Economia

Selic

Sinalização sobre ritmo de corte de juros gera expectativa em Copom previsível

Desde agosto do ano passado, foram cinco cortes consecutivos, deixando a taxa nos atuais 11,25%

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Em um cenário no qual uma nova redução de 0,5 ponto percentual da taxa básica de juros (Selic), a 10,75% ao ano, é dada como praticamente certa na próxima quarta-feira (20), as atenções dos economistas se voltam para os passos futuros do Copom (Comitê de Política Monetária) e uma potencial mudança em sua comunicação sobre o ritmo de cortes à frente.

A discussão ganha espaço na medida em que o colegiado do Banco Central avança no ciclo de flexibilização dos juros. Desde agosto do ano passado, foram cinco cortes consecutivos na mesma intensidade. Em todas as ocasiões, o Copom indicou que repetiria a dose "nas próximas reuniões", o que significa que o ritmo de redução se manteria ao menos nos dois encontros seguintes.

"Em se confirmando o cenário esperado, os membros do Comitê, unanimemente, anteveem redução de mesma magnitude nas próximas reuniões [...]", diz comunicado da última reunião do Copom.

Uma possível flexão do plural para o singular em três das quase 800 palavras que compõem o texto vem gerando debate no mercado financeiro às vésperas do próximo encontro do Copom. Isso porque esse trecho carrega uma pista sobre o potencial tamanho do ciclo de queda de juros neste ano.

Se não houver alteração, o BC sinaliza que deve, ao menos até junho, manter o ritmo de cortes da Selic adotado até agora. Em se concretizando a orientação, a taxa básica retornaria ao patamar de um dígito em meados do ano, chegando a 9,75% ao ano. Os juros estão em dois dígitos desde fevereiro de 2022.

Por outro lado, uma eventual mudança na comunicação daria maior grau de liberdade à atuação do Copom em um ambiente marcado por incertezas no cenário global e dúvidas quanto à trajetória da inflação de serviços.

Ao mesmo tempo, a falta de previsibilidade com relação à Selic ao término do atual ciclo de queda de juros poderia gerar maior volatilidade nos preços dos ativos -o que abriria espaço para o colegiado do BC ser mais conservador.

O tema do "forward guidance" (orientação futura, no linguajar técnico do mercado) foi também debatido por alguns membros da alta cúpula do BC. No início do mês, o diretor de Política Monetária, Gabriel Galípolo, ressaltou que os dados que servem de subsídio para a decisão do comitê a cada 45 dias estão acima de qualquer prescrição.

"A gente adotou os cortes de 50 pontos-base [0,5 ponto percentual] justamente para ter a vantagem de ganhar tempo e ver como as coisas vão acontecendo", afirmou.

As falas públicas dos diretores do BC sobre os prós e contras de uma possível mudança na orientação indicam que o assunto vai ser ao menos trazido à mesa na reunião do Copom da próxima quarta-feira, na opinião do economista-chefe da Santander Asset, Eduardo Jarra.

"Vejo uma chance considerável da alteração do plural para singular. Mas, se no comunicado só mudar [o trecho] 'nas próximas reuniões' para 'na próxima reunião', isso não leva a uma mudança de visão de cenário. Ele [Copom] pode ir a conta-gotas", afirma.

Jarra, contudo, diz não haver urgência para essa mudança. Para o economista, o colegiado do BC seguirá com cortes de juros de 0,5 ponto percentual até o fim do primeiro semestre, reduzindo a intensidade até a Selic atingir 8,5% ao término do ciclo.

Sua projeção está abaixo da mediana do mercado financeiro. Segundo a última edição do boletim Focus, os agentes esperam que a taxa básica de juros feche 2024 em 9% ao ano.

Dentro desse grupo de instituições está a XP, que vê na composição do cenário menor probabilidade de o Fed (Federal Reserve, banco central dos EUA) cortar juros no curto prazo, sinais de um mercado de trabalho ainda muito aquecido, e indicações do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de medidas de expansão parafiscal -como maior liberação de crédito feita por bancos públicos, por exemplo.

Quanto à comunicação, o economista-chefe da XP, Caio Megale, que é ex-assessor no Ministério da Economia, considera que não houve aumento de incerteza em grau suficiente para que o comitê mude a sua orientação.

Para ele, a discussão sobre o "forward guidance" é válida diante do maior risco para a convergência da inflação em direção à meta de 2025 -3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. No entanto, descarta mudança na próxima reunião devido ao patamar ainda elevado da Selic.

