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Produtores de MS anseiam por retorno da comercialização de carne com a China

Expectativa é de que país asiático levante o embargo da carne o mais rapidamente possível para recuperar perdas de 2022

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A ansiedade pela volta das exportações com a China é grande entre os produtores do Estado. Conforme o presidente da Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul (Acrissul), Guilherme Bumlai, o início deste ano era o momento em que os produtores aguardavam poder finalmente iniciar um momento de recuperação do setor, após o desempenho ruim do ano passado. 

“Era o momento em que o setor estava querendo reagir, e não pôde. O ano passado inteiro foi muito ruim, então a expectativa era para agora. Por isso a ansiedade de poder voltar com as comercializações é grande”, comenta Bumlai. 

No fim de fevereiro, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou o primeiro caso da doença conhecida como mal da vaca louca no Brasil. Desde então, o embargo da China suspendeu as exportações, afetando três frigoríficos em Mato Grosso do Sul. 

De acordo com o economista Eugênio Pavão, a expectativa é de que nesta semana o embargo seja levantado.

“Quando ocorrem problemas sanitários, a tendência é a solução por trâmite burocrático, que em 2021 foi de 100 dias de suspensão. Em 2019, o prazo foi de 13 dias. Como temos representação de Mato Grosso do Sul na China, provavelmente a punição seja suspensa em prazo curtíssimo, pois o caso [do mal da vaca louca] ocorreu distante da Região Centro-Oeste”, opina. 

Arroba do boi

Segundo o último boletim de pecuária divulgado pela Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), no período de 1 a 16 de fevereiro houve uma recuperação no preço da arroba. O boi gordo foi cotado ao valor médio de R$ 263,67 por arroba no período, com uma alta de 4,51% no valor do início de fevereiro. 

A arroba da vaca registrou alta de 4,72% e encerrou o período cotada a R$ 245,17. O próprio boletim também falava em um início de alta para o começo de março. A última cotação, divulgada no dia 10 de março, foi de R$ 258,07 na arroba do boi gordo e de R$ 240,78 na da vaca. 

Ainda de acordo com a análise do economista Michel Constantino, os impactos são proporcionais ao tempo do retorno das exportações.

“Os pecuaristas, frigoríficos e toda a cadeia produtiva da carne estão tendo alto prejuízo com o embargo. Todos os custos envolvidos no processo não param, e esse prejuízo vai demorar para ser recuperado no setor. Esse impacto na cadeia produtiva, na economia e na dinâmica logística vai ficar maior ou menor conforme o tempo de retorno das exportações”, avalia. 

Impactos

Em entrevista ao Correio do Estado em fevereiro, o presidente do Sindicato das Indústrias de Frios, Carnes e Derivados do Estado do MS (Sicadems), Sérgio Capuci, explicou que os únicos frigoríficos do Estado que exportam para a China são Naturafrig, em Rochedo; FrigoSul, em Aparecida do Taboado; e Agroindustrial, em Iguatemi. 

Na ocasião, ele já afirmava que, apesar de ainda ser cedo para mensurar os prejuízos causados pelo embargo, os danos surgiriam sim, e em escala nacional.

Os locais mais prejudicados diretamente são os estados de São Paulo e Mato Grosso, pela grande quantidade de frigoríficos habilitados nesse ramo de comercialização. 

Em relação à doença, na ocasião, o sindicalista ressaltou não haver grandes preocupações, uma vez que o caso foi atípico. “Essa doença não é contagiosa para outros animais e atinge aqueles que são mais velhos, então o embargo é mais um protocolo mesmo para conter qualquer tipo de dano”, reforçou. Mato Grosso do Sul continua sem registros da doença. 

Mal da vaca louca

O primeiro caso de encefalopatia espongiforme bovina (EEB) foi confirmado no estado do Pará em fevereiro deste ano. Em casos como esse, a confirmação final é feita pelo laboratório de referência da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), no Canadá. Com a confirmação, o Mapa comunicou o caso à OMSA.

O animal contaminado era criado em pasto, sem ração, e foi abatido, com sua carcaça incinerada no local. 

Há dois tipos da doença: típicos, ou clássicos, e atípicos. No primeiro, há chances de transmissão ao homem, enquanto no segundo não há risco de contaminação a humanos ou a outros animais. 

O caso no Pará foi confirmado como atípico, porém, a suspensão da comercialização ocorre em função de um protocolo que existe desde 2015, assinado pela China e pelo Brasil, que determina o autoembargo das vendas quando há registro da doença. 

Quando atípica, a doença acomete geralmente bovinos mais velhos, que espontaneamente desenvolvem uma proteína defeituosa que atinge o sistema nervoso central.

Mesmo com as evidências de um caso atípico, o protocolo de segurança ainda é adotado, com o objetivo de conter qualquer dano possível ou imprevisto. O mal da vaca louca é considerado uma doença grave e sem cura.

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INFLAÇÃO

IPCA em Campo Grande fica em 0,64% durante setembro

O índice no Brasil foi de 0,82%, ficando 1,14 p.p acima do -0,32% registrado em agosto

09/10/2026 10h30

O setor de habitação foi o que teve maior impacto, com alta de 6,56% nas contas de luz das residências

O setor de habitação foi o que teve maior impacto, com alta de 6,56% nas contas de luz das residências Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Divulgado nesta sexta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) referente ao mês de setembro mostra que Campo Grande teve 0,64% de variação. 

Conforme o IBGE, o IPCA nacional de setembro foi de 0,82%, ficando 1,14 ponto percentual acima do -0,32% registrado em agosto. No ano, o IPCA acumula alta de 3,95% e, nos últimos 12 meses, o índice ficou em 4,58%, acima dos 4,22% dos 12 meses imediatamente anteriores. Em setembro de 2025, a variação havia sido de 0,48%.

