Economia

acima da inflação

Prefeitura precisa de R$ 300 milhões para dar reajuste

Prefeitura precisa de R$ 300 milhões para dar reajuste

DA REDAÇÃO

28/04/2014 - 15h00
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O prefeito Gilmar Olarte iniciou nesta segunda-feira (28) o processo de negociação com os servidores municipais que tem data-base em 1º de maio. Na reunião, o chefe do executivo citou uma queda na arrecadação municipal nos últimos meses e frisou que será necessário elevar a arrecadação municipal deste ano em R$ 300 milhões, para o município ter condições de conceder reajuste salariais acima da inflação dos últimos 12 meses, que foi 6,15%.

Os professores cobram um reajuste de 18,33%, garantido pela lei municipal 5.189 que elevaria o piso da categoria para R$ 1.969,00, em outubro, por 20 horas de jornada. Os administrativos reivindicam 25% de correção salarial. Em 2012 o município firmou acordo com os professores para pagar o piso para jornada de 20 horas. Por este acordo, o menor salário do docente passa de R$ 1.322 para R$ 1.564 em maio e para R$ 1.697 (o valor do piso nacional) em outubro deste ano. A estimativa é de que o aumento terá um impacto de até R$ 17 milhões na folha de pagamento.

Conforme os técnicos da área financeira do município, sem um incremento de 10% na receita (ante os 3,7% de crescimento no ano passado) a margem de manobra da Prefeitura para conceder reajustes salariais ficará restrita. Hoje, a folha de pagamento compromete 47% da receita líquida, só 4% abaixo do limite prudencial (de 51%) e 8% do teto fixado pela Lei de Responsabilidade Fiscal. O gestor que ultrapassar estes limites ficará sujeito até a perda de mandato e o município penalizado com bloqueio de convênios e repasses voluntários.

O prefeito disse que vai consultar o Tribunal de Contas e o Tribunal de Justiça, para tomar uma decisão com segurança jurídica. Ficou marcado para quarta-feira (30) uma nova rodada de negociação com os professores . Também foi acertada uma segunda reunião com o Sisem.

Queda de receita
A Prefeitura, conforme o prefeito Gilmar Olarte, está quase no teto de gastos com salários, porque no ano passado houve uma desaceleração no crescimento da receita. Em 2013, por conta do travamento da administração municipal, a arrecadação teve um incremento de 3,7%, ante uma média histórica de 17%. O encalhe de aproximadamente mil alvarás de construção na Semadur freou a arrecadação de ISSQN (Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza). Só uma empresa da construção civil deixou de recolher R$ 50 milhões porque o município não autorizou a construção de sete torres de apartamento. Também não foram liberadas obras da segunda torre de um hotel na avenida Afonso Pena. A participação da Prefeitura no bolo da arrecadação do ICMS sofreu queda de 13% neste ano (de 25% para 22%).

Economia

Malásia e México restringem produtos avícolas de MS após foco de Newcastle

Suspensões atingem exportações de todo o Brasil; outros três países limitaram as medidas a produtos de Santa Catarina

23/10/2026 16h45

Divulgação

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Produtos avícolas de Mato Grosso do Sul estão incluídos nas restrições temporárias impostas pela Malásia e pelo México às importações brasileiras após a confirmação de um foco da doença de Newcastle em uma criação comercial de perus em Santa Catarina. As medidas variam conforme o país e o tipo de produto, segundo atualização divulgada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) em 21 de outubro.

A Malásia suspendeu as importações de carne, produtos cárneos e miúdos de aves provenientes de todo o Brasil. A medida mexicana é mais abrangente e inclui aves vivas, carne e miúdos de aves, ovos férteis, pintinhos de até três dias, além de determinadas categorias de aves ornamentais e de companhia.

Outros três países adotaram restrições específicas para produtos originários de Santa Catarina. Arábia Saudita e China suspenderam as importações de carne e produtos cárneos de aves do estado. Já o Chile restringiu a entrada de diferentes produtos, entre eles carne fresca de aves, ovos para consumo humano e ovos férteis.