"Se mantiver o plural, significa que ele [Copom] tem na cabeça chegar [com a Selic] em pelo menos 9,75% [ao ano]. Ninguém acha hoje que a Selic tem que ser 9,75% ou mais", diz.

Megale vê chance de o comitê explicitar no comunicado que a orientação é um indicativo do cenário mais provável, não um compromisso formal do Copom, conforme alerta dado pelo diretor de Política Econômica do BC, Diogo Guillen, para que o mercado não confunda "guidance" com determinação de juros.
Na opinião do economista, a partir do momento em que a Selic voltar a um dígito, será a hora de o colegiado do BC fazer um ajuste fino.

Luis Otávio Leal, economista-chefe da G5 Partners, entende as recentes declarações de Galípolo e Guillen como uma forma de o BC preparar o terreno para a retirada do plural na orientação futura. "Não é o fim do mundo. Não vai mudar a política monetária do Banco Central. Simplesmente vai ganhar graus de liberdade", afirma.

Ele projeta que o Copom desacelere o ritmo de cortes a partir de junho, seguindo com reduções de 0,25 ponto percentual até fechar o ano com a Selic em 9%. "A partir do momento em que existe um risco de ter que reduzir o ritmo [de cortes da Selic], ele [Copom] manter o forward guidance seria contraproducente, porque, quando não cumpre o forward guidance, perde credibilidade", diz.

Quanto ao processo de desinflação, Leal mostra cautela. De um lado, vê um cenário de maior incerteza global no segundo semestre com a possibilidade de Donald Trump voltar a ser eleito nos EUA. De outro, coloca a inflação de alimentos como um risco de alta diante do impacto de efeitos climáticos sobre os alimentos 'in natura'.

O grupo alimentação e bebidas continuou sendo destaque no IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) em fevereiro. No acumulado em 12 meses, a inflação oficial do Brasil atingiu 4,5% -teto da meta perseguida pelo BC.

Heron do Carmo, professor da FEA-USP (Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária, da Universidade de São Paulo), diz não estar tão tranquilo em relação ao cenário inflacionário do país quanto estava no fim de 2023. "Não estamos com muito espaço para redução da inflação", diz.

O especialista espera que a inflação caia até maio e depois fique sujeita a pressões vindas dos grupos de alimentos, combustíveis e serviços. "Tudo indica que nós teremos uma pressão de alimentos [sobre a inflação], porque nós vamos sair de uma situação de uma supersafra para uma safra menor", afirma.

"Se tivermos algum problema sério com alimentos ou combustíveis, isso pode fazer com que a inflação se mantenha muito próxima ao teto da meta, um pouquinho abaixo, até meados do ano, e depois comece a passar o teto", projeta.

Já Tatiana Pinheiro, economista-chefe para o Brasil da Galapagos Capital, mostra um pouco mais de otimismo. Os dados mais recentes do IPCA, segundo ela, mostram o componente "serviços" bem comportado, reforçando a expectativa dos economistas para a trajetória da Selic. Ao término do ciclo, a economista projeta que a taxa básica de juros atinja 8%.

Olhando para a taxa de juros real, ela considera que o Copom tem um espaço "relativamente confortável" para dar prosseguimento à flexibilização dos juros.

"Nesse espaço de conforto, faz sentido o Banco Central priorizar o forward guidance para redução da volatilidade [nos preços dos ativos]", diz. "Essa orientação ainda deve fazer sentido para mais algumas reuniões".

RESTITUIÇÃO

Último lote de restituição do IR injeta R$ 17 milhões na economia de MS

7.615 contribuintes sul-mato-grossenses já podem consultar o valor da restituição

25/08/2026 11h05

Sul-mato-grossense terá alívio no bolso neste fim de mês com pagamento da restituição do Imposto de Renda

Sul-mato-grossense terá alívio no bolso neste fim de mês com pagamento da restituição do Imposto de Renda Foto: divulgação

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Quarto e último lote de restituição do Imposto de Renda de Pessoas Físicas (IRPF 2026 - ano base 2025) vai injetar R$ 17.280.747,2 na economia de Mato Grosso do Sul, neste mês de agosto de 2026.

7.615 contribuintes sul-mato-grossenses podem consultar o valor da restituição neste site. A quantia será paga na próxima segunda-feira (31).

