Economia

Fiscalização

Procon-MS monitora distribuidoras de combustível e apura possível sobrepreço

Órgão intensifica fiscalização, cobra transparência na formação de preços e avalia denúncias de aumentos abusivos

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A Secretaria-Executiva de Orientação e Defesa do Consumidor (Procon-MS) deu seu primeiro grande passo para combater possíveis aumentos abusivos no preço dos combustíveis em Mato Grosso do Sul. Ontem, representantes do órgão de fiscalização foram a campo visitar postos de combustíveis e, à tarde, reuniram-se com representantes de postos e distribuidoras

“A gente quer compreender melhor se eles estão fazendo sobrepreço no processo de distribuição”, disse o secretário-executivo do Procon, Antônio José Ângelo Motti.

Após a reunião, realizada na tarde desta quinta-feira, no Procon-MS, Motti disse que o objetivo era “entender” o processo de formação do preço do combustível e se havia outras variáveis nele.

Segundo o secretário-executivo, os representantes das distribuidoras e de postos informaram que outros custos, que vão além de impostos e do valor pago pelo combustível nas refinarias e de importadores, também são levados em consideração.

“São outros valores que não são apenas do processo contábil. Existe um custo econômico, trazido pelas distribuidoras para nós, que a gente quer compreender melhor, até para avaliar se eles estão fazendo sobrepreço no processo de distribuição ou não. Havendo e eles não tendo como comprovar isso, logicamente que isso será medido pelos órgãos de controle do direito do consumidor”, relatou.

Antônio José Ângelo Motti disse que a fiscalização é permanente e que o objetivo é que ela traga um efeito prático para o consumidor. Ele também encorajou os consumidores a denunciarem possíveis abusos ao Procon-MS, por meio do telefone 151. Por outro lado, disse que os denunciados terão direito a um processo com contraditório e ampla defesa, conforme previsto em lei.

Na reunião, os donos de postos também disseram que há escassez de combustíveis nas distribuidoras e que a Petrobras, proprietária das refinarias, estaria retendo combustível.

Para escapar desse problema, o representante do Procon-MS encoraja os proprietários de veículos flex a abastecerem com etanol. “Uma alternativa é usar o álcool, combustível com ampla oferta”, lembrou.

Fiscalização

Pela manhã, houve fiscalização conjunta dos Procons estadual e municipal em dois postos de Campo Grande. Um deles está localizado na Avenida Três Barras.

O estabelecimento, que não tem bandeira, não informava qual o distribuidor do combustível. Segundo o Procon-MS, nove postos em Campo Grande já foram notificados de forma preventiva sobre aumentos considerados atípicos.

A orientação é para que os empresários mantenham os preços dentro de margens razoáveis de lucro, considerando os custos reais da cadeia de distribuição.

As fiscalizações também incluem a análise de notas fiscais de compra e venda, coleta de amostras para teste da qualidade dos combustíveis e verificação da quantidade efetivamente fornecida pelas bombas.

As ações podem ocorrer em conjunto com outros órgãos, como a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), além de contarem com apoio de forças policiais e integração nacional coordenada pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon).

ICMS

Também nesta quinta-feira, o governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP), disse que a proposta do governo federal para que estados e o Distrito Federal zerem temporariamente o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre a importação de diesel para conter a alta dos preços dos combustíveis pode gerar um impacto “muito sério” para as unidades da Federação.

“Num primeiro momento, todos os secretários são contra, pelo impacto que isso gera no fluxo de caixa dos estados de uma hora para outra. Com toda a programação que se tem para a Saúde, para a Educação, você simplesmente tirar isso, você vai ter um problema muito sério nos estados”, disse Riedel.

No entanto, o governador ressaltou que a União se comprometeu a compensar 50% da perda de arrecadação e que os chefes de Executivo dos estados ainda vão discutir essa questão na próxima semana.

“Acho que alguma coisa deve ser feita, mas nós temos que entender qual é essa proposta, porque eles ainda não a têm pronta e a levarão na semana que vem”, declarou.

“Eu acho que está num momento de discussão, de negociação. Infelizmente, a gente está atravessando uma guerra que teve como impacto esse movimento. E não é só isso: em toda a cadeia de suprimento acaba forçando um processo inflacionário que nós temos que avaliar”, acrescentou Riedel.

