Economia

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Sudeco quer ampliar fontes de crédito e atendimento ao setor produtivo com o FCO

Em 2023, foram disponibilizados R$ 2,2 bilhões para atender MS; ao todo, a autarquia tem R$ 10,5 bilhões à disposição

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A Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco) está conversando com instituições financeiras para que haja mais fontes de crédito para que a autarquia possa aumentar o atendimento ao setor produtivo e aos municípios da região.

Atualmente, a autarquia tem à disposição para este ano R$ 10,5 bilhões do Fundo Constitucional do Financiamento do Centro-Oeste (FCO) e do Fundo do Desenvolvimento do Centro-Oeste (FDCO), sendo R$ 2,2 bilhões para atender Mato Grosso do Sul.

Essa proposta foi reforçada pelo ministro da Integração, Waldez Góes, na solenidade de posse de Rose Modesto no cargo de superintendente da Sudeco (que é subordinada à Pasta), na quarta-feira. 
“Não faltará esforço do governo brasileiro, do Ministério, da Sudeco e do Banco do Brasil nessa escuta com os líderes locais para definir as melhores escolhas”, disse, ressaltando que o montante à disposição da autarquia hoje “não dá para tudo”. 

Góes explicou que parte dos recursos dos dois fundos é recomposta com o pagamento de juros pelos tomadores de empréstimos. “Ele se realimenta com o fluxo de pagamento”, disse, destacando que “o Brasil Central é um dos que mais aplica, chega a aplicar mais daquilo que foi disponibilizado”. 

O objetivo da Pasta é ampliar o perfil dos tomadores de empréstimo, “para melhor aplicar os recursos disponíveis. O FCO tem mais de R$ 10 bilhões disponíveis, parte tem de ir para o agronegócio, mas é importante que parte vá também para a agricultura familiar, para a pequena indústria, para aquelas comunidades em estados bem desenvolvidos, que se não tiverem um braço ficam para trás”.

Já a ministra do Planejamento, Simone Tebet, enfatizou que o arcabouço fiscal (em discussão no Congresso Nacional) será importante para conter as taxas de juros. “Nós temos um arcabouço que cuida de controlar os gastos públicos, não é cortar gastos, é controlar os gastos, é garantir qualidade de seus gastos. A economia que é feita em uma determinada política pública vai para outra política pública que está descoberta”. 

“Esse é o grande objetivo do arcabouço, além de garantir para os investidores, para o setor de serviços, para a indústria que nós sabemos fazer o dever de casa, que nós não vamos deixar que o crescimento dessa dívida [pública] em relação ao PIB [Produto Interno Bruto] alcance números estratosféricos que impactem na taxa de juros”, disse Simone Tebet.

Ainda de acordo com a ministra, o arcabouço fiscal tem o objetivo de controlar os gastos e garantir o equilíbrio no médio prazo da dívida em relação ao PIB. 

“Isso já vai possibilitar que o Banco Central, se não agora, porque o arcabouço não foi votado, mas na reunião do Copom [Comitê de Política Monetária] de agosto, diminua a taxa de juros no Brasil, a qual está diminuindo o setor produtivo e impossibilitando a busca por crédito, que está muito caro”.

Também a ministra ressaltou que a liberação dos recursos deve priorizar atividades que ajudem a reduzir as desigualdades sociais. 

“Com o arcabouço fiscal, vamos ter um espaço fiscal para investimentos. Para este ano, está fechado. É possível ter mais recursos para o ano que vem, o valor depende de duas coisas, do PPA [Plano Plurianual], que termina em agosto, e do Plano de Desenvolvimento Regional, que vem do Ministério da Integração, e também depende do que vem de demandas para incrementarmos o orçamento”. 
“Agora, é necessário aumentar o Orçamento das superintendências do Norte, Nordeste e Centro-Oeste para reduzir as desigualdades”.

Para viabilizar mais recursos e juros menores, Rose Modesto se reuniu na semana passada com representantes do Banco do Brasil. No encontro, a superintendente pediu à instituição financeira “a ampliação da parceria por meio de outras fontes de financiamento que o banco dispõe, tanto para o setor produtivo quanto para os municípios da região central.” 

