Economia

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Riedel compara situação da Malha Oeste com a BR-163 e defende repactuação

Relator do TCU negou admissibilidade de solução consensual e Riedel disse que a repactuação é melhor do que uma nova licitação, que pode travar obras por anos

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O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PSDB) comparou a situação da Malha Oeste com a da BR-163 e defendeu a repactuação como o melhor caminho para a concessão da ferrovia, como uma alternativa a uma nova licitação.

A manifestação foi feita após o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Aroldo Cedraz, negar a admissibilidade do pedido de solução consensual da concessão da Ferrovia Malha Oeste, que é administrada pela empresa Rumo.

"Um voto do relator foi contra e aí vai para plenário para a discussão, vão ser dois caminhos. A gente viu acontecer ontem a repactuação da BR-163 e é a mesma situação. Uma concessão muito mal executada lá atrás, que chegou num ponto que virou um embróglio jurídico e tinha dois caminhos: ou repactua ou vai pra uma nova licitação. A nova licitação, provavelmente daqui há cinco anos, seis anos e, até lá, cobrando pedágio e sem nenhum real aplicado. A repactuação, ela deu a condição da gente fazer esse investimento que vai ser feito", explicou o governador.

"A Malha Oeste é a mesma coisa: ou faz a repactuação ou vai para uma nova licitação. Uma nova licitação, provavelmente não vai acontecer nada por mais 5, 6 ou 10 anos", acrescentou Riedel.

O governador disse ainda que respeita os argumentos do ministro do TCU, mas que "pensando pragmaticamente", se o modelo de repactuação for construído em um modelo que ele viu a Agência Nacional de Transporte e Trânsito (ANTT), é um modelo que viabiliza trechos da ferrovia a começar a funcionar de imediato, com investimento da rebitolagem.

"É uma discussão técnica e que a gente vai fazê-la dentro do pleno do TCU", concluiu o governador.

Relator negou solução consensual

O ministro do TCU, Aroldo Cedraz, negou a admissibilidade do pedido de solução consensual da concessão da Ferrovia Malha Oeste citando o descumprimento constante de metas e o abandono dos 1.973 Km da linha férrea entre Mairinque (SP) e Corumbá (MS) como os motivos.

No pleito apresentado à Corte em 11 de fevereiro, é afirmado que a solução consensual é o melhor caminho a ser seguido porque o 2º termo aditivo terminaria em 19 de fevereiro deste ano e não haveria a possibilidade de nova prorrogação do contrato para que fossem adotados procedimentos necessários para finalizar a concessão, o que poderia levar à  abertura de processo de caducidade por parte da autarquia.

Esse pedido analisado por Cedraz foi protocolado oito dias antes de terminar o prazo que a Corte concedeu à pasta e à Agência para que apresentasse um estudo sobre o melhor procedimento a ser adotado, já que o processo de relicitação já havia sido prorrogado por mais 24 meses, a partir de 19/2/2023, sem a possibilidade de prorrogação.

Entretanto,  para viabilizar esta proposta, a ANTT prorrogou por tempo indeterminado a relicitação, permitindo que valha até que a solução consensual ocorra.

Só que em seu despacho, do dia 9 deste mês, Cedraz afirma que o atual concessionário não poderia requerer a prorrogação contratual, por não ter atingido os indicadores de desempenho e de manutenção insculpidos no contrato.

A situação de abandono da linha férrea foi constatada por inspeções feitas por técnicos da ANTT, que autuaram a empresa diversas vezes. Em um dos relatórios foram adicionadas fotos mostrando os dormentes deteriorados, de bueiros rompidos, prédio de manutenção no Indubrasil abandonado; invasão da faixa de domínio com a construção de imóveis e a criação de passagens de nível ilegais.

Nessa fiscalização, realizada em junho do ano passado no trecho de 436 kms, entre Campo Grande e Três Lagoas, pela ANTT  multou a Rumo Malha Oeste em R$ 2,1 milhões. 
 