O governador ressaltou que, antes de se bater o martelo sobre a proposta, é necessário fazer a avaliação dos impactos e das consequências nas políticas públicas e que isso está sendo feito entre os estados e o governo federal.

Por fim, ele disse que ainda não há um posicionamento do governo de MS quanto à isenção, por ser necessário entender, entre outros pontos, qual mecanismo e por quanto tempo a União vai ressarcir o recurso.

A decisão depende dos governadores e deve ser discutida até o dia 27, quando o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) realiza reunião presencial em São Paulo (SP).

A proposta para que os estados zerem o ICMS sobre a importação do diesel foi apresentada pelo novo ministro da Fazenda, Dario Durigan, durante reunião do Confaz, nesta quarta-feira.

Órgão que reúne os secretários estaduais de Fazenda, o Confaz teve um encontro virtual para discutir medidas para conter a alta do diesel após o início da guerra no Oriente Médio.

Segundo a equipe econômica, a zeragem do imposto pode gerar renúncia de cerca de R$ 3 bilhões por mês para os estados. Desse total, R$ 1,5 bilhão seria coberto pelo governo federal.

A proposta prevê que a medida tenha caráter temporário, com validade até 31 de maio. O impacto total pode chegar a R$ 6 bilhões no período, sendo metade montante arcado pela União.

(Colaboraram Alicia Miyashiro e Glaucea Vaccari)

consulta abre terça

Segundo lote de restituição do Imposto de Renda pagará R$ 244 milhões em MS

Consulta será aberta nesta terça-feira, com o maior número da história de contribuintes contemplados

22/06/2026 17h00

Consulta ao segundo lote de restituição será aberta nesta terça-feira

Consulta ao segundo lote de restituição será aberta nesta terça-feira Arquivo/Agência Brasil

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A Receita Federal libera nesta terça-feira (23) a consulta ao segundo lote de restituição do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), que irá contemplar 146.234 contribuintes em Mato Grosso do Sul, no valor total de R$ R$ 244.147.935,19.

Em todo o Brasil, serão contemplados 9.585.797 contribuintes, sendo pagos R$ 16 bilhões em créditos. O lote é o maior da história em quantidade de contribuintes contemplados, enquanto o valor pago será igual ao do primeiro lote de restituição deste ano, registrado no dia 29 de maio. 

O crédito bancário será realizado no dia 30 de junho, na conta ou na chave Pix informada na declaração do Imposto de Renda.

Do total, R$ 4.494.204.020,63 serão destinados a contribuintes com prioridade legal, distribuídos da seguinte forma:

  • Idosos acima de 80 anos: 155.060 restituições
  • Idosos entre 60 e 79 anos: 1.106.923 restituições
  • Pessoas com deficiência física, mental ou moléstia grave: 106.294 restituições
  • Contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério: 507.768 restituições

Além dessas, 7.709.752 restituições serão destinadas a contribuintes que não possuem prioridade legal, mas receberam prioridade por utilizarem a declaração pré-preenchida e/ou por terem optado por receber via PIX. .

Como consultar 

A consulta pode ser feita na página da Receita Federal na internet. Basta o contribuinte clicar em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, no botão “Consultar a Restituição”.

Também é possível fazer a consulta no aplicativo da Receita Federal para tablets e smartphones.

O pagamento da restituição é feito diretamente na conta bancária informada pelo contribuinte na declaração, de forma direta ou por indicação de chave Pix. Se, por algum motivo, o crédito não for realizado (se, por exemplo, a conta foi desativada), os valores ficarão disponíveis para resgate por até um ano no Banco do Brasil.

Nesse caso, o cidadão pode reagendar o crédito dos valores, em seu nome, pelo Portal BB, acessando o endereço www.bb.com.br/irpf, ou ligando para a Central de Relacionamento BB por meio dos telefones 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos).

Para reagendar, é necessário informar o valor da restituição e o número do recibo da declaração. Após o reagendamento, basta aguardar nova tentativa de crédito.

Caso o contribuinte não resgate o valor de sua restituição no prazo de um ano, deve requerê-lo pelo Portal e-CAC, disponível no site da Receita Federal, acessando o menu Declarações e Demonstrativos, seguido de Meu Imposto de Renda e clicando em “Solicitar restituição não resgatada na rede bancária."