Rose também defende o fim da desigualdade social na região central do Brasil, com incentivos à agricultura e à educação.

“Nós vamos trabalhar para fortalecer os fundos de investimento da Sudeco, para chegar cada vez mais aos pequenos empresários e, também, em parceria com os bancos administradores, encontrar outras formas de investimentos. Queremos incentivar a educação na região por meio do FCO Estudantil e fortalecer a agricultura familiar dessa região, que tem um enorme potencial de desenvolvimento”.
Góes aproveitou a solenidade de posse de Rose Modesto para cobrar dos bancos mais parcerias com o Ministério e a Sudeco. 

“Como a Rose já mencionou, precisamos da ajuda dos bancos não só pela administração e aplicação dos recursos do FCO e FDCO, mas também por outras formas de financiamentos”, enfatizou o ministro da Integração.

RECURSOS

A Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste é responsável pela administração do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) e do Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste (FDCO).

Para 2023, o FCO tem orçamento de quase R$ 10 bilhões. Os recursos têm como foco prioritário o agro e empresas em geral, com destaque para as áreas de microcrédito, inovação e energias renováveis.
Já o FDCO conta com R$ 1 bilhão em 2023, além da possibilidade de aporte de emendas parlamentares para apoiar projetos estruturantes.

CENSO IMOBILIÁRIO

Na Capital, 60% pretendem comprar um imóvel, mas 11% realmente compram

Baixo percentual de compra pode estar relacionado à alta taxa de juros, aponta o Sinduscon-MS

20/09/2026 15h00

Casa para vender em Campo Grande

Casa para vender em Campo Grande MARCELO VICTOR

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Dados divulgados pelo Sindicato Intermunicipal da Indústria da Construção de Mato Grosso do Sul (Sinduscon-MS) apontam que 60% dos campo-grandenses pretendem comprar um imóvel atualmente.

Mas, apenas 11% realmente compram. De acordo com o vice-presidente da Sinduscon-MS, Rafael Tenuta, este baixo percentual pode estar relacionado à alta taxa de juros.

“Os altos juros sempre atrapalham e tiram o aquecimento das vendas, mas a gente tem notado que está saindo negócio sim. Se o juros baixar um pouco, com certeza aquece um pouco mais”, explicou.

Casa para vender em Campo GrandePresidente do Sinduscon-MS, Rafael Tenuta, em coletiva de imprensa realizada em 28 de agosto. Foto: Marcelo Victor

Mesmo assim, o sonho saiu do papel para muitos: de janeiro a julho de 2026, 872 unidades foram vendidas em Campo Grande, sendo 464 no primeiro trimestre e 408 no segundo trimestre.

Do padrão Minha Casa Minha Vida, foram comercializados 272 imóveis no primeiro trimestre e 80 imóveis no segundo trimestre.

Casas de padrão médio (80%) tiveram um boom nas vendas no último trimestre, enquanto imóveis Minha Casa Minha Vida (20%) aparecem em segundo lugar e compactos (2%) em terceiro. Imóveis luxuosos tiveram retração (-1%).

No segundo trimestre, o m² custava R$ 9.857,00 em Campo Grande. No primeiro trimestre, custava R$ 10.477, portanto, o valor baixou de um período para o outro.

Confira o valor médio por tipo de residência:

  • Residência com um dormitório – R$ 707.604,00
  • Residência Minha Casa Minha Vida com dois dormitórios – R$ 293.682,00
  • Residência com três dormitórios – R$ 1.141.120,00
  • Residência com quatro ou mais dormitórios – R$ 3.406.840,00
  • Geral – R$ 688.283,00

Fonte: Sinduscon-MS

BRASIL

De acordo com o head da Brain Inteligência Estratégica, Anderson Gonçalves, a intenção de comprar um imóvel é de 52% no Brasil – o percentual é o maior desde 2019 e atingiu a máxima histórica.

Mas dos que pretendem, 11% realmente compram. Nas regiões Centro-Oeste/Norte, 53% pretendem comprar um imóvel e 47% não pretendem.

