Os salários dos professores na rede estadual e municipal de nível médio e superior em Mato Grosso do Sul apresentam uma variação de aproximadamente R$ 7,7 mil entre os municípíos do Estado.
O ranking salarial foi divulgado nesta quarta-feira (24) pela Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul (Fetems), a fim de tornar pública as prefeituras que não cumprem a Lei do Piso Nacional para os Professores do Magistério.
A Lei determina que o piso salarial instituído para a categoria de até 40 horas semanais é de R$ 5.130,63. No Estado, 17 municípios pagam menos que o estabelecido em lei para os professores de nível médio:
- Caracol - R$ 5.122,62
- Rio Negro - R$ 5.045,56
- Aral Moreira - R$ 5.038,24
- Jateí - R$ 4.872,06
- Juti - R$ 4.827,52
- Dois Irmãos - R$ 4.783,94
- Jaraguari - R$ 4.580,60
- Selvíria - R$ 4.415,00
- Sete Quedas - R$ 4.023,28
- Anaurilândia - R$ 3.965,14
Água Clara, Brasilândia, Chapadão do Sul, Batayporã, Paraíso das Águas, Paranaíba e Rochedo fazem parte da categoria da Fetems de municípios que "não respeitam a lei do piso de carreira, que prevê que a aplicação do piso deve iniciar para o nível médio, promovendo assim, o desmonte da carreira". Dessa forma, não tiveram os salários divulgados.
O município de Três Lagoas é o com salário maior nas duas categorias (médio e superior). Os profissionais estaduais e municipais com carga horária de 40 horas semanais para o ensino médio é de R$ 7.775,06.
Em seguida, aparecem os municípios:
- Sidrolândia - R$ 7.440,60
- Corumbá - R$ 6.553,04
- Tacuru - R$ 6.418,10
- Angélica - R$ 6.375,00
- Ribas do Rio Pardo - R$ 6.292,42
- Nova Andradina - R$ 6.091,56
- Campo Grande - R$ 6.018,72
- Glória de Dourados - R$ 5.853,62
- Eldorado - R$ 5.798,16
Coxim, Itaquiraí, Terenos, Iguatemi, Pedro Gomes, Douradina, Inocência, Figueirão, Nioaque, Porto Murtinho e Ponta Porã têm os salários no mínimo estabelecido pela Lei do Piso Salarial, de R$ 5.130.
Para os profissionais do ensino superior, apenas os municípios de Brasilândia e Sete Quedas têm salários inferiores ao obrigatório na Lei, de R$ 5.075,04 e R$ 4.827,94 respectivamente.
Os maiores salários são observados em:
- Três Lagoas - R$ 11.662,59
- São Gabriel - R$ 10.192,97
- Ribas do Rio Pardo - R$ 9.438,80
- Aquidauana - R$ 9.058,40
- Campo Grande - R$ 9.028,09
- Sidrolândia - R$ 8.928,72
- Mundo Novo - R$ 8.468,40
- Amambai - R$ 8.308,94
- Bonito - R$ 8.294,04
- Cassilândia - R$ 8.288,16
"Com a publicação do Ranking Salarial dos Municípios de Mato Grosso do Sul, a FETEMS e os 74 SIMTEDs esperam que os(as) gestores(as) públicos se conscientizem da importância da valorização dos(as) profissionais em Educação para os avanços na qualidade da Educação Pública", escreveu a Federação em nota.
Educação Básica e negociação
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), sancionou a Lei 15.437/2026, que estabelece o valor de R$ 5.130,63 para o novo piso salarial profissional nacional dos professores da educação básica.
Com o reajuste, o piso salarial dos professores terá aumento de 5,4% em relação ao valor anterior, que era de R$ 4.867,77. O ganho representa 1,5 ponto percentual acima da inflação.
A nova legislação estabelece critérios para a atualização anual do piso salarial profissional nacional e determina que o valor não poderá ser corrigido abaixo da inflação acumulada no período anterior. A norma também prevê a divulgação, pelo Ministério da Educação, da memória de cálculo utilizada para a atualização do piso, ampliando a transparência do processo.
Outra mudança é a inclusão dos profissionais contratados por tempo determinado entre os beneficiários do piso salarial nacional, garantindo a esses trabalhadores os mesmos direitos assegurados aos demais profissionais do magistério público da educação básica.
Em meio ao processo de sanção, professores municipais de Campo Grande tentam negociar com a prefeita Adriane Lopes, para garantir a implementação do reajuste de 5,4% previsto na política do Piso 20h.
Um encontro, ocorrido no dia 15, reuniu a Comissão de Negociação da Associação Campo-Grandense de Professores (ACP), representantes da Comissão de Educação da Câmara Municipal e membros da administração municipal para discutir os pontos importantes da negociação.
De acordo com a ACP, ficou acordado entre as partes que a Prefeitura apresentará oficialmente sua proposta e os respectivos dados no próximo dia 24 de junho. A associação convocará uma nova assembleia geral extraordinária para análise coletiva do material apresentado, que ocorrerá no dia 25, às 18 horas, na sede da FETEMS.

