Economia

ECONOMIA

Receita pode excluir 9 mil microempresas por dívidas com o fisco

Dívida de Simples Nacional com a União chega a R$ 19,5 bilhões

ROSANA SIQUEIRA

19/09/2018 - 19h01
Continue lendo...

Com débitos de R$ 190 milhões cerca de 9 mil microempresas e empresas de pequeno porte poderão ser excluídas do Regime Especial Unificado de Arrecadação Tributos e Contribuições, o Simples Nacional. Ela foram notificadas pela Receita Federal por terem débitos previdenciários e não-previdenciários com o Fisco federal. Na última segunda-feira, a Receita Federal notificou 716.948 empresas e empresas que devem R$ 19,5 bilhões no País. Para resolver a situação, o contribuinte terá prazo de 30 dias a partir da notificação. 

De acordo com Murilo Couto, gerante Sênior da Serasa Experian, basta acessar o Portal do Simples Nacional ou o e-CAC, atendimento virtual da Receita, por meio de um certificado digital válido. “Com esse acesso a empresa saberá quais são as pendências e como deve proceder para pagar à vista ou a prazo”, explica.

O Simples Nacional está em vigor desde 2007 e possibilita que empresas com receita bruta anual de até R$ 4,8 milhões recolham oito impostos municipais, estaduais e federais numa única guia. A ideia, explica Couto, é facilitar e desburocratizar o cumprimento das obrigações com o governo. 

De acordo com a Receita, o prazo para consultar o problema é de 45 dias e, após a consulta, passa a valer o prazo de 30 dias para pagamento ou parcelamento dos débitos. As empresas que regularizarem a situação terão a notificação anulada e restabelecida sua condição fiscal.

IBGE

Vendas no comércio crescem em MS, mas ficam abaixo da média nacional

O varejo no Estado registrou alta de 0,2% no mês de março em comparação ao mês anterior, enquanto a média nacional ficou em 0,5%

13/05/2026 14h45

Combustíveis foi o segundo setor que puxou a alta no mês de março no País

Combustíveis foi o segundo setor que puxou a alta no mês de março no País FOTO: Marcelo Victor/Correio do Estado

Continue Lendo...

Mesmo apresentando crescimento no mês de março, o volume de vendas de varejo em Mato Grosso do Sul não acompanhou a alta nacional. 

No terceiro mês do ano, o comércio varejista no Estado registrou alta de 0,2% em comparação ao mês de fevereiro, enquanto o crescimento no volume do País chegou a 0,5%. 

Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (13) na Pesquisa Mensal de Comércio referente ao mês de março de 2026. 

Em relação ao acumulado do ano, o comércio varejista sul-mato-grossense ficou em 3,5% e a variação acumulada em 12 meses registrou alta de 1,9%. 

Houve queda de 1,2% no comércio varejista ampliado, que é o que inclui veículos, motos, partes e peças, material de construção e atacados de alimentação, bebidas e fumo, na série com ajuste periódico. Sem ajuste, houve alta de 12,6%. 

Nessa categoria, houve acumulado de 6,7% no primeiro trimestre e, em 12 meses, registrou alta de 3,7%. 

Entre as Unidades da Federação, Mato Grosso do Sul registrou a 12ª maior variação do País. Em comparação ao mês de fevereiro, o comércio varejista teve crescimento em 19 dos 27 estados, com destaque para o Maranhão (3,8%) e Piauí (3,5%). 

Combustíveis foi o segundo setor que puxou a alta no mês de março no País

Atividades

A nivel nacional, o comércio varejista apresentou taxa positiva em cinco das oito atividades pesquisadas, que foram:

  • Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (5,7%);
  • Combustíveis e lubrificantes (2,9%);
  • Outros artigos de uso pessoal e doméstico (2,9%);
  • Livros, jornais, revistas e papelaria (0,7%); e 
  • Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (0,1%).

Do lado negativo, ficaram os Móveis e eletrodomésticos (-0,9%) e Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-1,4%). Os tecidos, vestuários e calçados ficaram estáveis, não apresentando variação de fevereiro a março. 

Em comparação a março de 2025, houve crescimento em todas as oito atividades, com destaque para os equipamentos e material para escritório, informática e comunicação, que cresceu 22,5%, segundo maior resultado interanual desde o segundo semestre de 2021, sendo superado apenas por dezembro de 2025 (com crescimento de 31,1%).

Em seguida, artigos de uso pessoal e doméstico cresceu 11,1%, livros, jornais, revistas e papelaria, 10,2%, Combustíveis e lubrificantes (7,6%), Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (7,1%), Móveis e eletrodomésticos (6,8%), Tecidos, vestuário e calçados (2,9%) e Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,9%). 

O setor de 'outros artigos de uso pessoal e doméstico', que engloba lojas de departamentos, óticas, joalherias, artigos esportivos, brinquedos etc, teve alta do ano passado para cá de 11,1%. Juntamente com os combustíveis, foi o setor que mais contribuiu para a alta global, somando 0,9% ao total de 4% do varejo. 

No setor de livros e revistas, em março deste ano foi registrada a maior alta desde janeiro de 2023, de 10,2%, e a primeira desde novembro de 2025. 

Já no setor de artigos farmacêutos e perfumaria, já são 37 meses consecutivos registrando crescimento, com a última queda no setor registrada em fevereiro de 2023. 

“Numa perspectiva um pouco maior, a médio prazo, nos seis últimos meses houve apenas um resultado no campo negativo, em dezembro de 2025. E mesmo assim, o resultado foi muito próximo de zero (-0,3%). Então, pode-se dizer que desde outubro de 2025 o varejo vem crescendo na maior parte do tempo”, afirmou o gerente da Pesquisa, Cristiano Santos. 


 

Valores

Fluxo cambial total em 2026 até 8 de maio é positivo em US$ 11,958 bilhões, afirma BC

Canal financeiro apresenta saídas líquidas de US$ 4,470 bilhões

13/05/2026 13h30

Banco Central

Banco Central Divulgação: Senado Federal

Continue Lendo...

O fluxo cambial está positivo em US$ 11,958 bilhões em 2026 até o dia 8 de maio, segundo dados preliminares divulgados pelo Banco Central (BC) nesta quarta-feira, 13.

O canal financeiro apresenta saídas líquidas de US$ 4,470 bilhões. Já o fluxo comercial é positivo, somando US$ 16,428 bilhões no ano.

O segmento financeiro tem compras de US$ 256,030 bilhões e vendas de US$ 260,500 bilhões no período. Esse canal inclui investimentos diretos e em carteira, remessas de lucro, pagamento de juros e outras operações.

O canal comercial tem importações de US$ 84,754 bilhões e exportações de US$ 101,182 bilhões. Nas exportações, estão inclusos US$ 11,202 bilhões em adiantamento de contrato de câmbio (ACC), US$ 24,226 bilhões em pagamento antecipado (PA) e US$ 65,755 bilhões em outras operações.

Assine o Correio do Estado

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).