Esses critérios serviram de parâmetro para Cedraz indeferir o pedido de admissão da solução consensual.

"A proposta de solução consensual permitiria a manutenção da mesma concessionária, que atualmente não preenche os requisitos para prorrogar o contrato, por outros 30 anos, em detrimento da possibilidade de participação de novos interessados na exploração da malha ferroviária”, disse o ministro.

O ministro afirma no despacho que não procede a alegação de que houve queda na receita com transporte de derivados de petróleo e álcool, porque o Grupo de Trabalho criado para discutir o futuro da malha ferroviária afirmou que a política de desregulamentação do setor de combustíveis já vinha sendo praticada antes do leilão da RMO.

Cedraz enfatiza que nenhuma outra concessionária de ferrovia que também transportava combustíveis ajuizou ação judicial devido a desequilíbrio em função dessa desregulamentação; a concessionária só acionou judicialmente a União quatro anos após a desregulação. 

Com esses argumentos, o ministro concluiu que a proposta de solução consensual, por configurar burla à licitação da malha ferroviária atualmente denominada Malha Oeste, afronta à Constituição Federal, assim como às Leis de Concessão e de Licitação, razão pela qual deixou de ratificar o exame de admissibilidade.

* Colaborou Clodoaldo Silva, de Brasília

Mercado

Guerra eleva preço dos fertilizantes e pressiona o agro

Preço da ureia quase dobrou neste ano; custo dos fertilizantes na relação de troca com soja e milho disparou

26/03/2026 08h35

Fertilizantes como ureia teve um aumente de 50% nos últimos 30 dias

Fertilizantes como ureia teve um aumente de 50% nos últimos 30 dias Gerson Oliveira

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Desde o início da guerra entre Estados Unidos e Israel, de um lado, e Irã, do outro, o preço dos principais fertilizantes utilizados pelo agro brasileiro disparou. No caso da ureia, o preço do insumo aumentou 50% nos últimos 30 dias, informa relatório da consultoria Itaú BBA.

A relação de troca entre os produtos agrícolas piorou, o que indica que o custo de produção está aumentando conforme a guerra no Oriente Médio se prolonga.

O preço da tonelada da ureia atingiu US$ 710. “O mercado de fertilizantes voltou a operar sob forte tensão, elevando os preços internacionais, com repasses quase imediatos ao mercado brasileiro”, informa o relatório da consultoria.

Outro fertilizante que teve alta significativa é o fosfato monoamônico (MAP), insumo que fornece principalmente fósforo e uma quantidade menor de nitrogênio às plantas.

O preço desse fertilizante, explica o relatório do Itaú BBA, subiu 17% nos últimos 30 dias, indo a US$ 850 por tonelada.

O único dos fertilizantes que tem impacto significativo para o plantio das principais culturas do agronegócio brasileiro é o cloreto de potássio (KCl), cujo preço tem permanecido estável.

Exemplos

Um dos exemplos práticos de como os conflitos no Oriente Médio têm afetado o mercado de fertilizantes é que a relação de troca de MAP por soja está disparando.

No início deste ano, cada tonelada do fertilizante equivalia a 27 sacas de soja. Agora, cada tonelada custa pelo menos 35 sacas de soja.

No caso do milho, também há aumento. No início deste ano, cada tonelada do fertilizante fosfatado custava em torno de 50 sacas de milho, agora, está em torno de 62 sacas.

A piora mais significativa é na troca de milho por ureia. Em janeiro, eram necessárias 30 sacas de milho para cada tonelada de ureia, hoje, 1 tonelada de ureia custa pelo menos 55 sacas de milho na relação de troca.

Vale lembrar que a saca de milho (R$ 58) ainda teve leve alta, ao contrário da soja, cujo preço (R$ 113) teve leve queda em meio à desvalorização do dólar.