A compra pode se concretizar em até 6 meses (8%), em até 1 ano (23%), em até 1 ano e meio (13%), em até 2 anos (24%) e acima de 2 anos (32%).

Os imóveis mais desejados pelos brasileiros são apartamento (40%), casa em rua (38%), casa em condomínio fechado (17%), terreno em condomínio aberto (3%), terreno em condomínio fechado (2%).

Os imóveis preferidos são residência para moradia (86%), residência para lazer (8%) e comercial (6%).

As motivações para compra são sair do aluguel (37%), sair da casa dos pais (15%), mudar de endereço (9%), casamento (2%), separação (1%), mais espaço (14%), mais benefícios (3%), imóvel mais novo (3%), locação (12%), revenda (1%), imóvel para familiar (2%) e residência menor (1%).

AJUDA PARA COMPRAR O PRIMEIRO IMÓVEL

Agência Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários (Emha) está com 400 vagas abertas para famílias de Campo Grande que querem comprar o primeiro imóvel.

Cada beneficiário poderá receber R$ 4 mil para ajudar a pagar a entrada do financiamento.

O benefício faz parte do programa Bônus Sonho de Morar, dentro do ViraCG Habitação e é destinado a famílias com renda mensal bruta de um a cinco salários mínimos.

Os interessados têm até 30 de novembro de 2026 para solicitar o benefício. O atendimento será feito de segunda a sexta-feira, das 8h às 11h, na sede da Emha, localizada na Rua Iria Loureiro Viana, nº 415, Vila Oriente.

As 400 cotas serão distribuídas por ordem cronológica de solicitação. Caso o número de interessados ultrapasse a quantidade disponível, será formada uma lista de suplentes.

LOTERIA

Resultado da + Milionária de hoje, concurso 391, domingo (20/09): veja o rateio

A + Milionária tem dois sorteios semanais, às quartas e sábados, sempre às 20h; veja quais os números sorteados no último concurso.

20/09/2026 13h56

Confira o resultado da +Milionária

Confira o resultado da +Milionária Foto: Divulgação

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A Caixa Econômica Federal realizou o sorteio do concurso 391 da + Milionária na manhã deste domingo, 20  de setembro de 2026, a partir das 21h (de Brasília). A extração dos números ocorre no Espaço da Sorte, em São Paulo.

Veja os detalhes das apostas ganhadoras:

6 acertos + 2 trevos
Não houve acertador

6 acertos + 1 ou nenhum trevo
Não houve acertador

5 acertos + 2 trevos
3 apostas ganhadoras, R$ (131.152,70)

5 acertos + 1 ou nenhum trevo
36 apostas ganhadoras, (R$ 4.857,51)

4 acertos + 2 trevos
116 apostas ganhadoras, (R$ 1.615,18)

4 acertos + 1 ou nenhum trevo
1576 apostas ganhadoras, (R$ 118,88)

3 acertos + 2 trevos
2318 apostas ganhadoras, (R$ 50,00)

3 acertos + 1 trevo
15900 apostas ganhadoras, (R$ 24,00)

2 acertos + 2 trevos
17668 apostas ganhadoras, (R$ 12,00)

2 acertos + 1 trevo
125020 apostas ganhadoras, (R$ 6,00)

Confira o resultado da + Milionária de hoje!

Os números da + Milionária 392 são:

  • 04 - 10 - 27 - 40 - 44 - 47 
  • Trevos sorteados: 3 - 5

O sorteio da + Milionária é transmitido ao vivo pela Caixa Econômica Federal e pode ser assistido no canal ofical da Caixa no Youtube.

Próximo sorteio: + Milionária 392

Como a + Milionária tem dois sorteios regulares semanais, o próximo sorteio ocorre na quarta-feira, 23 de setembro, a partir das 20 horas, pelo concurso 392. O valor da premiação vai depender se no sorteio atual o prêmio será acumulado ou não.

Para participar dos sorteios da + Milionária é necessário fazer um jogo nas casas lotéricas ou canais eletrônicos.

A aposta mínima custa R$ 6,00 para um jogo simples, em que o apostador pode escolher de 6 a 12 números dentre as 50 dezenas disponíveis, e fatura prêmio se acertar de 4 a 6 números.

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