A comercialização de gado na bolsa pode ser a saída para pequenos e médios frigoríficos e pecuaristas. Sem dinheiro para pagar à vista pelos animais, eles terão R$ 8 bilhões em crédito para cumprir contratos.
O convênio entre Banco do Brasil e a Bolsa de Carnes, assinado no mês passado, valerá em breve. As normas de financiamento já estão sendo enviadas às agências. Os empréstimos terão juros entre 12,5% e 13,5% com prazo de 24 meses para pagar.
A nova forma de comercialização ainda não decolou porque as empresas não podiam cumprir o principal ponto do contrato de venda: pagamento adiantado. Em cinco meses, negócios somaram cerca de R$ 1 milhão.
Fazer da plataforma eletrônica a principal via de comércio da pecuária não vai ser fácil. “É preciso disseminar com mais velocidade esse modelo, o produtor ainda está acostumado ao velho modo”, admite a economista da Famasul, Adriana Mascarenhas.
O presidente da Assocarnes, João Alberto Dias, compara o novo crédito ao limite do cheque especial. Apesar de a taxa de juros ser considerada alta, já que acompanha a da Selic, a vantagem é o prazo de 720 dias para pagar.
O passo a passo para vender na bolsa e de como acessar o novo crédito está no site www.bbmnet.com.br. (CHB)