“A relação de troca piorou para quase todas as culturas, visto que a alta das commodities não acompanhou a valorização dos fertilizantes”, analisa o Itaú BBA.

Colheita avança

De acordo com dados do Siga MS, executado pela Aprosoja-MS, que realiza o acompanhamento da safra em todo o Estado, a colheita da soja se aproxima da reta final, com cerca de 82% das áreas já colhidas.

Em relação às condições das lavouras, nas regiões norte e nordeste do Estado, 69% das áreas estão em boas condições. Já nas regiões oeste, sudoeste, sul-fronteira e centro, houve maior variação nas condições, com presença mais significativa de áreas em situação regular e ruim, em razão da falta de chuvas no fim do ciclo da soja.

O plantio do milho também avança, com maior ritmo na região sul de MS, seguida pelas regiões centro e norte. Até o momento, cerca de 1,8 milhão de hectares foram plantados.

A previsão do tempo indica a ocorrência de chuvas significativas nas próximas semanas, especialmente nas regiões sul, centro-norte e sudoeste.

Esse cenário reforça a importância do monitoramento contínuo das condições climáticas, permitindo que o manejo seja ajustado de acordo com as particularidades de cada região.

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LOTERIAS

Resultado da Quina de ontem, concurso 6985, quarta-feira (25/03): veja o rateio

A Quina realiza seis sorteios semanais, de segunda-feira a sábado, sempre às 20h; veja quais os números sorteados no último concurso

26/03/2026 08h28

Confira o rateio da Quina

Confira o rateio da Quina Foto: Arquivo

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A Caixa Econômica Federal realizou o sorteio do concurso 6985 da Quina na noite desta quarta-feira, 25 de março de 2025, a partir das 21h (de Brasília). A extração dos números ocorreu no Espaço da Sorte, em São Paulo, com um prêmio estimado em R$ 6,5 milhões.

Premiação

  • 5 acertos - Não houve ganhadores
  • 4 acertos - 36 apostas ganhadoras, (R$ 10.271,78)
  • 3 acertos - 3.098 apostas ganhadoras, (R$ 113,67)
  • 2 acertos - 80.705 apostas ganhadoras, (R$ 4,36)

Confira o resultado da Quina de ontem!

Os números da Quina 6985 são:

  • 43 - 73 - 39 - 04 - 09

O sorteio da Quina é transmitido ao vivo pela Caixa Econômica Federal e pode ser assistido no canal oficial da Caixa no Youtube.

Próximo sorteio: Quina 6995

Como a Quina seis sorteios regulares semanais, o próximo sorteio ocorre na quinta-feira, 26 de março, a partir das 20 horas, pelo concurso 6995. O valor da premiação está estimado em R$ 7,3 milhões.

Para participar dos sorteios da Quina é necessário fazer um jogo nas casas lotéricas ou canais eletrônicos.

A aposta mínima custa R$ 3,00 para um jogo simples, em que o apostador pode escolher 5 dentre as 80 dezenas disponíveis no volante, e fatura prêmio se acertar 2, 3, 4 ou 5 números.

Como apostar na Quina

A Quina tem seis sorteios semanais: de segunda-feira a sábado, às 20h (horário de MS).

O apostador deve marcar de 5 a 15 números dentre os 80 disponíveis no volante e torcer. Caso prefira o sistema pode escolher os números para você através da Surpresinha ou ainda pode concorrer com a mesma aposta por 3, 6, 12, 18 ou 24 concursos consecutivos com a Teimosinha.

Ganham prêmios os acertadores de 11, 12, 13, 14 ou 15 números.

O preço da aposta com 5 números é de R$ 3,00.

É possível marcar mais números. No entanto, quanto mais números marcar, maior o preço da aposta.

Probabilidades

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada.

Para a aposta simples, com apenas cinco dezenas, que custa R$ 2,50, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 24.040.016, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 15 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 7.507,50 a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 8.005, ainda segundo a Caixa.

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