Balança comercial

Suinocultura avança e exportações somam US$ 22,5 milhões em MS

O setor teve alta de 50% na receita e 60,7% no volume exportado na comparação aos cinco primeiros meses de 2025

22/06/2026 16h00

Suinocultura exporta US$ 22,5 bilhões de janeiro a maio de 2026 em MS

Suinocultura exporta US$ 22,5 bilhões de janeiro a maio de 2026 em MS Divulgação Famasul/ João Castro

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A suínocultura, ou seja, produção de suínos, em Mato Grosso do Sul demonstrou crescimento nos primeiros cinco meses de 2026 em comparação ao mesmo período no ano passado. 

De acordo com o Boletim Econômico do Sistema Famasul, de janeiro a maio, foram 1,64 milhão de porcos destinados ao abate no Estado, um crescimento de 19,4% em relação ao mesmo período de 2025. 

Cresceu também a receita vinda da exportação de carne suína in natura, que somouUS$ 22,5 milhões neste ano, alta de 57,6% e 60,7% no volume embarcado se comparado ao ano passado. 

O principal destino da carna suína sul-mato-grossense é as Filipinas, responsável por 27,41% da receita total e 2,4 mil toneladas exportadas ao país asiático. 

Em seguida, aparece a Argentina, com crescimento expressivo nas compras, avançando mais de 300% no comparativo anual, de 1,5 mil toneladas exportados, 16,58% da receita total. 

Hong Kong ficou em terceiro lugar, com 11,1% da receita e 941,1 toneladas. 

O MS respondeu por 1,6% (US$ 22,5 milhões) da receita brasileira (US$ 1,42 bilhão) com exportações de carne suína e ocupou o sexto lugar no ranking nacional. 

A suinocultura de Mato Grosso do Sul registrou crescimento de quase 50% nos últimos três anos, destaque como uma das principais frentes do agronegócio estadual. 

Segundo dados apresentados no 4º Encontro de Lideranças da Suinocultura de Mato Grosso do Sul, o Estado conta atualmente com mais de 300 granjas em operação, cerca de 121 mil matrizes e uma produção anual de aproximadamente 3,6 milhões de suínos abatidos. A cadeia produtiva gera cerca de 32 mil empregos diretos e movimenta diversos setores, como produção de grãos, genética animal e serviços.

“Esse período de inverno é favorável para o consumo da carne suína. Portanto, a combinação entre a demanda externa aquecida e a expectativa de fortalecimento do consumo doméstico cria um ambiente mais favorável para reverter esse movimento de queda nos preços ao produtor”, analisou a técnica da Famasul, Eliamar Oliveira.

Balança comercial

Nos cinco primeiros meses de 2026, o agronegócio de Mato Grosso do Sul exportou US$ 4,49 bilhões. Esse resultado foi 10,3% maior ao valor no mesmo período de 2025, quando a receita havia sido de US$ 4,07 bilhões. 

O agronegócio representou 96% de tudo o que foi exportado pelo Estado. A soja respondeu por 41,7% (US$ 1,87 bilhões) das esportações do Agro. As carnes representaram 25,3% (US$ 1,13 bilhões), uma alta de 37,6% de 2025 para 2026. 

Em comparação no período, a exportação de milho foi 159,5% maior , correspondendo a 1,7%, ou seja, US$ 75,8 milhões. 

Nos cinco meses de 2026, o principal destino dos produtos do agronegócio de MS, a China, respondeu por 51,1% do faturamento com as exportações, o equivalente a US$ 2,29 bilhões, houve avanço de 16% em relação aos US$ 1,98 bilhão comprados nos cinco primeiros meses de 2025. O Bloco Europeu foi o responsável por 11,4% do faturamento, com o valor de US$ 510,8 milhões. 

Os Estados Unidos compraram o equivalente a US$ 250,4 milhões do agronegócio sul-matogrossense e representou 5,6% da receita (Gráfico 08). O Vietna com participação de 2,2% no faturamento total foi responsável por US$ 98,5 milhões com avanço de 184,6% em relação ao mesmo período de 2025.

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