O setor de habitação foi o que teve maior impacto, com alta de 6,56% nas contas de luz das residências

Todos os grupos de produtos e serviços pesquisados apresentaram variação positiva em setembro. Habitação registrou a maior alta e impacto (2,31% e 0,35 p.p.), seguido de transportes (0,89%) e alimentação e bebidas (0,83%).

O setor de habitação foi o que teve maior impacto, com alta de 6,56% nas contas de luz das residências

Em agosto, houve queda no IPCA em todas as regiões do Brasil, sendo que Campo Grande registrou deflação de -0,20% no referido mês.

No ano, o IPCA da Capital sul-mato-grossense acumula alta de 4,45% e, nos últimos 12 meses, o índice ficou em 4,78%. Em setembro de 2025, a variação havia sido de 0,55% na Capital.

Análise local

Quanto ao IPCA de setembro em Campo Grande, seis dos nove grupos pesquisados apresentaram alta. O setor de habitação foi o que sofreu a maior variação mensal, registrando 2,32% e aumento de 6,56% nas contas de energia elétrica nas residências. 

Artigos de residência vem na sequência com alta de 1,05%. Equipamentos de TV, som e informática aumentaram seus preços em 2,04% no mês de setembro. 

O setor de alimentação e bebidas é o terceiro da lista de maiores altas, com 0,88% de variação. Os tubérculos, raízes e legumes dispararam os preços em setembro, chegando a 24,71% de diferença em relação a agosto. Em compensação, as frutas tiveram uma queda de 5,89% nos preços.

Em quarto, o "vestuário" ficou com alta de 0,81%, principalmente nas roupas infantis, que tiveram aumento de 2,78% em setembro.

A variação nos outros setores ficou assim: comunicação (0,63%), despesas pessoais (0,41%), educação (-0,06%), saúde e cuidados pessoais (-0,15%) e Transportes (-0,21%).

INPC fica em 0,82% em setembro

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) foi de 0,82% em setembro, 1,14 p.p. acima de agosto (-0,32%). O INPC acumula alta de 4,01% no ano e de 4,29% nos últimos 12 meses, acima dos 3,98% dos 12 meses imediatamente anteriores. Em setembro de 2025, a taxa foi de 0,52%.

Produtos alimentícios saíram de -0,34% em agosto para 0,80% em setembro. Já a variação dos não alimentícios passou de -0,31% em agosto para 0,83% em setembro.

Campo Grande possui a maior variação acumulada (4,73%) do INPC no ano. Nos últimos 12 meses, a variação acumulada da Capital ficou em 4,87%. 

LOTERIAS

Resultado da Dia de Sorte de ontem, concurso 1318 quinta-feira (08/10): veja o rateio

A Dia de Sorte realiza três sorteios semanais, às terças, quintas e domingos; veja quais os números sorteados no último concurso

09/10/2026 08h26

Confira o rateio da Dia de Sorte

Confira o rateio da Dia de Sorte Foto: Divulgação

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A Caixa Econômica Federal realizou o sorteio do concurso 1318 da Dia de Sorte na noite desta quinta-feira, 8 de outubro de 2026, a partir das 21h (de Brasília). A extração dos números ocorreu no Espaço da Sorte, em São Paulo, com um prêmio estimado em R$ 3 milhões.

Premiação

  • 7 acertos - Não houve ganhadores
  • 6 acertos - 51 apostas ganhadoras (R$ 3.656,52)
  • 5 acertos - 2.081 apostas ganhadoras (R$ 25,00)
  • 4 acertos - 29.357 apostas ganhadoras (R$ 5,00)

Mês da Sorte

  • Setembro - 109.516 apostas ganhadoras (R$ 2,50)

Confira o resultado da Dia de Sorte de ontem!

Os números da Dia de Sorte 1318 são:

  • 03 - 20 - 01 - 11 - 25 - 02 - 27
  • Mês da sorte: 09 - Setembro

O sorteio da Dia de Sorte é transmitido ao vivo pela Caixa Econômica Federal e pode ser assistido no canal oficial da Caixa no Youtube.

Próximo sorteio: 1319

Como a Dia de Sorte tem seis sorteios regulares semanais, o próximo sorteio ocorre na sexta-feira, 9 de outubro, a partir das 21 horas, pelo concurso 1319 O valor da premiação está 4,1 milhões.

Para participar dos sorteios da Dia de Sorte é necessário fazer um jogo nas casas lotéricas ou canais eletrônicos.

A aposta mínima custa R$ 3,00 para um jogo simples, em que o apostador pode escolher 7 dente as 31 dezenas disponíveis, e fatura prêmio se acertar 4, 5, 6 e 7 números.

Como apostar na Dia de Sorte

Os sorteios da Dia de Sorte são realizados às terças, quintas e sábados, sempre às 20h (horário de MS).

O apostador marca entre 7 e 15 números, dentre os 31 disponíveis no volante, e fatura prêmio se acertar 4, 5, 6 e 7 números.

Há a possibilidade de deixar que o sistema escolha os números para você por meio da Surpresinha, ou concorrer com a mesma aposta por 3, 6, 9 ou 12 concursos consecutivos através da Teimosinha.

A aposta mínima, de 7 números, custa R$ 3,00.

Os prêmios prescrevem 90 dias após a data do sorteio. Após esse prazo, os valores são repassados ao Tesouro Nacional para aplicação no FIES - Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior.

É possível marcar mais números. No entanto, quanto mais números marcar, maior o preço da aposta.

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