Economia

EMPRÉSTIMO

Valor repassado para tarifas de energia poderá ser maior

Valor repassado para tarifas de energia poderá ser maior

AGÊNCIA BRASIL

14/03/2014 - 18h30
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O valor do empréstimo que as distribuidoras poderão fazer no mercado para cobrir os gastos extras com o uso de termelétricas e com a compra de energia no mercado livre poderá ser maior que os R$ 8 bilhões anunciados pelo governo ontem (13). Isso porque o montante final vai depender do sucesso do leilão de energia que será feito em abril pelo governo para que as distribuidoras não precisem mais recorrer ao mercado livre para comprar energia.

Ontem o governo anunciou que vai autorizar a contratação de um financiamento de R$ 8 bilhões por meio da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) para que as distribuidoras paguem suas dividas com as geradoras de energia. Esse financiamento será pago com recursos que serão arrecadados pelas distribuidoras por meio do aumento das tarifas.

Segundo o diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Romeu Rufino, a expectativa é que as distribuidoras contratem no leilão 3,3 mil megawatts, que é o valor necessário para cobrir a exposição involuntária no mercado livre. “Se não conseguirem contratar tudo, a conta pode subir”. O valor que será repassado para as tarifas dependerá também do comportamento do Preço da Liquidação das Diferenças (PLD), que é o preço que as distribuidoras pagam no mercado livre, e é muito volátil. “Essa é a melhor estimativa que fizemos para o atual cenário”, disse.

Para evitar que o próximo leilão, marcado para o dia 25 de abril, seja frustrado, como ocorreu no ano passado, o governo irá fazer novas regras para que haja mais interesse das geradoras em participar da licitação ofertando energia. “O segredo para atrair mais oferta para o leilão é mexer no prazo e no preço-teto. Isso ainda vai ser analisado pelo governo”, disse Rufino. Em dezembro, o leilão não teve sucesso por falta de oferta, por causa das condições e do preço da energia. Com isso, as distribuidoras não conseguiram contratar toda a energia necessária e tiveram que contratar energia no mercado livre, que é mais cara. Segundo ele, é “desejável e conveniente” que o edital do leilão seja publicado 30 dias antes do leilão, mas isso não é obrigatório porque não será uma licitação nos moldes da Lei 8.666. A energia contratada no leilão deve começar a ser entregue em maio.

O valor do empréstimo feito pelas distribuidoras será repassado para as tarifas a partir de janeiro de 2015. Assim, quando chegar a data prevista para que a Aneel determine o reajuste de cada distribuidora, o valor do empréstimo será incluído no aumento, em 12 parcelas. Segundo Rufino, a Aneel vai fazer um regulamento determinando que o valor extra arrecadado pelas distribuidoras seja depositado diretamente em uma conta vinculada, que só poderá ser usada para o pagamento da dívida. “Não existe risco de calote”, disse.

Ontem também foi anunciado um aporte adicional do Tesouro de R$ 4 bilhões na Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), que já tem orçamento de R$ 9 bilhões para este ano. Os recursos virão de aumentos de tributos e de uma nova extensão de prazo para o Refis da Crise, programa de refinanciamento de dívidas de contribuintes com a União.

A ajuda do governo para as distribuidoras é para mitigar os gastos maiores das empresas nos últimos meses por causa do aumento do uso de energia de termelétricas, que é mais cara. As termelétricas são mais utilizadas quando há menos água nos reservatórios das hidrelétricas, como está acontecendo neste momento. Além disso, por causa do insucesso na contratação de energia no leilão feito pelo governo no ano passado, as distribuidoras precisaram comprar energia no mercado de curto prazo, que custa mais caro em épocas de escassez de chuva, para abastecer os consumidores.

A Associação Brasileira de Distribuidoras de Energia Elétrica (Abradee) disse hoje (14), em nota, que avalia como positivos os esforços do governo. A Abradee aguarda a publicação dos instrumentos legais adequados de forma a garantir um fluxo financeiro que permita a adimplência setorial. A associação reafirma sua crença na eficácia das medidas anunciadas como forma de evitar uma crise que poderia comprometer a sustentabilidade do setor”, diz a nota da entidade.

Economia

Malásia e México restringem produtos avícolas de MS após foco de Newcastle

Suspensões atingem exportações de todo o Brasil; outros três países limitaram as medidas a produtos de Santa Catarina

23/10/2026 16h45

Divulgação

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Produtos avícolas de Mato Grosso do Sul estão incluídos nas restrições temporárias impostas pela Malásia e pelo México às importações brasileiras após a confirmação de um foco da doença de Newcastle em uma criação comercial de perus em Santa Catarina. As medidas variam conforme o país e o tipo de produto, segundo atualização divulgada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) em 21 de outubro.