O foco da doença foi confirmado em 18 de outubro, em um estabelecimento de criação comercial de perus de corte localizado em Nova Itaberaba, no oeste catarinense. De acordo com o Mapa, as aves permaneceram na propriedade e não foram destinadas à produção de carne para consumo.

Após a confirmação, o estabelecimento foi interditado e teve a movimentação de aves suspensa. O ministério também declarou emergência zoossanitária por 60 dias em Nova Itaberaba e nos municípios catarinenses de Águas Frias, Coronel Freitas e Nova Erechim.

Em atualização divulgada em 22 de outubro, o Mapa informou que o descarte sanitário das aves havia sido concluído e que os procedimentos de limpeza e desinfecção estavam em andamento. As equipes também mantêm a vigilância epidemiológica e o monitoramento de propriedades próximas ao local do foco.

O ministério informou que mantém negociações com as autoridades sanitárias dos países importadores para prestar esclarecimentos e buscar a retomada do comércio conforme os requisitos de cada mercado.

Consumo

Apesar das restrições comerciais, o Mapa reforça que o consumo de carne de aves e de outros produtos avícolas provenientes de estabelecimentos submetidos à inspeção sanitária oficial permanece seguro, sem contraindicações.

A doença de Newcastle é uma enfermidade viral que afeta aves domésticas e silvestres. A ocorrência exige medidas de controle sanitário para evitar a disseminação do vírus e preservar a condição sanitária da produção avícola.

A situação dos demais mercados importadores continua sob monitoramento do ministério, que informou que divulgará novas atualizações quando houver mudanças confirmadas nas restrições.

Rendimento Médio

Renda em MS chega a R$ 3,7 mil e extrema pobreza cai a 1,6%

Rendimento cresceu 64% entre 2021 e 2025, segundo o IBGE; Estado também registrou 1,46 milhão de pessoas ocupadas no ano passado

23/10/2026 15h06

Reprodução/Álvaro Rezende/Secom-MS

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O rendimento médio mensal em Mato Grosso do Sul chegou a R$ 3.727 em 2025, alta nominal de 64% em relação a 2021, quando era de R$ 2.265. No mesmo período, o mercado de trabalho alcançou 1,46 milhão de pessoas ocupadas, enquanto a proporção da população em situação de extrema pobreza caiu de 4% para 1,6% entre 2021 e 2024, segundo dados divulgados pelo governo estadual com base em indicadores do IBGE.

O rendimento médio sul-mato-grossense ficou acima da média nacional, de R$ 3.406. O Estado também aparece na terceira posição entre as unidades da Federação com menor desigualdade de renda, segundo levantamento do Centro de Liderança Pública (CLP).

Apesar da evolução dos indicadores, o crescimento nominal da renda não representa necessariamente o mesmo aumento no poder de compra, já que os valores precisam ser considerados em relação à inflação acumulada no período.

Emprego formal

Mato Grosso do Sul encerrou 2025 com saldo positivo de 19.756 empregos formais, segundo dados do Novo Caged compilados pela Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc). O estoque chegou a 689.951 vínculos ativos, crescimento de 2,91% em relação ao ano anterior.

A construção civil liderou o crescimento percentual do estoque de empregos entre dezembro de 2020 e dezembro de 2025, com avanço de 49,41%. Já o setor de serviços registrou o maior aumento absoluto, com 49.681 vínculos a mais no período.

Em 2026, o Estado acumulou saldo positivo de 20.456 empregos formais entre janeiro e agosto, conforme os dados apresentados pelo governo estadual. Serviços, com 8.644 vagas, e construção, com 7.392, tiveram os maiores saldos no período.

Extrema pobreza

A proporção de pessoas em situação de extrema pobreza caiu de 4% em 2021 para 1,6% em 2024, redução de 60%, de acordo com os dados divulgados. A mudança corresponde à saída de mais de 70,5 mil pessoas dessa condição.

O indicador considera a renda domiciliar per capita inferior a US$ 2,15 por dia, conforme a linha internacional de extrema pobreza utilizada na série citada. No Brasil, a taxa era de 3,5%, segundo o levantamento.

Outro indicador mencionado pelo governo estadual é o de mobilidade social, no qual MS aparece na primeira posição nacional, com índice de 2,90%.

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