacionais, da criação e instalação de uma comissão gestora da hidrovia, da aprovação das minutas pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), da análise do Tribunal de Contas da União (TCU) e da publicação do edital.

Em entrevista ao Correio do Estado, o titular da Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação (SNHN) do MPor, Otto Burlier, reconheceu que o avanço do projeto depende de diversas instâncias.

“A nossa intenção no segundo semestre é retomar as tratativas com o TCU, junto com os dois países. Vai chegar num ponto em que todo mundo concordou: TCU, a gente [MPor], a Antaq, os outros dois países. Enquanto isso, a gente trabalha na aprovação da minuta, do acordo. Aprovou o acordo, criou a comissão, esta comissão vai ter que aprovar o projeto para a gente poder publicar o edital. Então, vai ter que ter uma aprovação formal dos três países por meio dessa comissão. Aprovando o projeto, feito isso, a gente pode publicar o edital”.

OBSTÁCULO

O principal entrave para a concessão continua sendo o acordo trinacional exigido pelo TCU, conforme adiantou o Correio do Estado na semana passada.

O entendimento entre Brasil, Paraguai e Bolívia é considerado essencial para garantir segurança jurídica ao futuro concessionário.

Segundo Burlier, a própria negociação com os países vizinhos levou mais tempo que o previsto. “O próprio governo paraguaio nos procurou e falou: ‘A gente precisa, se possível, ter algo um pouco mais robusto, não adianta só ter a opinião do Brasil sobre a hidrovia’. Com isso, a gente está trabalhando, desde o fim do ano passado e ao longo desse semestre para construir um acordo. Já no finalzinho do ano passado a gente fez uma primeira proposta e encaminhamos para os paraguaios e bolivianos”, disse.

O ministério recebeu uma contraproposta, atualmente analisada pelo MPor e pelo Ministério das Relações Exteriores. A expectativa é de que o documento seja assinado no próximo mês. Mesmo assim, o caminho até o leilão continua longo.

Após a assinatura, o acordo precisará ser aprovado pelos congressos dos três países. No caso brasileiro, o calendário eleitoral pode representar um novo fator de atraso. 

Hidrovia do Rio Paraguai
Antaq autorizou concessão do trecho de Corumbá até a Foz do Rio Apa

PROCESSO

Mesmo após a aprovação legislativa, o projeto ainda precisará passar por outras fases técnicas. A Antaq deverá revisar as minutas do edital e do contrato, submetê-las à aprovação de sua diretoria e encaminhá-las ao ministério para validação do Plano de Outorga antes do envio ao TCU.

No tribunal, a tramitação mínima prevista é de 90 dias. O problema é que a análise anterior foi interrompida por falta de documentação.

Embora o MPor tenha protocolado o processo em 14 de agosto do ano passado, o ministro do TCU Benjamin Zymler determinou, em 24 de setembro, o sobrestamento da análise até que todas as informações fossem apresentadas. Com isso, a contagem do prazo foi reiniciada.

Depois da manifestação do tribunal, os documentos ainda precisarão ser submetidos à futura comissão gestora da hidrovia para aprovação final. Somente após essas etapas será possível publicar o edital. 

O  secretário admitiu que a realização do leilão neste ano tornou-se improvável. Burlier destacou que a concessão tem horizonte de longo prazo e avaliou que o projeto deverá ser herdado pela próxima administração federal.

“É um contrato, a princípio, de 20 anos. Então, não saindo no segundo semestre, eu tenho certeza que em um próximo mandato presidencial e, por experiência, na hora que entra o novo governo, ele quer saber quais são os projetos que estão mais avançados. A gente vai fazer todo esforço para aprovar ainda esse ano o acordo, mas se porventura não der certo, certamente começando uma nova legislatura é interesse de todos que esse projeto avance. Então, a gente vai tentar”, finalizou o secretário.

Jornada de trabalho

Turistas rumo à Copa devem estar alertas para vacina do sarampo

Países-sede do Mundial enfrentam surto da doença

24/05/2026 20h00

Tânia Rêgo/Agência Brasil

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Os torcedores brasileiros que forem viajar para assistir a Copa do Mundo 2026 devem ficar atentos à vacinação contra sarampo. O alerta é feito pelos principais órgãos de saúde do país.

A recomendação é por causa do surto da doença nos países que irão sediar o Mundial: Estados Unidos, México e CanadáOs três respondem por 70% dos casos de sarampo nas Américas. O México já registrou mais de 10 mil casos este ano, e os EUA, 1.792. 

No mês passado, o Ministério da Saúde lançou campanha convocando todos os viajantes a atualizarem suas cadernetas de vacinação antes do embarque.

Além da proteção ao viajante, a vacinação contribui para impedir a entrada do vírus no Brasil, já que o país está livre da doença desde 2024. 

Onde tomar a vacina 

A vacina está disponível gratuitamente nas unidades de saúde do SUS.

O ideal é tomar a vacina pelo menos 15 dias antes do embarque, para garantir o máximo de proteção antes da chegada ao outro país. 

  • Crianças de 6 a 11 meses devem receber a chamada “dose zero” (imunização extra)
  • Pessoas de 1 ano a 29 anos necessitam de duas doses
  • Adultos de 30 a 59 anos devem receber uma dose

A vacina é tríplice viral. Além do sarampo, protege contra caxumba e rubéola

O que o sarampo pode causar?

É uma doença infecciosa grave, altamente contagiosa e que se espalha pela tosse, fala ou respiração.

Uma pessoa infectada pode contaminar outras antes de saber que está doente.

Em casos mais graves, o sarampo pode levar a pneumonia, encefalite e até morte.

Veja os sintomas:

  • febre alta
  • tosse persistente
  • coriza
  • conjuntivite (olhos vermelhos)
  • manchas vermelhas pelo corpo (iniciam no rosto e depois no corpo)

Os sintomas costumam aparecer entre 7 e 14 dias após o contato com o vírus. Evite contato com outras pessoas e procure um médico, hospital ou outra unidade de saúde.

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