No Brasil, 521.935 contribuintes serão contemplados, em um lote que soma R$ 1,24 bilhão.

O pagamento é realizado na conta bancária informada na declaração de Imposto de Renda, de forma direta ou por meio de chave pix.

COMO CONSULTAR?

Veja o passo a passo de como consultar a restituição:

  1. Acesse este site
  2. Clique em "Consultar restituição de Imposto de Renda"
  3. Clique em "Iniciar"
  4. Informe o CPF e data de nascimento
  5. Clique em "Consultar"

CALENDÁRIO

Veja as datas de restituição de cada lote:

  • 1° lote: 29 de maio
  • 2° lote: 30 de junho
  • 3° lote: 31 de julho
  • 4° lote: 31 de agosto

* Vale ressaltar que o número de lotes foi reduzido de cinco para quatro

Confira a ordem de prioridades nas restituições:

  1. Idade igual ou superior a 80 anos;
  2. Idade igual ou superior a 60 anos, deficientes e portadores de moléstia grave;
  3. Pessoa que tenha maior fonte de renda vinda do magistério;
  4. Quem utilizou conjuntamente a declaração pré-preenchida e optou pela restituição no Pix;
  5. Quem utilizou exclusivamente a declaração pré-preenchida ou optou pela restituição no Pix; e
  6. Demais contribuintes

LOTERIA

Resultado da Super Sete de ontem, concurso 890, segunda-feira (24/08): veja o rateio

A Super Sete tem três sorteios semanais, às segundas, quartas e sextas, sempre às 21h; veja quais os números sorteados no último concurso.

25/08/2026 08h33

Confira o resultado da Super Sete

Confira o resultado da Super Sete Foto: Super Sete

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A Caixa Econômica Federal realizou o sorteio do concurso 890 da Super Sete na noite desta segunda-feira, 24 de agosto de 2026, a partir das 21h (de Brasília). A extração dos números ocorreu no Espaço da Sorte, em São Paulo, com um prêmio estimado em R$ 5 milhões.

Premiação

  • 7 acertos - Não houve ganhadores
  • 6 acertos - 2 apostas ganhadoras, (R$ 24.812,27)
  • 5 acertos - 48 apostas ganhadoras, (R$ 1.476,92)
  • 4 acertos - 975 apostas ganhadoras, (R$ 72,70)
  • 3 acertos - 8.715 apostas ganhadoras, (R$ 6,00)

Confira o resultado da Super Sete de ontem!

Os números da Super Sete 890 são:

Verifique sua aposta e veja se você foi um dos sortudos deste concurso.

  • Coluna 1: 5
  • Coluna 2: 3
  • Coluna 3: 8
  • Coluna 4: 3
  • Coluna 5: 5
  • Coluna 6: 0
  • Coluna 7: 1

O sorteio da Dupla Sena é transmitido ao vivo pela Caixa Econômica Federal e pode ser assistido no canal ofical da Caixa no Youtube.

Próximo sorteio: Super Sete 891

Como a Super Sete tem três sorteios regulares semanais, o próximo sorteio ocorre na quarta-feira, 26 de agosto, a partir das 21 horas, pelo concurso 891. O valor da premiação está estimado em R$ 6,3 milhões.

Para participar dos sorteios da Super Sete é necessário fazer um jogo nas casas lotéricas ou canais eletrônicos.

Como jogar na Super Sete

Os sorteios da Super Sete são realizados às segundas, quartas e sextas-feiras, sempre às 20h (horário de MS).

O Super Sete é a loteria de prognósticos numéricos cujo volante contém 7 colunas com 10 números (de 0 a 9) em cada uma, de forma que o apostador deverá escolher um número por coluna.

Caso opte por fazer apostas múltiplas, poderá escolher até mais 14 números (totalizando 21 números no máximo), sendo no mínimo 1 e no máximo 2 números por coluna com 8 a 14 números marcados e no mínimo 2 e no máximo 3 números por coluna com 15 a 21 números marcados.

Há a possibilidade de deixar que o sistema escolha os números para você por meio da Surpresinha, ou concorrer com a mesma aposta por 3, 6,  9 ou 12 concursos consecutivos através da Teimosinha.

O valor da aposta é R$ 3,00.

Probabilidades

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada.

Para a aposta simples, com apenas sete dezenas, que custa R$ 3,00, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 158.730, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 21 dezenas (limite máximo), a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 280, ainda segundo a Caixa.

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