Economia

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Veículo mais caro tributado no Mato Grosso do Sul custa R$ 2,7 milhões

A Ferrari Portofino foi tributada em R$ 81.005,40

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O veículo mais caro tributado em Mato Grosso do Sul é uma Ferrari Portofino, avaliada com valor venal de R$ 2.700.180,00, com IPVA de R$ 81.005,40, o maior do estado. 

Este é o segundo IPVA mais caro do país, atrás apenas da Lamborghini Huracan, no Estado do Paraná, com IPVA calculado em R$ 91.190,78. Caso o carro mais caro do mundo, um Rolls-Royce Boat Tail, de U$ 28 milhões, convertido em moeda nacional R$ 131.054.000,00, fosse tributado, o valor da taxa seria de R$ 5,2 milhões.

O que é IPVA?

O Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) é um tributo estadual cobrado anualmente de todos os proprietários de automóveis. 

Apesar de muitos contribuintes acreditarem que os recursos arrecadados com o pagamento do tributo são destinados exclusivamente para manutenção de ruas e estradas, o aproveitamento vai muito além. De acordo com o secretário de Fazenda, Luiz Renato Adler, os recursos do IPVA são revertidos em melhorias para os cidadãos.

A Constituição Federal (CF) estabelece que “aos Estados compete instituir impostos sobre a propriedade de veículos automotores, definindo suas alíquotas”. 

A CF também estabelece que “50% do total arrecadado pelo Estado deve ser revertido para o município em que o veículo está registrado”. Assim, metade dos recursos arrecadados com o IPVA na verdade são utilizados na manutenção das cidades.

“O recolhimento do IPVA é anual e o valor arrecadado é rateado entre Estado e municípios onde os veículos são licenciados, e o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). A arrecadação é distribuída de forma igualitária: 50% destinado ao Estado e 50% para os municípios. O dinheiro vai para uma conta única, no caso o Tesouro do Estado e dos municípios, para atender às necessidades da população em saúde, educação, infraestrutura e outros, de acordo com o estabelecido no orçamento anual, no plano plurianual e nas diretrizes orçamentárias”, explicou Adler.

Como calcular o IPVA?

Por meio de uma equação bastante simples é possível fazer o cálculo do valor do IPVA: Valor venal X alíquota = IPVA. O valor venal é um parâmetro que as instituições públicas usam para estabelecer o preço de mercado de bens materiais. No caso do IPVA, é utilizado a tabela Fipe como base para seminovos e a nota fiscal como indicador de automóveis 0 km.

Já a alíquota é a porcentagem de imposto cobrada sobre o valor do bem. No Brasil, cada Estado tem uma alíquota de tributo diferente. Portanto, podemos concluir que o preço do IPVA depende de dois fatores: o valor do veículo e alíquota cobrada na região de emplacamento.

No MS, o IPVA é calculado com base no preço médio discriminado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Assim, é possível afirmar que o valor dos veículos é de responsabilidade dos revendedores, não cabendo ao Governo tabelar preços.

A Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas é uma entidade de direito privado, sem fins lucrativos, criada em 1973 para apoiar o Departamento de Economia da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (USP). Já a Tabela Fipe é um indicador mensal que mensura o preço médio de motos, carros, utilitários pequenos, caminhões e micro-ônibus de diversas montadoras.

A Tabela Fipe expressa preços médios de veículos no mercado nacional, servindo como um parâmetro para negociações ou avaliações. De acordo com a Fundação, os preços efetivamente praticados variam em função da região, conservação, cor, acessórios ou qualquer outro fator que possa influenciar as condições de oferta e procura por um veículo específico.

O ano do veículo refere-se ao ano do modelo e não são considerados veículos para uso profissional ou especial. Sobre os valores, a Fipe explica que são expressos em R$ (reais) do ano de referência.

A Fipe disponibiliza consulta pública ao preço médio de veículos, sendo necessário consultar o modelo desejado na página oficial da internet www.fipe.org.br  .

Clique aqui e confira como a Fipe realiza o cálculo.

Clique aqui para ver a tabela publicada para 2023 pelo Governo do MS.


Como consultar o IPVA 2023?

Caso você ainda não tenha recebido o carnê do IPVA 2023 é possível consultar os valores pela internet, no portal de autoatendimento da Sefaz. Por meio dele é possível imprimir carnês para pagamento do tributo, sanar dúvidas, conferir autenticidade do boleto, locais de pagamento, entre outros.
 

LOTERIAS

Resultado da Lotomania de ontem, concurso 2933, sexta-feira (05/06): veja o rateio

A Lotomania tem três sorteios semanais, às segundas, quartas e sextas, sempre às 20h; veja quais os números sorteados no último concurso

06/06/2026 08h03

Confira o rateio da Lotomania

Confira o rateio da Lotomania

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A Caixa Econômica Federal realizou o sorteio do concurso 2933 da Lotomania na noite desta sexta-feira, 5 de junho de 2026, a partir das 21h (de Brasília). A extração dos números ocorreu no Espaço da Sorte, em São Paulo, com um prêmio estimado em R$ 1 milhão.

