Menos da metade dos estados brasileiros tiveram alta no mês de fevereiro, fazendo com que o resultado nacional tivesse crescimento mínimo, de 0,1%
O volume de serviços prestados em Mato Grosso do Sul no mês de fevereiro teve destaque positivo na taxa mensal nacional, com um aumento de 4,2%. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (14) na Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
De acordo com a pesquisa, Mato Grosso do Sul foi um dos 13 estados brasileiros que tiveram resultados positivos na passagem do mês de janeiro para fevereiro, com posição de destaque juntamente com o Rio de Janeiro (1,0%), seguido por Bahia (1,7%) e Rio Grande do Sul (1,1%).
Em janeiro, o setor havia registrado aumento de 3,9% em MS. Na série sem ajuste sazonal, na comparação com o mês de fevereiro de 2025, o volume de serviços registrou alta de 4,4%.
No indicador acumulado do ano, o volume de serviços mostrou aumento de 4,3% frente a igual período de 2025. Já o acumulado dos últimos 12 meses passou de 6,2% em janeiro para 6,8% em fevereiro de 2026.
As taxas positivas são indicadores de um início de ano em alta, após uma queda brusca no final do ano passado em Mato Grosso do Sul.
Na média nacional, o volume de serviços no Brasil teve variação positiva de 0,1% frente a janeiro de 2026. Com o indicador, o setor se iguala ao topo da série histórica, registrada no mês de novembro de 2025.
Assim, o setor de serviços no País está 20,0% acima do nível de fevereiro de 2020, período pré-pandemia. Em comparação a fevereiro de 2025, o volume de serviços cresceu 0,5%, o 23º resultado positivo consecutivo.
No acumulado do ano, de janeiro a fevereiro, o serviço acumulou 1,9% e nos últimos doze meses, 2,7%.
Atividades em alta
No mês de fevereiro, a variação positiva foi puxada por três das cinco atividades investigadas. A principal influência foi nas atividades de Informação e Comunicação (1,1%), com destaque para Serviços de TI e Transportes (0,6%), influenciado pelo transporte rodoviário de cargas (0,9%).
Outra expansão ficou com os serviços prestados às famílias, que cresceu 1,4%, recuperando a perda de 0,5% registrada em janeiro e se tornando a taxa mais intensa desde março de 2025, que foi de 1,8%.
Por outro lado, os serviços profissionais, administrativos e complementares (-0,3%) registraram a terceira taxa negativa seguida, período em que acumulou uma perda de -0,7%. Também no campo negativo, os outros serviços (-0,4%) devolveram parte do ganho observado em janeiro (3,6%).
"Os serviços de Informação e Comunicação foram os que mais influenciaram o resultado na variação contra o mês imediatamente anterior e na variação contra o mesmo período do ano passado. Esse protagonismo do setor de informação e comunicação vem se consolidando desde o período pós-pandemia, influenciando o ritmo do setor de serviços como um todo", explicou o analista Luiz Carlos de Almeida Junior.