A Malásia suspendeu as importações de carne, produtos cárneos e miúdos de aves provenientes de todo o Brasil. A medida mexicana é mais abrangente e inclui aves vivas, carne e miúdos de aves, ovos férteis, pintinhos de até três dias, além de determinadas categorias de aves ornamentais e de companhia.

Outros três países adotaram restrições específicas para produtos originários de Santa Catarina. Arábia Saudita e China suspenderam as importações de carne e produtos cárneos de aves do estado. Já o Chile restringiu a entrada de diferentes produtos, entre eles carne fresca de aves, ovos para consumo humano e ovos férteis.

O foco da doença foi confirmado em 18 de outubro, em um estabelecimento de criação comercial de perus de corte localizado em Nova Itaberaba, no oeste catarinense. De acordo com o Mapa, as aves permaneceram na propriedade e não foram destinadas à produção de carne para consumo.

Após a confirmação, o estabelecimento foi interditado e teve a movimentação de aves suspensa. O ministério também declarou emergência zoossanitária por 60 dias em Nova Itaberaba e nos municípios catarinenses de Águas Frias, Coronel Freitas e Nova Erechim.

Em atualização divulgada em 22 de outubro, o Mapa informou que o descarte sanitário das aves havia sido concluído e que os procedimentos de limpeza e desinfecção estavam em andamento. As equipes também mantêm a vigilância epidemiológica e o monitoramento de propriedades próximas ao local do foco.

O ministério informou que mantém negociações com as autoridades sanitárias dos países importadores para prestar esclarecimentos e buscar a retomada do comércio conforme os requisitos de cada mercado.

Consumo

Apesar das restrições comerciais, o Mapa reforça que o consumo de carne de aves e de outros produtos avícolas provenientes de estabelecimentos submetidos à inspeção sanitária oficial permanece seguro, sem contraindicações.

A doença de Newcastle é uma enfermidade viral que afeta aves domésticas e silvestres. A ocorrência exige medidas de controle sanitário para evitar a disseminação do vírus e preservar a condição sanitária da produção avícola.

A situação dos demais mercados importadores continua sob monitoramento do ministério, que informou que divulgará novas atualizações quando houver mudanças confirmadas nas restrições.

Rendimento Médio

Renda em MS chega a R$ 3,7 mil e extrema pobreza cai a 1,6%

Rendimento cresceu 64% entre 2021 e 2025, segundo o IBGE; Estado também registrou 1,46 milhão de pessoas ocupadas no ano passado

23/10/2026 15h06

Reprodução/Álvaro Rezende/Secom-MS

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O rendimento médio mensal em Mato Grosso do Sul chegou a R$ 3.727 em 2025, alta nominal de 64% em relação a 2021, quando era de R$ 2.265. No mesmo período, o mercado de trabalho alcançou 1,46 milhão de pessoas ocupadas, enquanto a proporção da população em situação de extrema pobreza caiu de 4% para 1,6% entre 2021 e 2024, segundo dados divulgados pelo governo estadual com base em indicadores do IBGE.

O rendimento médio sul-mato-grossense ficou acima da média nacional, de R$ 3.406. O Estado também aparece na terceira posição entre as unidades da Federação com menor desigualdade de renda, segundo levantamento do Centro de Liderança Pública (CLP).

Apesar da evolução dos indicadores, o crescimento nominal da renda não representa necessariamente o mesmo aumento no poder de compra, já que os valores precisam ser considerados em relação à inflação acumulada no período.

Emprego formal

Mato Grosso do Sul encerrou 2025 com saldo positivo de 19.756 empregos formais, segundo dados do Novo Caged compilados pela Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc). O estoque chegou a 689.951 vínculos ativos, crescimento de 2,91% em relação ao ano anterior.

A construção civil liderou o crescimento percentual do estoque de empregos entre dezembro de 2020 e dezembro de 2025, com avanço de 49,41%. Já o setor de serviços registrou o maior aumento absoluto, com 49.681 vínculos a mais no período.

Em 2026, o Estado acumulou saldo positivo de 20.456 empregos formais entre janeiro e agosto, conforme os dados apresentados pelo governo estadual. Serviços, com 8.644 vagas, e construção, com 7.392, tiveram os maiores saldos no período.

Extrema pobreza

A proporção de pessoas em situação de extrema pobreza caiu de 4% em 2021 para 1,6% em 2024, redução de 60%, de acordo com os dados divulgados. A mudança corresponde à saída de mais de 70,5 mil pessoas dessa condição.

O indicador considera a renda domiciliar per capita inferior a US$ 2,15 por dia, conforme a linha internacional de extrema pobreza utilizada na série citada. No Brasil, a taxa era de 3,5%, segundo o levantamento.

Outro indicador mencionado pelo governo estadual é o de mobilidade social, no qual MS aparece na primeira posição nacional, com índice de 2,90%.

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