Confira o resultado da Lotomania de ontem!

Premiação

  • 20 acertos - Não houve acertador
  • 19 acertos - 5 apostas ganhadoras, (R$ 36.583,09)
  • 18 acertos - 54 apostas ganhadoras, (R$ 2.117,08)
  • 17 acertos - 410 apostas ganhadoras, (R$ 278,83)
  • 16 acertos - 2700 apostas ganhadoras, (R$ 42,34)
  • 15 acertos - 11320 apostas ganhadoras, (R$ 10,09)
  • 0 acertos - Não houve acertador

Os números da Lotomania 2933 são:

  •   04 - 33 - 65 - 27 - 81 - 19 - 49 - 36 - 25 - 00 - 96 - 61 - 10 - 23 - 88 - 76 - 37 - 41 - 09 - 12

O sorteio da Lotomania é transmitido ao vivo pela Caixa Econômica Federal e pode ser assistido no canal oficial da Caixa no Youtube.

Próximo sorteio: Lotomania 2934

Como a Lotomania três sorteios regulares semanais, o próximo sorteio ocorre na segunda-feira, 8 de junho, a partir das 20 horas, pelo concurso 2934. O valor da premiação está estimado em R$ 1,7 milhões. 

Para participar dos sorteios da Lotomania é necessário fazer um jogo nas casas lotéricas ou canais eletrônicos.

A aposta mínima custa R$ 3,00 para um jogo simples. 

O apostador  marca entre 50  números, dentre os 100 disponíveis no volante, e fatura prêmio se acertar 20, 19, 18, 17, 16, 15 ou nenhum número.

Há a possibilidade de deixar que o sistema escolha os números para você por meio da Surpresinha, ou concorrer com a mesma aposta por 2, 4 ou 8 concursos consecutivos através da Teimosinha.

Outra opção é efetuar uma nova aposta com o sistema selecionando os outros 50 números não registrados no jogo original, através da Aposta-Espelho.

Como jogar na Lotomania

Os sorteios da Lotomania são realizados às segundas, quartas e sextas-feiras, sempre às 20h (horário de MS).

O apostador  marca entre 50  números, dentre os 100 disponíveis no volante, e fatura prêmio se acertar 20, 19, 18, 17, 16, 15 ou nenhum número.

Há a possibilidade de deixar que o sistema escolha os números para você por meio da Surpresinha, ou concorrer com a mesma aposta por 2, 4 ou 8 concursos consecutivos através da Teimosinha.

Outra opção é efetuar uma nova aposta com o sistema selecionando os outros 50 números não registrados no jogo original, através da Aposta-Espelho.

O preço da aposta é único e custa  R$ 3,00.

Probabilidades

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada.

A aposta é única, com 50 dezenas, e a probabilidade de acertar 20 números e ganhar o prêmio milionário é de 1 em 11.372.635 segundo a Caixa.

Para 0 números, que a Lotomania também premia, a probabilidade é a mesma, de 1 em 11.372.635.

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MALHA OESTE

Concessionária sucateia ferrovia e dá calote na União

ANTT aponta falta de pagamento de outorga e arrendamento, além de multas por abandono da Malha Oeste; valor devido pela Rumo é estimado em R$ 8,1 bilhões

06/06/2026 08h00

Gerson Oliveira / Correio do Estado

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A Rumo Malha Oeste (RMO) deverá indenizar a União em R$ 8,1 bilhões, com o fim da concessão da linha férrea de 1.973 quilômetros entre Corumbá e Mairinque (SP), previsto para 30 de junho.

O valor calculado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) coloca a Malha Oeste no centro de uma das maiores disputas regulatórias do setor ferroviário brasileiro e representa um passivo bilionário para a concessionária controlada pelo empresário Rubens Ometto.

Além de evidenciar a dimensão dos problemas acumulados ao longo de quase 30 anos de concessão, a cifra chama atenção por sua magnitude. Os R$ 8,1 bilhões correspondem a um valor expressivo, mesmo para um dos maiores grupos empresariais do País, com atuação nos setores de ferrovias, energia e logística, sob o comando de Ometto.

O montante corresponde a débitos relacionados ao uso da infraestrutura, outorga e arrendamento em atraso, receitas acessórias não recolhidas e multas aplicadas desde o início da concessão, em 1996.

A cifra consta em nota técnica elaborada por três áreas da ANTT. No documento, a agência afirma que, segundo o Relatório Consolidado de Fiscalização Ordinária do 2º Ciclo de 2023, “a concessionária RMO foi considerada irregular quanto à regularidade fiscal”, além de acumular parcelas de outorga e arrendamento em atraso.

