Apesar do rebaixamento da nota de crédito do Brasil pela agência de risco Standard & Poor's (S&P), o Tesouro Nacional avalia que os investidores continuam dispostos a comprar títulos da dívida pública brasileira.
No primeiro leilão desses títulos após a revisão da nota do país, o Tesouro negociou, hoje, R$ 1 bilhão. As taxas foram inferiores às do fechamento de ontem.
Segundo o coordenador-geral de Operações da Dívida Pública, Fernando Garrido, houve uma "demanda expressiva" para esses títulos, e o mês de março deve registrar um dos maiores volumes de recursos arrecadados com a venda de papéis da dívida -mais de R$ 50 bilhões.
O recorde, até então, é de setembro do ano passado, quando foram negociados R$ 52 bilhões.
"Os investidores continuam muito dispostos a comprar títulos da dívida pública. Um volume grande julga que o momento é adequado e que as taxas são atraentes", afirmou Garrido.
Custo da Dívida
A S&P reduziu ontem a nota de crédito do país para BBB-, a menor nota para uma economia ser considerada segura para investimentos. Ou seja, mesmo com o rebaixamento, o Brasil manteve o "grau de investimento".
As avaliações de agências de risco têm impacto sobre o custo da dívida de países e empresas. Quanto pior a classificação de um país, mais altos os juros de sua dívida.
A dívida pública brasileira, que inclui os endividamentos interno e externo do governo, está em R$ 2,07 trilhões.
Essa dívida é financiada, em boa parte, pela emissão de títulos públicos, que são adquiridos por instituições financeiras, fundos de investimento, governos de outros países e pessoas físicas.