Segundo o levantamento, até novembro de 2024, os valores em aberto somavam R$ 31,2 milhões em parcelas de concessão e R$ 637,9 milhões em parcelas de arrendamento.

ABANDONO

A ANTT também destaca o estado de abandono da ferrovia, tema já abordado anteriormente pelo Correio do Estado.

“Conforme detalhado nos relatórios de inspeção expedidos pela Cofer-SP, a situação da Malha Oeste é de completo abandono por parte da concessionária. Foram desmobilizadas as equipes de manutenção e de vigilância patrimonial. Não há mais prestação de serviço na Malha, com exceção de um pequeno segmento de 10 km, na fronteira com a Bolívia. Há segmentos da Malha sem trilhos, com construções irregulares sobre a via permanente, e há segmentos de via permanente em aterros rompidos”, aponta o relatório.

O documento acrescenta que “parte significativa do material rodante foi deslocada para a Malha Sul, ao passo que outra parte se encontra em estado de sucata. Os bens imóveis também se encontram, em sua grande parte, em estado de completo abandono”.

A agência também registra que a Rumo desativou o Centro de Controle Operacional (CCO) da Malha Oeste e transferiu a gestão para outras unidades da companhia.

“Como estratégia da holding Rumo S.A., os Centro de Controle Operacionais – CCOs – das cinco concessões foram unificados em Curitiba-PR, e recentemente houve a transferência da gestão operacional, incluindo o CCO unificado, para Indaiatuba-SP”, informa o processo.

O abandono da ferrovia também resultou em sucessivas autuações. Conforme a ANTT, as multas atualizadas já somam R$ 105,363 milhões.

Em nota técnica da Superintendência de Transporte Ferroviário (Sufer) consta que “os processos administrativos sancionadores instaurados pela Sufer com vistas a apurar irregularidades da Rumo Malha Oeste S.A. somavam, em valores nominais, em novembro de 2024, o montante de multa da ordem de R$ 80 milhões”.

SUCATEAMENTO

Em relação ao patrimônio da concessão – locomotivas, vagões, trilhos, estações, prédios e demais ativos –, levantamento da Houer Consultoria e Concessões Ltda., contratada pela Infra S.A., estimou em R$ 6,954 bilhões o valor dos passivos a serem indenizados pela concessionária.

“Tem-se que a magnitude do valor a ser indenizado pela RMO à União em virtude dos passivos da concessão é da ordem de R$ 6,9 bilhões, na data-base de setembro de 2021”, aponta o parecer.

O estudo ressalta que o valor está sendo revisado, mas deve permanecer na mesma ordem de grandeza em razão do estado de conservação da malha e da atualização monetária.

Também está em andamento o Levantamento da Base de Ativos e Passivos (LBAP), previsto em aditivo contratual, para avaliar ativos, passivos patrimoniais e ambientais, além do cumprimento das obrigações da concessionária.

Na avaliação dos técnicos da ANTT, ainda existem pendências regulatórias, econômico-financeiras e administrativas a serem apuradas, incluindo metas contratuais, receitas acessórias, processos sancionadores e questões relacionadas à regularidade fiscal.

O parecer destaca que “é importante que a ANTT tenha uma avaliação final da concessão da Malha Oeste, de modo a consolidar um diagnóstico abrangente sobre o cumprimento das obrigações contratuais, a qualidade dos serviços prestados e o estado de conservação dos bens da concessão”.

Os técnicos alertam ainda que, após o encerramento do contrato, podem surgir novos passivos decorrentes de invasões, furtos de trilhos, rompimentos de aterros e depredações, o que poderá gerar discussões sobre a responsabilidade pelos danos ao fim da concessão.

CENÁRIO DIFERENTE

Em sentido oposto ao da avaliação da ANTT, relatório do BTG Pactual Equity Research divulgado em julho do ano passado estimou um impacto financeiro muito menor para a Rumo.

Segundo o banco, “a devolução deve ser gratuita, pois a Rumo deve ser ressarcida pelos trechos não utilizados”. O relatório também menciona um pleito de reequilíbrio contratual relacionado ao transporte de gás boliviano e conclui que “um desembolso financeiro modesto é o cenário mais provável”.

O BTG informou ainda que seu modelo já considerava uma provisão de R$ 2,5 bilhões relacionada à Malha Oeste no cálculo da dívida líquida da companhia.

Por meio de sua assessoria de imprensa, a concessionária informou “que não tem ciência do valor mencionado” de R$ 8,1 bilhões. A empresa acrescentou que realizou levantamento sobre os bens vinculados à concessão para apurar a base de ativos e passivos, diante da proximidade do encerramento do contrato.

A Rumo destacou ainda que, “além dos valores ainda pendentes de apuração, deverá ser considerado o ressarcimento à concessionária pelas perdas e lucros cessantes decorrentes do desequilíbrio do contrato, situação já reconhecida por decisão judicial”.

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